Fevereiro 05, 2011

Reservas externas atingem marca histórica

Nossas reservas internacionais encostaram na marca histórica de US$ 300 bi. Esta estratégia de aumento constante das reservas para reduzir o risco externo do país, também contempla outro objetivo buscado pelo governo, o de conter a tendência de valorização do real.

Mas, bater a marca histórica foi o suficiente para reacender o debate sobre os limites da política agressiva de compra de dólares implementada pelo Banco Central (BC) e para os críticos do governo retomarem as advertências de que esta política também tem um custo, provocado pela diferença entre os juros cobrados no Brasil e no exterior.

Ao comprar dólares, o BC se endivida em reais - cuja taxa de juros é hoje de 11,25% - ao mesmo tempo em que aplica os dólares na sua maior parte em títulos do governo americano, com taxa pouco superior a 3%. Os economistas estimam que o custo disso fica na casa dos US$ 20 bi/ano, além de provocar elevação do estoque da dívida pública.

Seguir com essa boa política de ampliar reservas


O governo refuta as críticas lembrando que este custo não pode ser desvinculado dos benefícios que esta política traz. A  rápida recuperação da atividade econômica e a redução da dívida líquida do setor público, no momento em que o dólar disparou , provam que vale a pena seguir esta estratégia e ter este seguro.

Concordo. O fato é que estas reservas, agora de US$ 300 bi, são uma garantia e um seguro para nossa economia, particularmente num momento de déficit nas contas externas. E como vimos na crise de 2008-2009, mais que isto, são uma reserva para o caso do crédito internacional secar como já aconteceu.

Então, vale a pena pagar o preço para ter essa reserva já que, na prática, economizamos muito mais do que US$ 20 bi nas condições para empréstimos externos com juros mais baixos e prazos mais longos.


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