Fevereiro 10, 2010

DEPOIMENTO DE UM SOBREVIVENTE DA ERA PERDIDA DE FHC

Sou funcionario de uma empresa de economia mista e o que tenho a dizer é que durante os oito anos de mandato do que se diz intelectual (FHC), foram oito anos de recessão para nós sem sequer nenhum aumento de salário.

Durante os oito anos de mandato de um simples trabalhador já conseguimos ter aumentos reais e recuperar parte de nossas perdas. O salário mínimo que era apenas de 78 dólares na era FHC, na era LULA está em aproximadamente 270 dólares, a recessão na economia mundial praticamente foi blindada no Brasil. Não é apenas a troca do nome da moeda que faz um pais crescer mas sim a estabilização com crescimento da economia.

Convenhamos Sr. FHC, não se doa tanto. Conhece um ditado que diz que em boca fechada não entra mosca. O Sr. perdeu a grande oportunidade. Hoje o Brasil é conhecido e reconhecido mundialmente. Se até o Obama chegou a dizer que o LULA é o cara, não basta? A única igualdade que existe entre o goveno FHC e o governo LULA, e essa o povo brasileiro não pode perdoar é o fraco combate a corrupção e a não punição dos envolvidos pois tudo termina em pitzza e o que é pior: ninguém devolve nada do que roubou. Isto sim tem que parar.

Há ja ia me esquecendo: quem foi que criou a CPMF e que o brasileiro nunca soube onde foi parar o dinheiro arrecadado? Quem foi que criou o fator previdenciário nas aposentadorias, mas a sua nunca foi afetada.

Uma pergunta a todos os senhores do poder, Presidentes, Senadores, Deputados: por que ainda nos dias atuais o brasileiro tem que recolher a previdência por no mínimo 35 anos para ter a sua aposentadoria com a aplicação do fator previdenciário que reduz em média 35% seus ganhos e os Senhores não recolhem a previdência e ainda se aposentam com salarios integrais após oito anos de mandato?

Não está na hora de colocar isto ao povo brasileiro? Estamos de olho.

Por Alcides

Fevereiro 01, 2010

Eleições 2010 - Diferença entre Serra e Dilma cai de 25% para 7%

A divulgação da recente pesquisa Vox Populi foi um balde de água fria na candidatura José Serra. Vale lembrar que desde novembro de 2009, Dilma cresceu 12% (de 15% para 27%), enquanto que Serra perdeu 6% (de 40% para 34%).

Ou seja, a diferença que era de 25% em novembro, agora é de 7%.

Vários fatores podem ter contribuído para a diminuição na intenção de votos de José Serra:

1º) A desistência de Aécio Neves na disputa à presidência precipitou a candidatura de Serra e desanimou parte dos aliados políticos dos tucanos (DEM e PPS). Como exemplo temos a base aliada do atual governo de Minas, que deve apoiar o PT nas próximas eleições.

2º) O escândalo do Mensalão do DEM. Vale lembrar, que Arruda era um dos cotados como vice-presidente de José Serra.

3º) Yeda Crusius tem baixa popularidade, devido aos escândalos de corrupção no governo tucano do Rio Grande do Sul. Tarso Genro é o mais cotado para próximo governador do Rio Grande do Sul.

4º) As declarações do presidente do PSDB, Sérgio Guerra, dizendo que acabará com o PAC. Tais declarações foram não só infelizes, mas mostraram de fato quem é o PSDB: um partido que não acabará apenas com o PAC, mas com o Bolsa Família, a Petrobrás, o Banco do Brasil, a Caixa Econômica Federal e etc...

5º) As chuvas em São Paulo, deram oportunidade aos Governos de São Paulo (Estado e capital) de mostrarem o que não fizeram. As enchentes foram a maior mostra da falta de investimentos que deveriam ter sido realizados desde 2005. E o pior, não há argumentos nem para Kassab e nem para Serra, pois tais investimentos estavam pautados nos orçamentos. E para piorar o “papelão”: tanto Kassab, quanto Serra, estão sendo obrigados a aceitar aquilo que eles têm combatido: recursos do PAC – para investimentos contra enchentes, proposto por Lula.

6º) A grande aceitação de Lula e a “descoberta” de Dilma pelo povo. Certamente, ao longo do ano, Dilma deverá crescer ainda mais, uma vez que grande parte do eleitorado ainda não tem conhecimento de sua candidatura, e nem sabe que ela é apoiada por Lula.

Por Douglas Yamagata

Janeiro 21, 2010

Eleições 2010 - A persistência inútil do trio PSDB-DEM-PPS

Leio que a oposição de novo - e pela sexta vez - programa protocolar no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) denúncia contra a ministra Dilma Rousseff por propaganda eleitoral antecipada. PSDB, DEM e PPS reivindicam à Corte que aplique multa a ministra e ao presidente Lula por terem inaugurado um campus universitário em Jenipapo de Minas (MG), na última 3ª
feira.

Não é a primeira vez que os partidos de oposição recorrem ao TSE para questionar o comportamento da ministra e do presidente em eventos oficiais. Esta é a 6ª representação, mas em nenhuma das cinco anteriores a justiça eleitoral lhes deu ganho de causa. "O deboche com que o presidente da República trata o regime de leis do país é algo inusitado, nunca visto na história do Brasil. Nunca tivemos uma falta de vergonha como essa", disse o presidente nacional do PPS, ex-deputado Roberto Freire.

Roberto Freire é que debocha das leis e do país ao não prestar contas sobre as denúncias contra ele e o deputado Augusto Carvalho (PPS-DF) no escândalo da distribuição de propina a aliados pelo governo do DEM de Brasília. O PPS é um dos partidos acusados de receber dinheiro e Augusto Carvalho de achacar uma empresária fornecedora da Secretaria de Saúde que ele ocupava na administração José Roberto Arruda (ex-DEM, agora sem partido) até estourar a crise.

A hipocrisia deles não tem limites! Seus candidatos e aliados, os governadores tucanos Aécio Neves (MG) e José Serra (SP) estão inaugurando obras e diariamente veiculando propaganda. Aécio, inclusive, com seu candidato a governador Antônio Anastásia a tiracolo. E Serra só não faz o mesmo porque teria que levar o antecessor, Geraldo Alckmin, que se viabiliza como candidato ao governo. Serra não o apoia porque continua a sonhar em fazer seu sucessor o chefe da Casa Civil, Aloysio Nunes Ferreira Filho.

Blog do Dirceu

Janeiro 10, 2010

Água contaminada da Sabesp deixa 1,5 mil pessoas com diarreia nas praias do Guarujá

Guarujá, município localizado na Baixada Santista, enfrenta um surto de diarreia. Da segunda quinzena de dezembro até esta semana, segundo a prefeitura da cidade paulista, ao menos 1,5 mil pessoas procuraram prontos-socorros com sintomas como diarreia, vômito e fortes dores no corpo. A médica e diretora da Vigilância em Saúde da cidade, Lídia Maria de Araújo Lima, afirma que as prováveis causas são a contaminação da água e a ingestão de alimentos estragados, principalmente na orla da praia.

Mas para o infectologista Caio Rosenthal, do Hospital Emílio Ribas, de São Paulo, a água da Sabesp que abastece o Guarujá pode estar contaminada com um agente causador da diarreia. "Provavelmente, é a água que está irrigando um certo bairro ou comunidade que está contaminada", afirma. De acordo com ele, um surto provocado por alimentos atingiria uma população menor, de até 50 pessoas.

A Vigilância em Saúde coletou água em dois locais na Praia de Pitangueiras. As amostras foram enviadas ao Instituto Adolfo Lutz, em São Paulo, e o resultado deve sair neste mês.

Por: Helena™

Dezembro 22, 2009

CACHORROS SUJAM MENOS QUE ALGUNS TUCANOS, ENSINA LULA

Referindo-se a banir a hipocrisia e o preconceito, como exemplo citou a legalização da utilização de cães guia-cegos dentro do Palácio do Planalto, Lula disse que nem um dos cachorros fez mais sujeira no Palácio do Planalto que outros serem humanos, sem referir-se expressamente aos tucano da década perdida que pousaram por ali.

Disse também que estamos formando um país quase perfeito, mas que o problema maior não se resolve e não estão nas Leis, mas, sim, nos seres humanos.

Quanto ao que disse Dilma sobre a ditadura e referindo a Inês, também vitima da ditadura, Lula lembrou que nossos mortos não foram atoa, que o resultado que hoje se vê se deve a eles e que, felizmente, como se vê hoje, tudo valeu a pena

Do News Front

Dezembro 06, 2009

Marina vai participar de encontro com o PPS, DEM e PSDB...Aliados da corrupção do Arruda

No próximo fim de semana, os tucanos promoverão encontro no interior paulista com os aliados do DEM, PV e PPS. "É uma demonstração de unidade para as campanhas estadual e nacional", afirmou o vice-presidente do PSDB, o deputado federal Edson Aparecido.Como você já sabe, o PV, é o partido da senadora Marina Silva, que deixou o PT por ele ter apoiado José Sarney.

Ou Seja. Pura demagogia, já que agora, PV está de braços dados com o PPS e PSDB. Partidos envolvidos nos escândalos do panetone de Arruda em Brasilia e do mesalão do Azeredo em Minas

O governador Aécio Neves defendeu ontem o senador Eduardo Azeredo, um dia depois de ele virar réu no STF (Supremo Tribunal Federal). Aécio disse que o senador mineiro é "vítima do conturbado momento político" e que Azeredo é um "homem de bem".

Ex-governador de Minas e ex-presidente do PSDB, Azeredo teve a denúncia contra ele aceita por participação no mensalão tucano, esquema montado na tentativa da sua reeleição, em 1998, com desvio de, ao menos, R$ 3,5 milhões de empresas públicas mineiras.

Por: Helena™

Novembro 25, 2009

PRÁTICA DE CARTEL DOS FERTILIZANTES NO BRASIL NUNCA MAIS

Para que o Brasil não fique sujeito a atuação de eventuais carteis na ramo de fertilizantes a Petrobras apresentará projetos para a área de fertilizantes no Brasil, informou Reinhold Stephanes.

Segundo ele, a estatal fará uma nova planta em Três Lagoas, no Mato Grosso do Sul, e tem projetos também para Linhares no Espírito Santo e Sergipe, onde a Petrobrás possui uma fábrica de ureia.

"O governo está extremamente preocupado em tratar de uma questão estratégica que é o setor de fertilizantes, que como todos sabem somos altamente dependentes das importações, somos vulneráveis nessa questão", afirmou o ministro que estava tratando do assunto com Dilma Roussef, e José Sergio Gabrielli.

Do News Front

Novembro 18, 2009

ONS: não há sistema imune a blecautes

O diretor-presidente do Operador Nacional do Sistema (ONS), Hermes Chipp, assegurou hoje (17) que não houve falhas, sejam operacionais ou de manutenção dos equipamentos no blecaute que atingiu 18 estados no último dia 10. Segundo ele, não há nenhum sistema imune a esse tipo de problema.

“Não há sistema no mundo imune a blecautes. O que nós queremos é cada vez mais pegar essa experiência, olhar a leitura do sistema por meio do disparo dos nossos oscilógrafos, que são as nossas caixas-pretas, para poder criar as propostas, as recomendações, para minimizar o efeito dominó e o tempo de recomposição”, disse.

Chipp, disse ainda que a causa do blecaute não é o mais relevante. “O relevante é você minimizar o efeito. O fundamental para a sociedade é você, com causas similares a essa, minimizar o efeito”. As medidas em estudo objetivam “mitigar o efeito dominó”, uma vez que não é possível evitar a realização de eventos similares.

A princípio, o ONS está trabalhando com duas hipóteses para o curto-circuito com descarga elétrica que provocou o apagão: condições climáticas desfavoráveis e descarga elétrica. “Pode ter outras. Essas são as que a gente consegue ventilar”, afirmou Chipp.

A primeira hipótese em análise são condições meteorológicas adversas, que englobam descargas atmosféricas, popularmente chamadas de raios, acompanhadas de chuvas e ventos intensos. O desligamento das linhas pode se dar com uma descarga atmosférica. “É uma hipótese”.

A capacidade dos equipamentos de suportar as tensões elevadas foi reduzida e pode ter rompido o isolamento, gerando uma descarga elétrica, o que dá o curto-circuito.

“A outra hipótese, devido ao fenômeno curto-circuito da forma como foi, praticamente simultâneo, um monofásico evoluindo para trifásico, é que as elevações da voltagem nas fases sãs podem ter sido superiores à tensão de suportabilidade do isolador. Aí, você reduz a suportabilidade, que causa a descarga elétrica, atinge o condutor e provoca o curto”, informou o diretor-presidente do ONS.

O desligamento triplo das linhas de transmissão de Itaipu pode ser caracterizado como uma eventualidade que não poderia ser evitada, comentou Chipp. O ONS foi informado das condições climáticas adversas pelo Instituto Tecnológico do Paraná (Simepar) às 13h30 do último dia 10. Não recebeu, contudo, a informação do Simepar de que as condições seguiam desfavoráveis às 22 horas, disse Chipp.

Presidente do grupo de 12 países maiores operadores do mundo, Hermes Chipp insistiu que não há nenhum país, mesmo os mais ricos, que desenvolva um sistema de planejamento redundante para suportar esse tipo de fenômeno. “É extremamente antieconômico e a sociedade não suporta”. Segundo Chipp, o modelo de planejamento do setor elétrico no Brasil é bom. Os investimentos feitos em transmissão de 1999 para cá atingem cerca de R$ 25 bilhões. “Não é esse o problema”, disse.

O Operador Nacional do Sistema Elétrico pretende entregar na próxima segunda-feira (23) ao Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico e à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) um relatório consolidado sobre o blecaute de energia ocorrido no último dia 10, que afetou 18 estados brasileiros. O documento será em seguida discutido com especialistas de todo o país, responsáveis pela formação dos profissionais do setor.

O relatório engloba as causas do blecaute, o efeito dominó, esquema de controles automáticos e o tempo de recomposição, revelou Hermes Chipp. Ele estará disponível a todos que estiverem interessados, como o Ministério Público Federal e o Tribunal de Contas da União (TCU) que já solicitaram o documento, afirmou.

Por Alana Gandra

Novembro 06, 2009

AÉCIO AVISA TUCANOS QUE ULTIMATO NÃO É MANOBRA POLÍTICA

Para quem pensava que o ultimato dado ao PSDB por Aécio - para definir o candidato à Presidência em 2010, poderia ser uma manobra política, um blefe.

Aécio teria dito hoje que "Quando determino um prazo, não faço isso apenas como uma manobra política. Faço isso como um gesto de correção para com o partido, dizendo que até dezembro me considero em condições de ampliar essa aliança, de apresentar um projeto novo para o Brasil, falando do pós-Lula, agregando outras forças políticas".

"Se o partido em dezembro ainda não tiver decidido seu candidato a presidente, seja por prévias ou não, eu sou candidato ao Senado já a partir de janeiro. Não posso esperar. Preciso então cuidar de Minas", confirmou sua intenção.

Com Blogs

Outubro 30, 2009

IGUAL "ESQUEMA PC" ACUSADOS DE "MENSALÃO" DEVERÃO SER INDENIZADOS

Fernando Collor de Mello, senador e ex-presidente da República deverá receber da editora Abril e do jornalista Roberto Civita R$ 30 mil de indenização por danos morais.

Porém, não há como disfarçar certa decepção porque este valor é considerado irrisório.

A relatora do processo, desembargadora Nanci Mahfuz, destacou que mesmo que assegurada a liberdade e afastada a censura dos meios de comunicação pela Constituição Federal, os grandes veículos de comunicação, a imprensa não pode emitir comentários e opiniões que venham a atingir a honra das pessoas.

Do News Front

Outubro 22, 2009

CHEFE DA DIPLOMACIA EUROPÉIA JAVIER SOLANA DIZ: "CONFIO TOTALMENTE NO PRESIDENTE LULA

Mahmoud Ahmadinejad chegará em Brasília, para uma visita oficial, no dia 23 de novembro próximo. A visita do polêmico líder iraniano - que inclusive nega o Holocausto - a convite do presidente Lula, segundo o chefe da diplomacia européia, Javier Solana, não coloca em risco a imagem do governo brasileiro e, principalmente, pode ajudar nas negociações internacionais com o Irã.

Solana afirmou: "cada governo tem autonomia para tomar suas decisões em política externa, e neste caso acho que o Brasil pode até ajudar a aproximar o Irã de nossas posições". Por fim e para infelicidade de quem ignora e diminui Lula por aqui, declarou: "confio totalmente no presidente Lula".

C/Blogs

Outubro 16, 2009

A Inveja Política - Transposição piora o mau humor de Serra

No dia em que o presidente Lula foi vistoriar as obras de revitalização do rio São Francisco, o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), criticou uma suposta falta de investimentos em áreas ribeirinhas do Rio São Francisco, relegadas pela transposição, na opinião dele.

Foi dessa forma que Serra tratou aquilo que Lula definiu como “um megaprojeto” e que está orçado em R$ 6 bilhões. “As áreas que já estão na beira do rio deviam ser irrigadas. É muito curioso cuidar da transposição e esquecer daqueles que estão nas margens do rio. Não vejo motivo para não investir nisso”, disse Serra, como se uma das metas principais do projeto de transposição do São Francisco não fosse justamente ampliar as áreas de irrigação, atendendo cerca de 12 milhões de pessoas em volta dos canais. De acordo com o governo, outra preocupação é com a revitalização do rio São Francisco, motivo pelo qual o presidente Lula foi vistoriar as obras na quarta-feira. O Ministério da Integração estima que as áreas de irrigação serão expandidas em 800 mil hectares nos próximos anos.

Para Lula, “nós não podemos fazer com que a gente tire água do rio São Francisco para matar a sede de 12 milhões de nordestinos, sem antes a gente recuperar o rio São Francisco”. “Depois, resolvemos recuperar as margens degradadas do rio São Francisco. E por isso estamos fazendo o maior projeto de florestamento das matas ciliares do rio São Francisco que já foi feito”, completou.

“Pelo Programa Água para Todos foram concluídas 4.121 cisternas, em 54 municípios. Estão concluídos os sistemas de abastecimento rural em Itamarati, em Juazeiro-Bahia, e a instalação de equipamentos para 63 poços tubulares em Minas Gerais. Já foram executados 28% dos programas básicos ambientais que visam a eliminação, minimização e controle dos impactos ambientais causados pelas obras”, informou Lula em seu discurso em Buritizeiro (MG), um dos locais visitados. Ver mais na matéria ao lado.

C/A

Outubro 07, 2009

EMPRESAS JORNALÍSTICAS DEVEM SATISFAÇÕES AOS PARENTES DOS MORTOS DO VÔO DA TAM

A justiça tarda mais não falha depois de fazerem o maior alvoroço no chamado golpe da "crise aérea", culpando o governo pelo choque do avião da TAM, com reverso travado, no final da pista, curta e blá blá blá e blá blá, e tendo a Infraero gastos em Congonhas de toda ordem no que não precisava - cumprimento da pista, etc.

A imprensa golpista criadora da Crise Aérea deve satisfações por induzir também a AfavTam (Associação de Familiares e Amigos das vítimas do vôo JJ 3054 da TAM) a crêrem que a Infraero, o governo o Lula, tinham alguma culpa no acidente ocorrido.

O laudo comprovou que não houve "erros sucessivos" como gostaria a imprensa e que mesmo com chuva a culpa foi exclusivamente dos pilotos da Tam naquele calamitoso vôo qual matou 199 pessoas. Mas para sorte dos parentes das vítimas a empresa aérea tem responsabilidade por falhas dos seus pilotos.

Não existia crise aéreas nenhuma, existia sim, como continua, um grupo de mercanários e golpistas políticos associados tentando criar fatos, e suspeitas ou tiram proveito de qualquer oportunidade que possam desgastar, derrubar ou comprometer a competência do governo de Luiz Inácio Lula da Silva.

Se a pista fosse curta não teria sido encurtado mais ainda como foi depois do acidente, ora, pistas de pouso podem ter as ranhuras que tiverem que um avião acelerando nunca vai parar mesmo.

Mais uma vez a mídia política brasileira golpista é pega na mentira através de seu "exercício de hipoteses".

Do News Front

Setembro 30, 2009

Twitter, Orkut não abra - Cibercriminosos miram sites como Orkut e Twitter para disseminar vírus

Fique alerta: aquele convite inesperado para incluir um contato (que muitas vezes você até desconhece) na sua lista de amigos do Orkut, Facebook ou MySpace pode trazer mais do que uma inocente proposta de uma nova amizade na web. Com a popularização das redes sociais, é cada vez maior o número de ameaças que rondam esses sites, esperando apenas por um clique para se infiltrar em computadores alheios, roubando informações confidenciais e espalhando o caos dentro dos sistemas.

De acordo com o relatório Web Hacking Incidents Database 2009, divulgado pela empresa Breach Security, o número de incidentes na rede aumentou em 30% no primeiro semestre de 2009, quando comparado com o mesmo período do ano anterior. Desse total, 19% se originaram de (ou foram direcionados para) redes sociais, seguidos de sites de mídias (16%) e de vendas online (12%).

De acordo com especialistas, a crescente ameaça que vem das páginas de relacionamentos é uma consequência natural da popularização desse tipo de serviço, que reúne um número cada vez maior de pessoas interconectadas por meio de comunidades e lista de contatos. “Os cibercriminosos vão para onde estão os serviços com muitos usuários. Como as redes sociais têm um maior alcance de pessoas, eles acabam se tornando vetores de disseminação de malwares”, avalia o analista de vírus da empresa Kaspersky Fábio Assolini.

Comportamento do usuário na rede ainda é a melhor maneira de se manter protegido de vírus Ele explica que as redes sociais já representam uma porta de entrada significativa quando o assunto é vulnerabilidade. No entanto, os serviços onde os estão as maiores presenças de malwares variam de acordo com cada país. “Aqui no Brasil, o Orkut (com 15,5 milhões de usuários) continua sendo a rede número um em disseminação de malwares, justamente porque é a que tem o maior número de usuários. Já nos Estados Unidos e na Europa, a principal rede é o Facebook, sendo ela a responsável pela multiplicação de vírus em sites de relacionamento”, diz, lembrando que o Twitter e o MySpace vêm logo atrás. “Cerca de 99% dos vírus espalhados nessas redes é do tipo banker, que foca o roubo de senhas bancárias e o número de cartões de créditos”, calcula.

Comportamento perigoso

O executivo lembra que há um comportamento padrão desses tipos de ameaças em sites de relacionamentos. Geralmente, o cracker (hacker que utiliza o conhecimento em tecnologia para o mal) toma o cuidado de criar um perfil falso e adicionar um determinado conteúdo com a intenção de atrair as pessoas. Depois, ele passa a convidar outros usuários para serem seus amigos. “Quando o internauta recebe o convite, ele tem a curiosidade de acessar o perfil da outra pessoa para saber quem é. Aí, quando visita a página, acaba clicando em algum link que o redireciona para outra página com algum script malicioso (aqueles que são executados mesmo sem o consentimento do usuário)”, explica Assolini.

Há poucos meses, um vírus que surgiu no ambiente das redes sociais chamou a atenção do mundo pela rapidez com que se propagou e criou novas formas. Os primeiros registros do worm(1) Koobface vieram do MySpace e do Facebook. Em poucas semanas, contudo, o malware já havia se reproduzido com novas variantes, inclusive para outros sites de relacionamentos.

Ele funciona assim: uma vez que o usuário clica num link disponível num perfil, o Koobface pede que se atualize o player flash para exibir um vídeo. Nesse momento é que o worm, disfarçado de arquivo executável (flash_player.exe), age, invadindo o computador e o transformando num PC zumbi. Desse modo, ele consegue se disseminar sozinho, sempre que o computador infectado está logado em alguma rede social. O Koobface causou tamanho estrago que o Twitter resolveu suspender as contas dos usuários que foram vítimas do malware, com a intenção de diminuir a velocidade da sua propagação.

O gerente de marketing de produto para América Latina da Symantec, Paulo Prado, conta que uma outra maneira que os criminosos virtuais estão utilizando para confundir os internautas é disfarçar os links postados em comentários ou twitts com URLs criadas em sites como Migre e TinyURL, que encurtam o tamanho do endereço de uma página. “Dessa maneira eles conseguem esconder o destino daquele clique. A intenção é sempre levar o internauta para uma página onde o perigo se encontra”, diz.

Além de manter o sistema operacional e o antivírus atualizados, ele recomenda não clicar em comentários com indicação de sites ou aceitar convites enviados por pessoas estranhas. “Orientamos que os internautas tenham o mesmo comportamento que eles teriam no mundo real. Ou seja, você provavelmente não aceita sugestões de estranhos ou vai para uma rua escura sem saber o que há por lá”, comenta.

Por Fernando Braga

Setembro 24, 2009

IDENTIDADE IDEOLÓGICA - O BRASIL E OS RAFALE FRANCESES

O fato do avião caça Refale ainda não ter sido vendido no mundo, não quer dizer que não seja o melhor, nem que seja o pior avião.

A França os usa sem problemas, por certa identidade ideológica socialista preferiria que o Brasil comprasse da França mesmo, tenho a esperança que estes em caso de "contrariedades" quanto a inimigos em comum, não deixarão de cumprir um contrato com o Brasil, já outros...

Mas se der para baixar o preço, não a qualidade e o serviço, será mais fácil fechar.

No News Front

Setembro 18, 2009

Casa dos Demos - Ex-presidente do PFL é condenado por uso indevido de verba

A Justiça Federal do Acre condenou, nesta quinta-feira (17/9), o ex-presidente do Partido da Frente Liberal (PFL), Alércio Dias, pelo uso indevido de verbas do Fundo Partidário. O caso é referente à prestação de contas do PFL no exercício de 2000.
O Fundo Partidário é constituído por verbas públicas e destinado a subsidiar exclusivamente atividades partidárias autorizadas pela Lei 9.096/95.

O Tribunal Regional Eleitoral desaprovou as contas do PFL do exercício de 2000 e encaminhou a prestação de contas para que a Polícia Federal apurasse a suspeita de utilização dos recursos do Fundo Partidário para o pagamento de contas particulares do então presidente do Partido, Alércio Dias. Na investigação, foram ouvidos o tesoureiro da agremiação Hélio Pereira do Amaral e o contador Edivaldo dos Santos Batista. Foram analisados todos os documentos apresentados como comprovantes das despesas feitas.

Após a apuração, ficou comprovado que houve aplicação das verbas públicas em despesas de telefone, viagens, hospedagens, combustíveis e outras despesas, sempre em benefício de Alércio Dias, diz a sentença. A condenação aplicada a Alércio foi de dois anos e quatro meses de reclusão. A pena, no entanto, foi convertida pelo juiz federal David Wilson de Abreu Pardo à doação de cestas básicas mensais no valor mínimo de R$ 500 ao Educandário Santa Margarida e ao Lar Vicentino, durante dois anos e quatro meses. Com informações da Assessoria de Imprensa da Justiça Federal do Acre

C/A

Setembro 05, 2009

Sucesso - Petrobrás é a empresa não financeira mais lucrativa das Américas

A Petrobrás foi a segunda empresa de capital aberto mais lucrativa das Américas no segundo trimestre de 2009, segundo levantamento da consultoria Economatica, que exclui as companhias canadenses.

Com lucros de US$ 3,963 bilhões, a petrolífera brasileira ficou atrás apenas do Citigroup, que registrou lucro de US$ 4,279 bilhões.

O resultado coloca a Petrobrás como a empresa mais lucrativa das Américas no setor não financeiro e a mais lucrativa da América Latina em todos os setores.

C/A

Agosto 31, 2009

Testemunho - Ação de Anselmo é pré-64, diz policial

Cecil Borer afirmou dois anos antes de morrer que José Anselmo já era informante da Marinha antes da deposição de Jango Diretor do Dops carioca à época do golpe de Estado de 1964, o policial Cecil Borer (1913-2003) afirmou dois anos antes de morrer que o marinheiro de primeira classe José Anselmo dos Santos, mais célebre agente duplo a serviço da ditadura militar, já era informante da Marinha e da polícia política antes da deposição do presidente João Goulart.

O ex-marujo tornou-se conhecido - em erro sobre seu posto - como Cabo Anselmo. Ele sustenta que só no começo da década de 1970 passou a colaborar com o aparato estatal.

A atividade de Anselmo resultou na morte de muitos militantes da oposição armada ao regime militar (1964-85), inclusive de sua mulher, a paraguaia Soledad Barrett Viedma.

Hoje ele reivindica ser anistiado político, ser reintegrado à Marinha como suboficial, aposentadoria e indenização. Vive escondido, temendo vingança. No processo que tramita na Comissão de Anistia do Ministério da Justiça, o marinheiro expulso da Força em 1964 e cujos direitos políticos foram cassados por dez anos diz ter sido vítima de perseguição do Estado.

As entrevistas de Borer foram concedidas em 2001 na apuração para um livro e uma reportagem. Ele autorizou a gravação. Suas declarações contradizem a versão de Anselmo. É a primeira vez que vem à tona relato de integrante de órgão de combate à "subversão" narrando história diferente da do antigo militar.

O policial, denunciado como torturador de presos durante três décadas, teve atuação destacada nas prisões após o golpe de 1964. Aposentou-se em 65.

Ao ser entrevistado, ele tinha 87 anos. Narrou "pressões" físicas contra presos, negou a condição de torturador e falou de agentes infiltrados na esquerda.

C/A

Agosto 27, 2009

DENÚNCIA - SERRA GASTA R$ 26.000.000,00 COM "PESQUISAS"

Por falar em pesquisas eleitorais, o Governador José Serra está, sim, usando dinheiro público para contratar empresas para prestação de serviços de suporte para implementação de solução de gestão de conhecimento e geoprocessamento, para implantação do Programa de Avaliação pelos Usuários de tudo que se pode imaginar.
Tal nome pomposo, entretanto, esconde outras idéias. O que você vai conhecer agora, é prática iniciada há dois anos pelo Governador José Serra e, claramente, foi fruto de artimanhas de seu Gabinete. Não foram fatos isolados. Nem esporádicos. Até o momento, foram gastos R$26.050.450,00 em preparação de informações para a campanha de 2010.

Pesquisas podem ser feitas a qualquer momento, são legais. Mas deixam de sê-lo quando os resultados, por exemplo, não são divulgados ou não são feitos para vir à público; são ilegais quando os resultados ficam restritos e não resultam em ações ou sequer tentativas de melhorias caso apontem problemas, mas transformam-se em estatísticas positivas numa tortura de números em favor do contratante, especialmente em períodos eleitorais.

Pesquisas são ilegais quando não são isentas de interesses próprios; quando o pesquisado é obrigado a responder e colocar mais dados pessoais, além de e-mail e telefone celular.

São ilegais quando pegam esses mesmos dados pessoais e os entregam à empresas privadas sem consentimento ou conhecimento do pesquisado.

Quem, como eu, esperou pelas respostas e ações durante este tempo todo, mas só o que viu foi um crescimento desesperado de negócios, não pode mais ficar aguardando.

Chegou a hora de contar esta história.

Agosto 20, 2009

X-MAN PERGUNTA - ONDE ESTÃO AS CABEÇAS PENSANTES DO PT?

Com certeza nasceu mais uma musa do PIG, querendo a Marina ou não isso já esta acontecendo, basta ver as capas da trolha e do estragão, mais uma HH rediviva, desde que não ameace o vampirão será sempre bem vinda pra eles, mas se o efeito for negativo, tome campanha pra desabonar a candidata.

Já vimos o aidemim ser glorificado como o homem super competente quase um santo e depois malhado pelos mesmos veiculos; e o pt está tomando na cabeça por todos os erros do senado, a oposição afinou mas deu um jeito de jogar a culpa no colo do PT, deveriam ter insistido na representanção contra o pouco voto até ele pedir arrego, mas no PT e principalmente no senado falta uma cabeça pensante e o partido carece de um estrategista.

Por X-MAN

Agosto 13, 2009

As verdadeiras razões da candidatura Ciro ao Planalto

A provável e legítima candidatura do deputado Ciro Gomes (PSB-CE) a presidência da República em 2010, além do óbvio - é um direito líquido e certo dele e de seu partido o PSB - vai aos poucos, pelas declarações de lideranças do partido e do próprio parlamentar, ganhando razões e contornos.

É uma candidatura que parte da avaliação de que é um erro disputar a presidência da República no ano que vem com um só nome da base do governo, da coalizão que apóia Lula. Por essa análise, o correto seriam duas.

Depois acrescentou a previsão de que a candidatura da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff não tem força e apoio para ir ao 2º turno. Daí a necessidade da candidatura Ciro (do PSB aliado do PT e do presidente), que iria para o 2º turno.

Agora o próprio Ciro, bem ao seu estilo, declara que a pré-candidatura da senadora Marina Silva, eleita pelo PT do Acre, implode a de Dilma Rousseff.

Ciro acha que Marina implode Dilma. Não implode

Para além desses cálculos eleitorais que não se sustentam nas pesquisas e nem na realidade - que a candidatura de Marina implode a de Dilma ou que esta não iria para o 2º turno - aparece agora, da parte de Ciro, um argumento político: a natureza da aliança e a frouxidão moral ou falta de autoridade política e intelectual da atual coalizão de governo.

Ciro rejeita a aliança com o PMDB e questiona nossa hegemonia na coalizão, a autoridade do PT e do presidente Lula frente à ação e métodos do PMDB. Como vemos não se trata apenas de decidir por duas táticas eleitorais, entre uma ou duas candidaturas (de partidos) da base, mas de excluir o PMDB da coligação, questionar seu caráter e muitas vezes sua política.

Assim a candidatura de Ciro ganha outra dimensão: é uma terceira via, como pretende ser a da Marina, que segundo o vereador carioca Alfredo Sirkis (um dos líderes do PV) é uma alternativa ao PT e ao PSDB.

Está aí outro equívoco de Sirkis: para ele esses partidos constituem duas vertentes da social democracia, o que é uma falácia já que o PSDB não é um partido social democrata e muito menos de esquerda.

Por ZD

Agosto 04, 2009

Morram de Inveja - Analistas do mercado financeiro estimam inflação menor para este ano

As projeções dos analistas do mercado financeiro para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) estão em queda. A estimativa para o índice neste ano passou de 4,53% para 4,50% e em 2010, de 4,40% para 4,35%. A informação é do boletim Focus, publicação semanal do Banco Central, elaborada com base em projeções de instituições financeiras sobre os principais indicadores da economia.

O IPCA é o índice escolhido pelo governo para a meta de inflação, que tem como centro 4,5% e margem de dois pontos percentuais para mais ou para menos. A meta é válida para 2009 e para 2010.

No mercado paulista, a estimativa para o Índice de Preço ao Consumidor da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (IPC-Fipe) subiu de 4,16% para 4,17%.

No caso da inflação medida pelo Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) a expectativa é de deflação de 0,01% neste ano. A estimativa anterior para o período era de alta de 0,30%.

Segundo o Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV), o IGP-M fechou o mês de julho em queda de 0,43%. Foi a quinta queda consecutiva da taxa, usada para corrigir aluguéis, financiamentos imobiliários e consórcios. Em 12 meses, o índice acumula deflação de 0,67%.

A projeção para o Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) passou de 0,50% para 0,33%, neste ano. As estimativas para o IGP-DI, IGP-M e IPC-Fipe em 2010 foram mantidas em 4,5% em 2010.

C/A

Julho 30, 2009

Responsabilidade - País tem suprimento ideal de energia elétrica até 2013, garante ONS

O país viverá uma situação confortável no atendimento ao mercado de energia elétrica do Sistema Interligado Nacional (SIN), pelos próximos cinco anos. A avaliação consta do Plano da Operação Energética de 2009 (PEN 2009), apresentado ao Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico – CMSE na semana passada, em Brasília, pelo diretor-geral do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), Hermes Chipp.

Os estudos indicam que entre maio de 2009 e dezembro de 2013, o suprimento considerado ideal pelo Conselho Nacional de Política Energética – CNPE (riscos de déficit de até 5%) está garantido e será atendido com folga em todas as regiões.

“Com a queda da carga, com os elevados níveis dos reservatórios e considerando as condições favoráveis de afluência recentes, temos uma situação boa, com os riscos de déficit baixos”, informou Chipp, por meio de sua assessoria de imprensa.

Na avaliação do ONS esse cenário favorável de atendimento se deve, principalmente, “à oferta agregada pelos leilões de energia nova e de linhas de transmissão, que vem sendo realizados desde 2005”.

Neste período, já foram realizados nove leilões de energia nova (proveniente de empreendimentos de geração previstos para operar a partir de 2013), um de fontes alternativas e um de reserva (reserva de capacidade de geração a ser contratada), além dos das usinas de Santo Antônio e Jirau, ambas no Rio Madeira.

“Também foram importantes as inclusões das várias pequenas usinas hidráulicas e térmicas autorizadas pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e as usinas do Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica (Proinfa)”, garante o Operador Nacional do Sistema Elétrico.

O estudo prevê, por outro lado, que nos próximos cinco anos, devem ser implementados cerca de 26.000 Megawatts (MW) em energia nova, aumentando a potência instalada do sistema em 28%. Haverá evolução de 98.713 MW em dezembro de 2008, para 126.725 MW em dezembro de 2013.

“Esses números já contam com a incorporação das novas fronteiras do SIN na região amazônica, com o sistema Acre-Rondônia, em 2009, e com os sistemas não-interligados de Manaus e Macapá, através da interligação Tucuruí-Manaus-Macapá, com cerca de 1,8 mil quilômetros de linhas de transmissão, prevista para o final de 2011”.

Mesmo com o perfil da expansão da oferta sendo de predominância térmica, com cerca de 70% da energia nova (a produção das térmicas a carvão, gás e óleo passarão de 11.895 MW em 2008, para 26.664 MW no final do período), o estudo apresentado por Chipp, também mostra que a hidroeletricidade continuará sendo a principal fonte de produção de energia elétrica do país, com a previsão de gerar 87.477 MW até 2013, o que representará cerca de 70% da capacidade instalada do SIN.

O ONS recomenda a necessidade de que se façam estudos para ampliar a interligação Norte-Sul e a capacidade de exportação de energia da região Nordeste, devido à grande concentração da expansão da oferta térmica a óleo nessa região, o que segundo o estudo torna necessário “uma avaliação cuidadosa da localização da oferta proveniente dos futuros leilões”.

O Plano da Operação Energética é desenvolvido anualmente pelo Operador Nacional do Sistema e é “um importante instrumento para o planejamento da operação energética de médio prazo, sujeito a revisões na ocorrência de fatos relevantes”.

Nele, são analisados os diferentes cenários de oferta e demanda de energia elétrica para os próximos cinco anos, visando a aumentar a margem de segurança da operação energética do Sistema Interligado Nacional.

C/ Agências

Julho 14, 2009

General golpista de Honduras foi preso como ladrão de carros em 1993

O General golpista Romeo Vasquez Velazquez, chefe das Forças Armadas de Honduras, foi preso em 1993, como membro da quadrilha internacional de roubo de carros de luxo, conhecida como "Banda de los Trece" (Quadrilha dos treze).

Nesta época o general golpista ainda era major do exército.

A notícia foi publicada em 2 de fevereiro de 1993, no jornal hondurenho "El Heraldo", com título: "A prisão de onze membros da Quadrilha dos Treze".

C/A

Julho 09, 2009

Uma Morte Suspeita - Viúva vai processar governadora

Viúva de Marcelo Cavalcante, assessor de Yeda Crusius (PSDB) encontrado morto em fevereiro deste ano, a empresária Magda Koenigkan anunciou que vai entrar com ações por danos morais contra a governadora tucana gaúcha e contra deputados que a caluniaram ou difamaram.

"Num momento de desespero, a governadora deu uma entrevista tentando jogar pimenta na minha postura. Isso é crime. O foro privilegiado não lhe dá esse direito. Não consigo viver em paz enquanto não colocar as coisas no lugar – afirmou aos jornais Magda. Para muitos a morte de seu marido - apontada inicialmente como suicídio - ainda não foi devidamente investigada".

Magda anunciou essa intenção ao visitar Porto Alegre (ela mora no Rio) para, segundo explicou, reiterar a seriedade das acusações enviadas em correspondência ao Ministério Público Federal (MPF-RS) pelo empresário Lair Ferst, ex-caixa de campanha da governadora e que arrolou 20 denúncias e acusações contra Yeda Crusius no documento.

Aos jornalistas, a viúva de Marcelo Cavalcante defendeu as gravações feitas por Lair Ferst acrescentando que há diferentes fitas gravadas feitas em restaurantes, escritórios e até dentro de carro. Invocando a necessidade de segurança para sua família, Magda informou ainda ter encaminhado ao MPF uma lista com oito nomes dos quais tem medo:"Isso tudo me assusta. Só falta matar mais alguém. Falta matar um dos meus filhos ou a mim", concluiu.

Por ZD

Julho 04, 2009

Se Sarney sair, metade do Senado teria que renunciar

Com a pressão pela renúncia do senador José Sarney (PMDB-AP) é indiscutível que o objetivo da oposição (nota acima) é controlar a Casa e desestabilizar o governo. Se o único propósito fosse a reforma do Senado, o fim das ilegalidades e a apuração das responsabilidades, os senadores deveriam começar por seus partidos, por suas comissões de ética. E acionar a do próprio Senado, onde os senadores deveriam estar respondendo por seus atos.

A principal questão do Senado, realmente é a sua reforma, com o fim dos privilégios acumulados nesses anos. É uma tarefa árdua e de médio prazo, mas que deve começar imediatamente, como propôs o PT. É preciso mudar a forma de dirigir o Senado, instalar o colégio de líderes e uma comissão para, junto com a atual Mesa, promover realmente as mudanças.

Como tenho dito e repetido a pressão pela renúncia do presidente do Senado é um jogo político da oposição. Se fosse assim, a Mesa toda teria que renunciar, começando pelos 37 senadores beneficiados por atos secretos, além de outros benefícios escabrosos como o de Artur Virgílio, que até empréstimo ilegal e não declarado fez com Agaciel Maia.

A maioria dos senadores teria que responder no Conselho de Ética por cumplicidade, omissão e conivência quando não participação direta e beneficiários de tudo que veio a público nas últimas semanas.

Por ZD

Junho 27, 2009

Onde esta o dinheiro do contribuinte? - Arrecadação do IPTU de SP será alvo de auditoria

O Tribunal de Contas do Município (TCM) vai realizar uma auditoria na arrecadação do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) feita pela Prefeitura de São Paulo no ano passado, último da gestão José Serra (PSDB)/Gilberto Kassab (DEM). Houve queda no recolhimento do tributo em 2008. A fiscalização foi determinada no julgamento das contas relativas a 2008, ocorrido ontem. Precisa fazer uma checagem (na arrecadação do IPTU). O setor imobiliário teve uma expansão muito forte, afirmou ontem o conselheiro Mauricio Faria, relator da prestação de contas de 2008. A receita de IPTU cresceu só 1,8%. É de se estranhar.

Apesar das dúvidas em relação ao imposto e de outros problemas apontados, os conselheiros recomendaram a aprovação das contas. A decisão final cabe à Câmara Municipal, que tem competência para reprovar ou não o modo como os prefeitos administram o Orçamento a cada ano. A ideia é que a auditoria analise, por exemplo, quantos metros quadrados de área construída a cidade ganhou no ano passado, principalmente com grandes empreendimentos, como shoppings e conjuntos residenciais de alto padrão, e como está sendo calculado o imposto sobre eles. Não há prazos para início ou conclusão, mas o trabalho terá prioridade. A pergunta é: Onde está o dinheiro?

Por: Helena™

Junho 14, 2009

Tá brincando - Serra foi reprovado com nota 3,75 na Constituinte

O DIAP (Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar), publicou após a constituinte de 1988 uma avaliação dos parlamentares, de acordo com o posicionamento deles nas votações, contra ou a favor, aos interesses nacionais dos trabalhadores.

José Serra "tomou bomba". Foi reprovado ao receber nota de 3,75 (com notas variando de zero a 10).

A baixa nota significa que ele votou muito mais a favor do que queriam a elite dominante do poder econômico (da FIESP e da FEBRABAN), do que atendeu às reivindicações dos trabalhadores que votaram nele.

O tucano votou contra, ou, em outros casos, fugiu de votar, se abstendo ou faltando:

- contra a redução da jornada de trabalho para 40 horas;
- contra mais garantias ao trabalhador de estabilidade no emprego;
- negou seu voto pelo direito de greve (isso explica o forma ditatorial e violenta com que ele trata o funcionalismo quando recorre à greve);
- negou seu voto pelo abono de férias de 1/3 do salário;
- negou seu voto pelo aviso prévio proporcional;
- negou seu voto pela estabilidade do dirigente sindical;
- negou seu voto para garantir 30 dias de aviso prévio;
- negou seu voto pela garantia do salário mínimo real;
- votou contra a implantação de Comissão de Fábrica nas indústrias;
- votou contra o monopólio nacional da distribuição do petróleo;

A publicação do DIAP foi o livro "Quem foi quem na Constituinte". Na página 621 (figura no topo), tem este perfil de José Serra (PSDB/DF). Como se vê, o tucano já havia pulado para o lado da elite econômica já naquela época, e continuou enganando muita gente durante muito tempo, como se fosse um político "progressista".

Por: Zé Augusto

Junho 07, 2009

Hipocrisia também tem perna curta - A CPI do fim do PSDB

Eles (PSDB, PFL e PPS) é que pediram a tal da CPI da Petrobras e, para o azar deles - levaram. Agora, é que eu quero ver.

A Plataforma P-36 foi a pique em março de 2001, no governo(?) do PSDB, num dos maiores prejuízos registrados pela Petrobras. O acidente, que repercute ainda hoje, pois há, pelo menos, três processos relativos ao episódio, em questionamentos tributários e ambientais, que somados, formam um passivo estimado pelos próprios técnicos da estatal em R$ 1,4 bilhão. Diga-se - prejuízo provocado pela administração deles, dos tucanos, do PSDB.

Essas ações foram listadas no informativo trimestral enviado pela companhia para a Comissão de Valores Mobiliários - CVM no dia 11/maio. Com 159 páginas, o relatório detalha a contabilidade da estatal no primeiro trimestre.

Entre milhares de números e notas técnicas, há informações sobre algumas das mais importantes pendências enfrentadas pela Petrobras no poder Judiciário, pendências estas referentes ao período do governo do PSDB/PFL.

Por Renato de la Rocha

Maio 30, 2009

UMA REFLEXÃO - ANTONIO PALOCCI, PERSEGUIDO E INJUSTIÇADO

Falando em Antonio Palocci, quem acompanha a politíca brasileria através da blogosfera sabe em que circunstâncias ocorreu a tal "quebra do sigilo" do caseiro Francenildo.

Logo depois da perseguição que sofria o governo Lula e não satisfeitos após os resultados colhidos no "mensalão", e no intuito novamente atingir membros do governo Lula fez-se uma reportagem/denuncia de que Palocci frequentaria uma casa no lago sul em Brasília onde faziam-se reuniões.

Quem igual eu frequenta, opina e acompanhava os desdobramentos através dos blogs politícos sabe que o assunto foi tema de discusões, debates etc na web. Na época pairava a suspeita que o caseiro Francenildo teria recebido valores para dar o "depoimento" de que tinha visto o ministro frequentar o local, no caso a confirmação de depósitos na conta do caseiro era a principal maneira de provar que este teria recebido valores para afirmar a frequência, lembro que foi sugerido nos blogs que tal possibilidade de deposito se confirmada desmascaria a mídia oposicionista. Lembro que li comentários nos blogs sobre esta necessidade de checar depósitos.

Porém, depois de constado que o caseiro tinha mesmo recebido valores, a imprensa política brasileira para não ficar desmoralizada além de suspeita de uma armação e parcialidade política, ao invés, de fazer sua mea culpa, só restou a esta atacar mais uma vez quem desmascarou mais uma armação contra o governo.

Se o ministério, um ministro da Fazenda não poderia "quebrar o sigilo" fiscal de um cidadão quem pode?

Antonio Palocci é mais uma vítima da indignação seletiva de uma mídia parcial brasileira, um perseguido político.

Talvez tenha feito igual no passado muitos outros ministros da fazenda fizeram, Palocci com mais razão ainda pois era para defender-se e acabou virando o pivo de outra armação.

Como no caso de Daniel Dantas, não se trata do ato em si da autoridade, trata-se de contra quem foi este ato, ou em que circunstâncias foi.

Uma injustiça dupla com Antonio Palocci.

!!@v@nte Palloci!!

Por Soldadonofront in comentário no blog amigosdopresidentelula

Maio 27, 2009

BC É SUSPEITO DE PASSAR INFORMAÇÃO PARA ESPECULADORES

Banco proibiu entrada no Sisbacen, mas com as reclamações voltou a permitir duas horas depois.

Na relação entre o Banco Central e os especuladores, há certas coisas que o público – isto é, o povo – só sabe quando há uma confusão. Mas, cedo ou tarde, fica-se sabendo, apesar de todos os bloqueios e tentativas de abafamento.

Com exceção de uma pequena matéria no provecto Estadão – sempre atento quando alguma manipulação financeira está real ou imaginariamente em perigo – nenhum jornal, TV ou rádio divulgou o rififi dos especuladores do dólar depois da decisão, anunciada sexta-feira pelo Banco Central, de não fornecer mais a eles algumas informações ao vivo, ou seja, durante o transcorrer das suas compras e vendas de dólar.

A decisão durou duas horas, depois das quais o BC cedeu aos especuladores. No entanto, colunas e informes pagos de “consultores financeiros”, gastaram não pouco espaço e tinta com as supostas intenções do BC. Como sempre, a linguagem não é aquela que você, leitor, e qualquer sujeito normal, ou medianamente normal, está acostumado. Vejamos, por exemplo, essa maravilha: “Após o fechamento, o BC anunciou que restringiria o acesso dos investidores no intraday a algumas informações cambiais disponibilizadas no Sisbacen. No entanto, pouco mais de duas horas após o anúncio, o BC voltou atrás, possivelmente por causa da repercussão negativa entre os players”.

Parece negócio de extraterrestre. Porém, “acesso no intraday” quer dizer, apenas, acesso a informações dentro do dia, ou seja, durante a especulação. “Sisbacen” é o Sistema de Informações do BC. E “PTAX” não é um planeta extra-solar, mas a taxa de câmbio do final do dia – isto é, a cotação do dólar no fechamento dos negócios. Mais interessante é o nome dado aos tais investidores - “players”, ou seja, jogadores, na língua dos patrões.

Em suma, traduzindo a história para linguagem de gente: “Na sexta-feira, após o fechamento das operações com o dólar, o BC anunciou que restringiria o acesso dos especuladores a algumas informações sobre operações do dia, que são oferecidas a eles pelo próprio BC. Duas horas depois, o BC recuou”.

Qual a importância disso? Devido à excitação dos especuladores, sabemos agora onde eles obtêm, em tempo real, informações sobre “volumes de negócios com o dólar entre os bancos, taxas de câmbio negociadas, entrada e saída de dólares no país e a quantidade de dólares que o BC adquire durante o dia. Com isso, os jogadores calculam antecipadamente qual será a taxa de câmbio no fechamento do dia”.

Todas essas informações são fornecidas a eles pelo Banco Central, através do Sisbacen. Assim, eles já sabem a taxa do fechamento do dia antes que ele acabe, podendo comprar ou vender dólares em função desse conhecimento antecipado. Esses jogadores não apostam no escuro – o próprio BC dá a eles as informações que lhes permitem encher os cofres a cada dia.

Trata-se, portanto, de uma roleta viciada. Mas, para que alguns jogadores ganhem, é necessário que haja um pato para depenar.

Seria apenas um caso para a Delegacia de Costumes, responsável pela repressão aos jogos de azar e casos de extorsão através do jogo. Porém, o pato que esses jogadores depenam é o próprio Banco Central, a rigor, o país, pois o BC usa o dinheiro público – esterilizando recursos como reservas monetárias artificiais, que serão esfumadas quando isso interessar aos especuladores. Assim, gasta reais para comprar dólares, compõe reservas de fancaria com esses dólares ou as desperdiça com os mesmos especuladores – e ainda fornece a eles todas as informações necessárias para que o país seja depenado.

Na semana passada, o BC comprou, dos “jogadores”, US$ 2,4 bilhões – só na quarta-feira, comprou US$ 1,2 bilhões à vista. No início de maio, vendeu US$ 3,4 bilhões em contratos de “swap cambial reverso” com vencimento em 1º de junho. Nesta operação, o BC dá aos especuladores títulos remunerados pela Selic (atualmente em 10,25% ao ano) e, em troca, fica com títulos com variação em dólar, que está em baixa. Assim os especuladores ganham com os juros altos e com o dólar derretendo.

Tudo isso, supostamente, para impedir a valorização do real em relação ao dólar. Mas o real continuou subindo. Como disse o ministro da Fazenda, Guido Mantega, “essa valorização atrapalha o setor produtivo, os exportadores, a agricultura, etc. Então, de fato, ela é uma fonte de preocupação”. Infelizmente, Mantega também acha que “essa valorização do câmbio é um reflexo do entusiasmo dos outros países para virem para o Brasil”. Não sabemos onde o ministro aprendeu que os outros países são constituídos por especuladores... Que, por sinal, não estão entusiasmados pelas nossas qualidades, mas porque os juros estão demasiado altos, a especulação demasiado livre e as autoridades econômicas demasiado complacentes.

Na verdade, o que sustenta a especulação com o dólar é a taxa de juros do BC, muito alta em relação aos outros países. Usando uma de suas imagens favoritas, foi exato o ex-ministro Delfim Netto, ao dizer que, quanto à valorização do real, “o Brasil está sendo, outra vez, o grande peru com farofa no mercado internacional. Estamos dando nestes últimos meses uma taxa de retorno em dólares de 6% ao ano, e já descontados os impostos. É preciso intervir nesse processo. O Banco Central deveria acelerar o corte de juros”.

Sem isso, o câmbio será sempre, na melhor das hipóteses, uma montanha-russa: quando o dólar se valorizou em relação ao real, depois da eclosão da crise norte-americana, o BC vendeu US$ 36 bilhões, à vista e no “mercado futuro”. Agora, compra os dólares. E sempre fornecendo aos jogadores todas as informações necessárias para que eles nos achaquem.

Por VALDO ALBUQUERQUE

Maio 21, 2009

Globo pensa que é dona de Ronaldo - Globo pressiona e não quer saber de Ronaldo Fenômeno no Sbt

A Globo quer que o jogador Ronaldo desista de fazer propaganda para o SBT.

Depois de fazer a cantora Claudia Leitte desistir de um contrato de licenciamento de marcas com a Record Entretenimento, agora a Globo quer que o jogador Ronaldo desista de fazer propaganda para o SBT. A informação é da coluna Ooops!, do "UOL News".

Segundo a "Ooops!" apurou, no contrato do jogador assinado com o Corinthians, há uma cláusula que prevê a participação de Ronaldo como estrela comercial de uma das empresas do Grupo Silvio Santos. Ainda de acordo com informações da coluna de Ricardo Feltrin, a Globo está usando pressão máxima para impedir que essa empresa seja o SBT: já mudou o enquadramento ao entrevistar o jogador, impedindo que as logomarcas da empresa estampadas em sua camisa aparecessem no vídeo, e tem evitado entrevistar o jogador após os jogos.

Procurada, a Globo Esportes nega que esteja promovendo qualquer conspiração ou boicote contra as empresas do Grupo Silvio Santos estampadas na camisa do Corinthians.

Do Tudo Agora

Maio 07, 2009

Nunca Antes - Previdência registra arrecadação recorde em março

A Previdência Social registrou no primeiro trimestre do ano arrecadação líquida de mais de 39 bilhões, um crescimento de 5,2% em relação ao mesmo período de 2008. As despesas com benefícios aumentaram no período 7,6%, superando os 51 bilhões. Com esses números, o resultado no trimestre foi negativo em pouco mais de R$ 12 bilhões, um aumento de 16,3% em relação ao primeiro trimestre do ano passado.

Em março, a arrecadação líquida, divulgada hoje (20) pela Previdência, foi de R$ 14,209 bilhões. Esse é um novo recorde histórico na arrecadação mensal, sem levar em consideração os meses de dezembro, quando é pago o décimo-terceiro salário.

Fonte: Da Agência Brasil

Maio 02, 2009

O satélite da Coréia Popular e a hipocrisia dos EUA e Japão

Na mesma semana em que a Coréia Popular lançou seu satélite de comunicações Kwangmyongsong II, o Japão tornou público o “Plano Principal para utilização do Cosmos”, no qual prevê o lançamento nos próximos 5 anos de 34 satélites e o início de pesquisas sobre as técnicas de satélites de alerta para detectar lançamentos de mísseis balísticos – o escudo antimíssil.

O Japão, que de 2004 a 2008 lançou 16 satélites, fez ameaças e provocações contra a RPDC por esta não se submeter às suas ‘censuras’ e ‘proibições’ e lançar o satélite de comunicações coreano.

A histeria do governo japonês e seus diplomatas, despejada sobre a comunidade internacional, inclusive sobre o governo brasileiro, endossada e repetida pelo cartel midiático, tinha uma função: tirar a atenção do fato de que o governo japonês está em pleno processo de preparação para transformar-se em potência militar e retomar o caminho da agressão, cujo principal alvo é a RPDC.

O Japão, os EUA e a Coréia do Sul juntaram-se numa cruzada discriminatória contra a Coréia Popular. Acusaram-na de descumprir resoluções da ONU, projetando sobre a RPDC os próprios problemas, pois quem descumpriu os acordos firmados com a RPDC foram a ONU, os EUA, o Japão e a Coréia do Sul.

A RPDC não tem petróleo e é um país bloqueado econômica e politicamente pelos EUA. No acordo firmado em 2005 com a ONU ficou estabelecido que, em troca de importar petróleo e ter desbloqueadas suas contas em bancos estrangeiros, a RPDC desativaria seu programa nuclear de geração de energia e a usina de Yongbyon, e receberia os inspetores da AIEA – Agência Internacional de Energia Atômica da ONU - para acompanhar essas operações.

Mesmo sem o petróleo prometido pela ONU, a Coréia Popular recebeu os inspetores, mas o tresloucado Bush II torpedeou o acordo, incluindo o país no “eixo do mal”, gerando tensão e obrigando a RPDC, em resposta, a expulsar os inspetores no mesmo ano.

Em 2006 foi retomado o acordo e no início de 2008 a Coréia Popular, cumprindo sua parte, destruiu o reator nuclear da usina de Yongbyon na presença dos agentes da AIEA, de representantes do governo norte-americano, fato amplamente registrado pela imprensa internacional.

Contra as caras-feias de japoneses e sul-coreanos, os EUA recuaram e retiraram a RPDC da lista de países “terroristas”, mas o acordo continuou não sendo cumprido pela ONU e o petróleo continuou não chegando em Pyongyang.

O acordo incluía também a constituição do grupo dos seis (RPDC, Coréia do Sul, China, Rússia, EUA e Japão) com a finalidade de discutir as questões da paz e da desnuclearização da península coreana.

Três desses países, EUA, Japão e Coréia do Sul, em lugar de buscar o entendimento, se esmeraram em provocações e descumpriram as resoluções estabelecidas na Declaração Conjunta de 19 de setembro de 2005. Apesar dos esforços da RPDC para manter o diálogo, do interesse da China e da Rússia, os três países (EUA, Coréia do Sul e Japão), passaram a boicotar as reuniões, que desde dezembro de 2008 deixaram de acontecer.

Com o lançamento do satélite coreano, as hostilidades chegaram ao paroxismo. A Coréia Popular não teve outra alternativa que não fosse denunciar a farsa dos três países opositores ao diálogo e se retirar de uma reunião que não mais acontecia.
Ficou claro que do grupo dos seis países, três deles – EUA, Japão e Coréia do Sul - não tinham o menor interesse em discutir a paz e as questões nucleares na península coreana. Os três países - diante de seus interesses belicistas e hegemonistas na região – tinham também a pretensão de usar a questão coreana para neutralizar a China e a Rússia.

Os EUA, além de manter tropas no sul da Coréia e continuar com as ameaças nucleares na região, insistem, mesmo tendo sido derrotados na guerra, em não assinar o Tratado de Paz definitiva, fazendo com que a península coreana viva em instável situação de trégua desde 1953.

Os EUA têm milhares de satélites, muitos deles para fins nem tão pacíficos assim.
Muitos outros países exploram o cosmos, lançando seus satélites de comunicação para fins pacíficos e desenvolvem suas pesquisas tecnológicas para promover seu crescimento econômico e seu desenvolvimento. Mas a Coréia Popular não pode desenvolver-se. Não pode utilizar o seu cosmos e lançar seus satélites. Seus esforços para manter o crescimento autônomo do país são considerados, absurdamente, “provocação à comunidade internacional”. Por isso é ameaçada, censurada e hostilizada. Os que a agridem utilizam os monopólios de mídia, que gastam rios de tinta para difamá-la injustamente, acusando-a de manter seu povo faminto e miserável. Mentem.

A verdade, que os seus ex-colonizadores e invasores não suportam, é que a República Popular Democrática da Coréia é um país independente, seu povo tem a espinha ereta e a cabeça erguida. É culto e saudável. Bem alimentado. Seu exército é forte, bem equipado e bastante popular.

A RPDC é um país desenvolvido onde a riqueza nacional é usada para promover o bem de todos, o interesse coletivo nacional. É um país soberano e desde que expulsou o colonizador japonês e derrotou os EUA jamais se submeteu a nenhum país.
É natural que, para manter sua dignidade, após as provocativas sanções da ONU exigidas pelos EUA, Japão e Coréia do Sul, o país tenha reagido e expulsado os inspetores da AIEA e os 4 fiscais norte-americanos que estavam em Pyongyang.

É natural que, como a RPDC não tem petróleo e não pode importá-lo livremente, esforce-se para conseguir fontes alternativas de energia e retome suas pesquisas científicas e seu programa nuclear para a produção da energia de que precisa.

Aos insultos e provocações de que tem sido vítima, tem respondido com serenidade e firmeza, com a mobilização de seu povo, com o desenvolvimento de seu poder dissuasório da guerra, de sua capacidade de enfrentar as agressões e ameaças. A decisão do governo da RPDC de investir em defesa com a política de Songun – a priorização da defesa nas ações do Estado – é tanto mais efetiva quanto mais cresce a unidade de seu povo pelo direito a existência da nação, pelo seu desenvolvimento e sua luta persistente pela reunificação pacífica e independente de toda a nação coreana.

Por ROSANITA CAMPOS

Abril 26, 2009

O lucro é deles, o prejuízo é nosso - Febraban diz que reduz spread se a União pagar conta de inadimplentes

Monopólios usam ‘crise’ para assaltar o Estado e esfolar trabalhadores.

A Febraban propôs que o governo forme um fundo, através do BNDES, com 100% de recursos públicos, para cobrir a inadimplência nos empréstimos concedidos pelos bancos privados.

Na divisão dos riscos, o governo ficaria com o risco do prejuízo e os bancos com o terrível risco de lucrar. Sem risco de prejuízo, os bancos diminuiriam o spread.

Porém, o colossal “spread” atual é uma medida não do excesso, mas da falta de riscos dos banqueiros, que lucram com os altos juros do BC sobre os títulos públicos.

C/A

Abril 21, 2009

Lula repele “economia virtual” e defende produção e emprego

“Estatização dos bancos, mesmo temporária, não deve ser descartada”, afirmou no Rio.

“Não sucumbimos aos dogmas do Estado mínimo, nem deixamos de adotar ações vigorosas de cunho social e de fomento à produção”, afirmou o presidente Lula, na abertura do Fórum Econômico Mundial – América Latina, na quarta-feira (15), no Rio de Janeiro, ao comentar a crise dos países ricos e sua repercussão no Brasil.

Na opinião de Lula, a crise surgiu “no coração do mundo desenvolvido e hoje ameaça fazer suas principais vítimas nos países mais pobres, em desenvolvimento”. “A atividade econômica se retraiu, o comércio mundial despencou 9%. Só neste ano, 50 milhões de pessoas poderão perder os seus empregos”, avaliou o presidente, cobrando dos países ricos uma confissão de que “o mundo contemporâneo em que nós vivemos errou na dose da economia virtual”.

“Não era honesto e não era justo, sobretudo com a parte mais pobre da Humanidade, que alguém pudesse ganhar bilhões e bilhões de dólares sem produzir um microfone, sem produzir um sapato, sem produzir uma camisa, sem produzir um carro, sem produzir absolutamente nada, apenas trocando papéis por papéis, e por mais papéis”, apontou.

O presidente cobrou mecanismos para restringir a “especulação financeira desenfreada” que tantos prejuízos vem causando à economia mundial. “É imperativo criar mecanismos preventivos em todos os países, inclusive nos desenvolvidos. Isso só será possível se instâncias multilaterais de regulação supervisionarem as instituições financeiras de alcance global”, defendeu Lula. “Estamos falando de deslocamento abrupto num universo de grandeza de US$ 16 trilhões movimentados sem qualquer controle, conforme estimativas da Unctad”, citou.

“A cúpula de Londres”, segundo Lula, “deu um importante primeiro passo ao reconhecer que não há solução sem participação efetiva dos países em desenvolvimento. “Não criamos um problema, mas somos parte fundamental da solução do problema”, acrescentou. Ele chamou a atenção de que a especulação não se restringiu apenas ao campo financeiro. “Ela também evidenciou o que havia de nebuloso na explosão dos preços internacionais em 2008: à especulação irresponsável com as commodities somou-se a bolha do subprime”. “Essa engrenagem contagiou o preço dos alimentos, dos metais e do petróleo, levou maior instabilidade ao livre comércio e, sobretudo, gerou consequências perversas para a vida das populações mais pobres do Planeta”, destacou Lula .

“O dado concreto”, prosseguiu, “é que alguns espertos que criaram o subprime já estavam tirando o seu dinheiro do subprime e aplicando no mercado futuro do petróleo e aplicando no mercado futuro dos alimentos”.

Para o presidente, “mais do que salvar bancos e seguradoras para proteger depósitos e a previdência social, o importante é proteger empregos e estimular a produção”. “Por isso, a estatização dos bancos em dificuldade, mesmo temporária, não deve ser descartada por mero preconceito ideológico. Não podemos ficar prisioneiros dos paradigmas que ruíram nos últimos meses”, salientou.

Ele defendeu o aprofundamento da integração da América Latina e Caribe como a melhor forma de enfrentar os efeitos da crise na região. “Com esforço e políticas adequadas conseguimos, nos últimos anos, estabilizar nossas economias e criar condições propícias para o crescimento sustentável. Estamos resgatando, a duras penas, uma pesada dívida social. É imprescindível encontrar soluções economicamente consistentes para os problemas de crescimento, integração e desenvolvimento”. “Consolidando um espaço econômico integrado, estaremos também somando forças para enfrentar, na nossa região, o impacto da desaceleração econômica mundial”, sublinhou.

“A recente ampliação do capital do BID em US$ 180 bilhões sublinha o importante papel dos mecanismos regionais de financiamento no fomento à atividade produtiva. O fortalecimento da CAF (Corporação Andina de Fomento) e o lançamento definitivo do Banco do Sul também contribuirão para a retomada do crescimento e geração de empregos”, completou.

Hora do Povo

Abril 13, 2009

A casa dos “colarinhos brancos” está caindo. Isso é um perigo!

A irresponsabilidade dos veículos das grandes empresas de comunicação do Brasil chega a ser criminosa. Criam escândalos sem nenhum escrúpulo, sem medir as conseqüências, com um certo prazer em agredir mesmo sem provas.

O ônus da prova é de quem acusa.

Acusar sem prova é calúnia. É crime! Criar pânico como criou com a Febre Amarela (que morreu mais gente por causa da vacina desnecessária do que pela doença), é mais do que crime, é chacina.

Se o atual governo fosse tão ignorante quanto é a nossa mídia, se tivesse caído na conversa dela, o Brasil estaria em guerra com a Venezuela, o Paraguai, o Equador, Cuba, a Argentina...

Daí, você pode argumentar que isso é feito para aumentar a tiragem e a audiência. Mas não é isso que está acontecendo. Os institutos de verificação de circulação e de audiência mostram que a queda deles não é pequena.

E por que não se calam?

Porque estão envolvidos até o pescoço com Daniel Dantas. Observe que nenhum desses veículos (Globo, Veja, Folha e Estadão) acompanha os processos contra Daniel Dantas. O foco está em acusar (sem prova) o delegado e o juiz que o desmascarou (com provas mostrando a tentativa de suborno filmada, que você viu, entre outras).

Quem assistiu a transmissão da CPI contra o delegado Protógenes e depois assistiu o Jornal Nacional deve ter percebido a dificuldade que tiveram para garimpar fatos e imagens que pudessem prejudicar o acusado sem provas. Quando, na realidade o delegado com uma calma e uma segurança surpreendente desmoralizou ainda mais essa ridícula CPI e seu presidente (que saiu da mesa antes da hora, louco para se livrar do constrangimento e demonstração de incompetência para comandar o teatrinho).

E por que não calam?

Porque não tem outra saída. O cerco está cada vez mais próximo das suas falcatruas e bandidos sem saída é um perigo. Atiram para todos os lados.

Nós, brasileiros que queremos construir um novo país, melhor para todos, devemos ficar do lado do bem. Devemos torcer para que os verdadeiros culpados sejam presos, julgados e condenados honestamente e severamente. Sejam eles do PT, do PSDB, do DEM de todos os partidos. Precisamos nos livrar dessas pragas. Que as fortunas roubadas de nós sejam recuperadas. Dará para construir centenas de hospitais, escolas, estradas, empregos.

Como podemos participar dessa luta? Não assistindo os noticiários da Globo, não comprando nem lendo a Veja, a Folha e o Estadão. O lado mau ficará sem armas e sem munição...

Do Sr.Com

Abril 07, 2009

Karl Marx - Ordem sobre a Imprensa Diária

Eu tenho, frequentemente, destacado a tendência da má parte da imprensa diária em manipular a opinião pública em assuntos de grande interesse, através da disseminação de mentiras ou de fatos distorcidos; ela deve ser contida através da comparação de cada falsa notícia com a verdade graças à publicação de uma errata publicada no mesmo jornal culpado da falsificação. Isso não é suficiente para neutralizar as tendências malignas de um jornal diário, que possuem um efeito danoso ao público, em favor de outros jornais que possuem um melhor espírito, algo que só podemos esperar desses.

O veneno da "corrupção" deve se tornar inofensivo em todos os lugares em que estiver presente; isso não é apenas o dever das autoridades perante o público-leitor que é exposto ao veneno, mas também, ao mesmo tempo, é o meio mais efetivo de destruir tendências à manipulação e à mentira assim que elas se manifestarem ao pedir que os editores publiquem o julgamento delas.

Eu, então, notei com desprazer que pouco ou nenhum uso foi feito desses meios, que são tão legítimos como essenciais, para coibir manifestações degeneradas de parte da imprensa. Se as leis atuais não conseguiram estabelecer a obrigação dos nossos jornais em publicar – sem objeções, sem comentários ou notas introdutórias – todos as correções factuais enviadas oficialmente a eles, eu espero que o ministério estatal envie propostas para a legislação suplementar. Se, no entanto, ela já está adequada para o propósito, é a Minha vontade que ela seja vigorosamente implementada pelos Meus magistrados pela proteção da lei e da verdade e eu recomendo isso, não apenas para os ministérios, mas em particular para a atenção imediata dos Oberpräsidents, para quem o ministério estatal deve dar diretrizes para esse fim.

Acredito que o julgamento nobre, leal e admiravelmente franco, em qualquer lugar que for publicado, não deva ter sua liberdade de expressão reduzida e que a verdade deva sempre ser o menos restringida possível na esfera da discussão pública; e que o espírito que emprega as armas da mentira e da manipulação seja o mais severamente restringido para que a liberdade de expressão não seja traída em seus frutos e que suas bênçãos não sejam mal-utilizadas.

Abril 03, 2009

G20: guerra aos paraísos fiscais, que detêm 22% dos investimentos globais.

O presidente da França, pouco antes do início do G20, já havia disparado contra os paraísos fiscais. Na ocasião, causou desconforto, pois só nominou a Suíça.

Além de relógios e chocolates, o sociólogo helvético Jean Zigler, há mais de dez anos atrás, chamara a Suíça de lavanderia. A propósito, o seu livro, - que virou best-seller e mostrou políticos franceses com não declaradas contas-correntes na Suíça -, levou o significativo título de “A Suíça lava mais Branco”.

Na concluída reunião londrina do G20 houve acordo no sentido de se elaborar e divulgar uma “lista negra” de paraísos fiscais com escassa fiscalização e registro inconfiáveis, de modo a receber dinheiro sujo.

Não se fez nenhuma menção a Francis Drake, que no século XVI roubava nos mares em nome da rainha da Inglaterra: ele tinha carta de corso. De corsário, virou Sir, pela eficiência na rapinagem.

As riquezas roubadas pelo corsário Drake eram escondidas off-shore (fora da costa). Por exemplo, nas ilhas britânicas. Estas se transformaram em paraísos fiscais, como bem sabe o deputado Paulo Maluf.

Os paraísos fiscais detém 22% de todos os investimentos globais. Uma fatia significativa, em tempo de crise financeira e muitos desvios pelos Maddof da vida.

Quando se fala em paraíso fiscal, vem a idéia apenas das ilhas, fora da costa (offshore). Só que existem paraísos ficais nos continentes. Nos EUA, por exemplo, Dellaware é definido como paraíso fiscal, de baixa carga fiscal.

Em Liechenstein, dois anos atrás e pelos dados oficiais, o número de habitantes era de 24 mil. Já o número de empresas fictícias atingia 30 mil. Assim, Liechtenstein, como San Marino, receberam o rótulo de paraísos fiscais onshore (na costa).

O Gafi é um grupo de trabalaho sediado na França. Cuida, com 40 recomendações mínimas, de coibir a lavagem de dinheiro. Pela Resolução número 21 do Gafi, Seychelles foi denunciada por não atender as 40 recomendações mínimas contra a lavagem de dinheiro sujo.

PANO RÁPIDO. Os membros do G20 não vão mais aceitar a “concorrência desleal” dos paraísos fiscais. E o summit chamado G20 se comprometeu a dar sustentação à economia mundial. Já foi marcada data para um novo encontro, para novas análises e avaliação do acerto das medidas adotadas por unanimidade. Ocorrerá em 1 ano.

Pelo jeito, prevaleceu o entendimento do socorro planetário e não, conforme a chanceler alemã e o presidente francês, um atendimento particularizado, analisado a situação de cada estado em dificuldade. O FMI e outras institições financeiras internacionais receberão 1 trilhão de dólares, além dos 5.000 bilhões até o final de 2010 para alavancagem da economia mundial.

Os paraísos fiscais, em especial as zonas off-shore (fora da costa), serão pressionados. Quem viver, verá.

Por Wálter Fanganiello Maierovitch

Abril 01, 2009

Obama ataca protecionismo que marcou pacote dos EUA

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, abriu uma entrevista anterior à cúpula do G20 (que reúne os países mais ricos e os principais emergentes) atacando o protecionismo, justamente o fator mais criticado de seu próprio pacote econômico.

Em Londres, junto ao primeiro-ministro britânico Gordon Brown, Obama fez uma chamada contra o protecionismo ao assegurar que "quando os países deixam de cooperar, e se voltam para eles mesmos, os problemas só crescem".

Um pedido paradoxal, já o próprio plano de estímulo econômico de Obama incluía a cláusula "Buy American", estimulando a preferência pela compra de minério americano de ferro e aço, criticada em todo o mundo, justamente por seu caráter protecionista.

O presidente americano afirmou que os membros do G20 devem atuar com "sentido de urgência" na cúpula de quinta-feira, para enfrentar a crise que, segundo ele, só poderá ser resolvida com uma ação conjunta.

Ele disse que não vai à cúpula - sua primeira após tomar posse - "para dar lições, mas para escutar" e por isso consultou os países-membros nas semanas prévias à reunião.

"Estou convencido de que há um enorme consenso sobre a necessidade de atuar em uníssono para resolver os problemas", sustentou Obama, a respeito das diferentes posições de EUA e Reino Unido e os demais países europeus.

Enquanto os primeiros optam por planos para estimular a economia, os outros países europeus querem pôr ênfase na regulação do sistema financeiro. O presidente americano minimizou a importância das informações sobre diferenças entre os países-membros.

Segundo ele, "nossa meta é que cada país, de acordo com sua mentalidade política e suas circunstâncias econômicas, faça o necessário para que cresça a economia".

Perguntado sobre as acusações européias de que a responsabilidade da crise começou nas práticas do sistema financeiro dos EUA, Obama respondeu que está "menos interessado em jogar culpas que em resolver o problema".

Brown destacou que, entre os assuntos que devem ser abordados, estão o de conseguir uma maior supervisão do sistema bancário, medidas para restabelecer o crescimento, reforço das instituições financeiras internacionais, rejeição ao protecionismo, ajudas aos países pobres e respaldo a economias com baixa emissão de carbono.

"Devemos estar juntos para fazer tudo o que seja necessário para encontrar soluções globais a estes problemas econômicos que o mundo todo enfrenta", ressaltou.

C/A

Março 27, 2009

Castelo de Areia - País cobra e espera coerência de líderes da oposição

Em declarações ao jornal O Estado de S.Paulo sobre a operação da Polícia Federal (PF) em que são citados por executivos da Camargo Corrêa, os senadores Agripino Maia (DEM-RN) e Flexa Ribeiro (PSDB-PA) apressam-se em ver "viés político" na ação e o presidente nacional do PPS, ex-deputado Roberto Freire, ameaça abertamente acionar a justiça por entender ter havido uma orquestração do governo Lula "para tentar atingir os partidos da oposição”.

É um comportamento no mínimo suspeito de quem nunca respeitou a presunção da inocência e o devido processo legal - com investigação, inquérito e processo judicial - e faz julgamento precipitado, sem direito à defesa, faz linchamento moral pela mídia, a começar por Agripino Maia e Roberto Freire.

Para serem coerentes com o passado recente, quando posavam para o país como vestais da ética e da moral, deviam é apoiar a investigação e pedir, como sempre fizeram, a renúncia ou a cassação de todos os citados. E agora?

É inaceitável e tem de ser denunciado esse comportamento dos dois líderes do DEM e do PPS. Eles e o PSDB devem ao país uma postura coerente com seu comportamento em passado recente.

Independente desse reparo que faço, insisto na posição que sempre defendo: a operação deve ser feita dentro da lei e respeitando os direitos de cada investigado, começando pelo direito de presunção da inocência.

Por ZD

Março 23, 2009

IMPOSSIBILITADO DE BAIXAR E PEGAR A MÁSCARA - NOBLABLABLA UTILIZA BLOG DA DIREITA-MIDIÁTICA PARA TOCAR E DEFENDER SEU JAZZ E TAL


Sábado, Março 21, 2009
Noblat responde.

Noblat deu um pulo aqui (COTURNO NOTURNO), e deixou uma resposta no post publicado sobre o "presente de aniversário" que recebeu dos petralhas. Lá nos amigos dele(é gozação, Noblat) não deram destaque, mas aqui a resposta vai ter, até porque foi uma bruta sacanagem o que fizeram com o decano dos blogs políticos:

Em resposta a Lilyane:

Eu respondi, sim, no meu próprio blog. E respondi no deles também. Transcrevo o que escrevi:

"Completou 10 anos no último dia 19 o programa semanal Jazz & Tal que faço para a Senado FM. Durante 113 meses, entre março de 1999 e agosto de 2008, paguei do meu bolso todos os custos do programa. Foram 493 programas ao custo mensal de R$ 1.200,00. Devo ser o único brasileiro que até hoje doou dinheiro ao Senado - 135.600,00 (113 meses x R$ 1.200,00). Fi-lo porque qui-lo. Na época, era medíocre a qualidade de produção da rádio Senado. Procurei uma produtora em Brasília - a Linha Direta. Ela cuida do programa. Gosto das coisas bem feitas e topo pagar por elas. Paguei pelo capricho de ter um programa de jazz. Pude pagar e paguei. Em setembro último, sugeri à direção do Senado que a rádio arcasse com os custos do programa pagando diretamente à produtora. Do contrário suspenderia o programa. Disseram-me que não era possível. Que seria possível me pagar como pessoa física para que então eu pagasse à produtora. Firmaram então um contrato comigo no valor mensal de R$ 3.360,00. Descontados pela própria rádio os impostos (R$ 560,00 de INSS e mais R$ 560,00 de IR), e abatido o que eu pago à produtora (R$ 1.750,00), restam-me por mês a fortuna de R$ 490,00. Preciso de mais 23 anos a R$ 490,00 por mês para recuperar os R$ 135.600,00 que gastei do meu bolso durante 9 anos e meio. Não viverei tanto tempo. E não imagino fazer o programa por mais 23 anos. Em tempo: assinei o contrato com meu nome completo - Ricardo José Delgado Noblat. Se o Senado publicou o contrato no seu site omitindo o Noblat, o problema é dele. Nada tenho a ver com isso."

Noblat

Março 20, 2009

Eleições 2010 - Dilma Massa de Pão Linhares Rousseff ascendente e constante


Dilma segue em alta junto aos eleitores, mas crise prejudica Lula.

Enquanto o governador do Estado de São Paulo, José Serra (PSDB), sustenta sua liderança em todos os cenários previstos para as eleições de 2010, segundo a pesquisa do Instituto Datafolha, divulgada nesta sexta-feira, com taxas que variam de 41% a 47%, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff (PT), mantém uma curva ascendente e constante, com crescimento entre 3% e 4%, conforme a variante pesquisada.

O agravamento da crise econômica mundial, no entanto, causou uma queda no nível de aprovação ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em cinco pontos percentuais, levando-a de 70% para 65%. Trata-se da primeira queda desde o início do segundo mandato, segundo o instituto.

Os números, publicados na edição desta sexta-feira do diário paulista Folha de S. Paulo, assinalam que o desempenho de Lula vinha percorrendo uma trajetória ascendente até a última pesquisa, em novembro do ano passado, que apontou um índice de 70 % de aprovação, inédito entre os presidentes brasileiros pós-redemocratização. Segundo o Datafolha, a nota média atribuída ao governo Lula (de 0 a 10) também caiu de 7,6 pontos em novembro para 7,4 pontos na pesquisa concluída na quinta-feira pelo Datafolha.

Lula permanece mais popular na região Nordeste do país, com 77 % de aprovação. Nas Regiões Norte e Centro-Oeste, em conjunto, o índice ficou em 64 %, contra 60 % no Sudeste e 57 % no Sul. Entre eleitores com escolaridade fundamental, 68 % consideraram o governo Lula ótimo ou bom, contra 72 % na pesquisa anterior. Entre aqueles com escolaridade superior, o índice permaneceu estável em 64 %.

Segundo o Datafolha, a fatia da população brasileira que tomou conhecimento da crise aumentou de 72 % para 81 %. E o percentual dos que acreditam que o Brasil será muito prejudicado pela crise financeira subiu de 20 % para 31 %. Outros 43 % aprovam a condução de Lula diante da crise, contra 49 % no levantamento anterior.

A pesquisa apontou ainda que subiu de 44 para 59 % o índice daqueles que acreditam que o nível do desemprego vai crescer no país. O percentual de brasileiros que não deixou de comprar algum produto ou bem por causa da crise financeira caiu de 71 % no levantamento anterior para 65 %, segundo o levantamento.

Cenário Político


O Datafolha também consultou os eleitores sobre a intenção de voto para a sucessão presidencial, em 2010. O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), manteve-se estável com 41 % na liderança, enquanto Ciro Gomes (PSB) obteve 16 %, um ponto a mais em relação ao levantamento de novembro. A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff (PT), subiu de 8 para 11 pontos e agora está empatada com Heloísa Helena (PSOL).

No cenário em que o governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), concorre ao Planalto no lugar de Serra, a liderança na corrida presidencial passa para Ciro Gomes (25 %). Heloísa Helena e Aécio vêm em seguida, com 17 % cada um. Dilma fica com 12 %.

Em outro cenário, com Aécio concorrendo juntamente com Serra, o governador paulista mantém a liderança, com 35 %. Heloísa Helena aparece com 14 %, contra 12 % do governador de Minas Gerais e 11 % de Dilma.

A pesquisa Datafolha foi realizada entre 16 e 19 de março e ouviu 11.204 eleitores em 371 municípios em 25 Estados. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

Do Correio do Brasil

Março 13, 2009

Porto Alegre em Chamas - A misteriosa demissão do ouvidor da Segurança

A governadora Yeda Crusius (PSDB) não anunciou as razões pelas quais decidiu afastar o ouvidor da Secretaria da Segurança Pública, Adão Paiani, que ficou sabendo da demissão pelo Diário Oficial, terça-feira.

Aparentemente, o ouvidor estava ouvindo e falando demais. Paiani teria recebido informações que o colocariam em rota de colisão com pessoas muito próximas da governadora. Além disso, suas declarações à imprensa sobre a situação da segurança do Estado eram motivo de desconforto e irritação no Palácio Piratini. A mais recente delas ocorreu em uma entrevista na RBS TV sobre o consumo de crack quase em frente à Secretaria de Segurança.

Nesta ocasião, Paiani declarou: “Se nós permitirmos que algumas coisas aconteçam na sala de nossa casa, o que é nós vamos permitir que aconteçam no porão?” O que estará acontecendo no porão?

Por Marco Aurélio Weissheimer

Março 06, 2009

Filiação Partidária - Número de filiados dos partidos políticos

Estive fazendo algumas pesquisas hoje e alguns dados me chamaram a atenção. Entre eles, a estimativa de quantos filiados os partidos brasileiros têm atualmente.

Poderia se pensar que o que me chamou a atenção foram as diferenças entre um partido e outro no que diz respeito ao número de filiados, mas não foi. A disparidade exibida já era mais ou menos conhecida por mim. É por mim sabido que o PMDB é o maior partido e que atrás dele vêm partidos como DEM, PT, PSDB, PDT, PP e PTB.

O que me chamou a atenção foi que se somarmos o número de filiados de todos os partidos políticos brasileiros chegaremos a um número relativamente alto, algo em torno de 10 milhões de pessoas aproximadamente.

Partindo do pressuposto de que quem se filia a um partido tem consciência política, me surpreendi com o número. Eu não gostaria que isso fosse verdade mas, fato é, que não devem existir 10 milhões de pessoas no Brasil interessadas nesse tipo de tema a ponto de se filiar a um partido.

Será mesmo que esses números estão corretos? Será que eu estou subestimando a consciência política do brasileiro? Ou será que, na realidade, consciência política não é um pré-requisito real para ser filiado a um partido, e sim, conveniência ou interesse? Pode ser também que muitos filiados tenham o feito a pedido de alguém que os lidera intelectualmente.

Enfim, fiquei encucado. Procurarei saber mais. Se alguém tiver alguma opinião, os comentários estão aí para isso.

Como informativo, segue a lista de Partidos Políticos e seus respectivos números de filiados:

PMDB - 2.073.176

PP - 1.264.982

PSDB - 1.189.876

PT - 1.152.595

PTB - 1.029.325

PDT - 1.019.115

DEM - 1.001.204

PR - 719.787

PSB - 412.064

PPS - 408.376

PSC - 264.019

PV - 249.093

PC do B - 237.840

PMN - 184.474

PRP - 177.681

PRB - 176.594

PSL - 158.333

PTC - 137.741

PSDC - 130.046

PT do B - 124.734

PHS - 106.033

PTN - 92.225

PRTB - 87.354

PSOL - 29.816

PCB - 15.929

PSTU - 13.191

PCO - 3.084

Do Pespectivas Políticas

Fevereiro 25, 2009

Oposição tem medo da capacidade de Lula para fazer sucessor, diz Berzoini

O presidente nacional do PT, deputado Ricardo Berzoni (SP), afirmou nesta quarta-feira (18) que a representação do DEM (ex-PFL) contra o governo Lula por suposta antecipação da campanha eleitoral de 2010 é uma demonstração do medo que a oposição tem do crescimento político do presidente Lula e da sua potencial capacidade de fazer a sua sucessão.

“A oposição está passando o recibo antes da hora. Na verdade a preocupação com a eleição é porque eles percebem que o povo identifica no governo Lula um comportamento radicalmente diferente do governo Fernando Henrique Cardoso”, rebateu Berzoini, durante debate na Rádio CBN com o presidente nacional do DEM, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ).

Berzoini fez questão de destacar as diferenças entre os governos Lula e FHC no enfrentamento de crises financeiras e econômicas internacionais. No governo FHC, lembrou ele, as crises foram enfrentadas com arrocho salarial, redução de investimentos e principalmente aumento de imposto. “No governo Lula o tratamento da crise é totalmente diferente: ao invés de ficar na defensiva, o governo vai para a ofensiva, aumentando o salário mínimo (6% acima da inflação), ampliando o programa bolsa família, reduzindo o Imposto de Renda da Pessoa Física, reduzindo o IPI dos carros, o que possibilitou a recuperação do setor automobilístico em janeiro”. Disse o presidente do PT.

Na avaliação de Berzoini a oposição se apavora porque percebe que o povo, por meio de pesquisas, como a recentemente realizada pela CNT/Sensus, identifica que o governo Lula está no caminho certo. “Com dificuldade orçamentária, mas com coragem para não ficar na defensiva como aconteceu nas crises da Asia, da Rússia ou do México, quando o governo FHC jogou o país na recessão e na estagnação. Eu tenho a certeza que daqui a seis meses a gritaria da oposição vai aumentar porque o que eles têm medo é do crescimento político do presidente Lula”, afirmou.

Ele recordou que o governo Lula reduziu o IOF para diminuir o custo do crédito e anunciou também que vai não só manter como buscar recursos orçamentários para as obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), além de lançar um programa com recursos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) para financiar a construção de um milhão de habitações populares nos próximos dois anos.
Prefeitos
O deputado Berzoini também rebateu as reiteradas críticas da oposição ao encontro nacional de prefeitos realizado neste mês, em Brasília e sobre as viagens da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil), para acompanhar as obras do PAC. “O que a oposição tenta é politizar a ação administrativa do governo. O governo Lula, ao contrário do governo FHC, tem uma relação intensa com os prefeitos. No governo FHC, quando os prefeitos chegavam em Brasília ou eram recebidos com desprezo ou com repressão”. Ele recordou que àquela época até cães foram usados para reprimir prefeitos. O governo Lula, porém, mudou o tratamento: desde o início, em 2003, o presidente comparece à Marcha dos Prefeitos em Brasília.

Segundo Berzoini, as atividade dos ministério, no governo Lula, está voltada permanentemente para a ação dos municípios, para articular as obras de infraestrutura e os programas sociais do governo. “Então é natural que com a posse de novos prefeitos nós tenhamos um evento em Brasília onde o presidente Lula e os seus ministros apresentem a renovada disposição para estreitar a relação do governo federal com os municípios. Nada tem a ver com campanha”.

Berzoini observou que não era apenas a ministra Dilma Rousseff que estava presente ao evento em Brasília, que a oposição está tachando de eleitoreiro. “Praticamente todos os ministros estavam presentes. E não havia nada de eleitoral. Havia simplesmente um ambiente político, que é normal, entre o presidente da República, ministros e prefeitos de todos os partidos, inclusive os de oposição ao governo . Todos estavam ali discutindo programas de governo e proposta de cooperação entre o governo federal e os governos municipais”, disse.

Do PT

Fevereiro 17, 2009

Japão vive a pior crise desde a segunda guerra

O governo do Japão anunciou que o país vive a pior crise econômica desde a Segunda Guerra Mundial. O PIB recuou 12,7% no 4º trimestre de 2008 frente ao mesmo período do ano anterior, sua pior contração desde 1974.

"A economia japonesa, cujo crescimento depende muito das exportações de automóveis, maquinário e equipamentos de informação, ficou literalmente arrasada pela crise", afirmou o ministro de Política Econômica e Orçamentária Kaoru Yosano.

"O Japão será incapaz de superá-la sozinho. As fronteiras não existem na economia. Nossa economia arrancará de novo ao mesmo tempo que os outros países", acrescentou o ministro, para quem "reconstruir a economia é uma questão de responsabilidade frente aos outros países".

C/A

Fevereiro 15, 2009

Projeto proíbe propaganda na parte externa de prédios públicos

O uso de bens da União para fins de publicidade comercial ou de propaganda institucional pode passar a ser proibido em cidades com mais de 200 mil habitantes ou que tenham especial interesse turístico, caso seja aprovado projeto do senador Expedito Júnior (PR-RO).

A proposta (PLS 2/09) modifica o Estatuto da Cidade (Lei 10.257/01) e aguarda recebimento de emendas na Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA). Caso aprovada, será examinada pela Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo (CDR), onde terá decisão terminativa.

Na justificação da matéria, Expedito Júnior explica que o uso do ambiente urbano para a veiculação de publicidade e propaganda tem sido objeto de frequentes polêmicas. E, destaca o senador, não só as atividades da iniciativa privada têm causado polêmica nesse campo. Há quem argumente, por exemplo, que o uso das fachadas dos ministérios em Brasília para a veiculação de mensagens institucionais ofende os princípios do tombamento da cidade, que é Patrimônio Cultural da Humanidade.

- A despeito de sua notória importância, a chamada mídia exterior não conta ainda com um sistema normativo que a discipline. É essa a lacuna que este projeto pretende sanar - explica o senador.

Expedito Júnior acredita que a proposta não só irá colaborar com as administrações municipais, ao reduzir a poluição visual urbana, como também limitará os riscos de desvios indesejáveis na utilização de bens públicos para fins de propaganda.

Por Silvia Gomide

Fevereiro 07, 2009

Capitalismo está conduzindo a humanidade para uma catástrofe ecológica

O planeta e a própria civilização estão em perigo.

O sociólogo e pesquisador brasileiro Michael Löwy, membro do Conselho Nacional de Pesquisa Científica da França, afirmou ontem que o sistema capitalista está conduzindo a humanidade a uma catástrofe ecológica.

"O capitalismo conduz inexoravelmente à destruição do meio ambiente e aos gases do efeito estufa. A lógica do sistema está na busca pela expansão e acumulação ilimitada dos lucros, sem cuidado e preocupações com o meio ambiente e com o futuro de recursos naturais que hoje nos servem de alimento, como o milho, por exemplo", afirmou Löwy que participa do Fórum Social Mundial, em Belém do Pará.

Considerando sobretudo o aquecimento global e a crise financeira internacional, o sociólogo, que é um dos intelectuais brasileiros de maior prestígio internacional, avaliou, em entrevista à Agência Brasil, que a civilização atual caminha a passos largos rumo a uma outra crise – denominada por ele de "crise de civilização".

"Estamos caminhando a uma velocidade muito grande para uma catástrofe ecológica e a raiz do problema é o próprio sistema capitalista. Partindo desse princípio, consideramos que não é só o planeta, que possivelmente vai continuar existindo, que está em perigo, mas sobretudo a civilização atual, que talvez não sobreviva caso se concretize essa catástrofe ecológica", acrescentou.

Ainda na avaliação de Löwy, uma das alternativas para evitar essa possível catástrofe ambiental é o ecossocialismo.

"Precisamos de um sistema que alie as causas sociais com ecologia e esteja à altura dos desafios do século 21. Lutar por um sistema eficiente de transporte público é um exemplo disso. Fazendo um balanço crítico das experiências socialistas do século passado e dos movimentos ecológicos atuais, poderemos propor esse outro modelo de civilização, que é o ecossocialismo", resumiu.

Por Cristóvão Feil

Janeiro 31, 2009

O Nazismo de Israel


Após se referir ao morticínio perpetrado em Gaza, com o assassinato de centenas de crianças, mais de 50 mil palestinos desabrigados e 20 mil casas destruí-das como à “ofensiva israelense” e admití-la como uma ação “certamente controversa”, Noemi Jaffe se insurge contra suposto “frenesi comparativo entre o nazismo e Israel”. Comparação, aliás, que se generalizou mundo afora, desde o Relator Especial da ONU para os Territórios Palestinos, o judeu Richard Falk, até o parlamentar inglês Gerald Kauf-man, cuja avó judia foi assassinada pelos nazistas na Polônia.

Segundo Jaffe, “nada é comparável ao nazismo”, nem mesmo a repetição em Gaza do Gueto de Varsóvia, que sucede à destruição do Líbano, ao massacre de Qana, à carnificina de Sabra e Shatila, e que reedita Kfar Kassem e Dir Yassin.

ELIMINAÇÃO


Ironicamente, quando formula condições para comparar qualquer bestialidade institucionalizada ao nazismo, insistindo que nada lhe é comparável “a não ser que haja uma ação consensual, coletiva e institucional, de eliminação sumária e calculada de um povo inteiro, das formas mais cruéis e sádicas possíveis, perpetradas por um exército inteiro que parecia gozar no exercício dos seus pequenos poderes”, ela própria acaba por fazer uma lista de elementos que descrevem a limpeza étnica perpetrada há décadas pelos israelenses contra o povo palestino.

Ação calculada, planificada e executada passo a passo desde 1930, como denuncia o historiador israelense, Ilan Pappe em seu livro “A limpeza étnica da Palestina”.

E mais, planejada pelo líder da implantação do Estado judeu na Palestina, Ben Gurion. São quase 80 anos de racismo ge-nocida sem que não tenha se passado um dia em que o mesmo tenha deixado de ser colocado em prática, como denuncia Pappe.

Em que outra circunstância se viu – na história moderna – o massacre de um povo ser executado de forma tão sistemática e prolongada?

A denominada “solução final” não estava posta dessa forma desde o primeiro momento em que Hitler chegou ao poder. O assassinato em massa de judeus foi sendo ges-tado e colocado em prática à medida que o poder nazista perpetrava invasões de outros países e desenvolvia sua psicopatia.

Do mesmo modo, com a degeneração dos que governam Israel – filhotes de Sharon – a ideologia nazista se apresenta cada vez mais explícita nas a-ções e palavras dos que integram este regime. Matan Vilnai, vice-ministro da “Defesa”, prometeu aos palestinos, no início da agressão a Gaza, “um Holocausto maior”. Já o deputado do Knesset, Avigdor Lieberman, declarou que “Gaza tem que ser apagada do mapa através de bombas nucleares, como os americanos fizeram com Hiroshi-ma e Nagasaki”. Ninguém, no governo ou naquele sistema desumano, que inclui a mídia israelense, pediu a prisão ou pelo menos a cassação do mandato de nenhum deles. Chegou a hora de detê-los.

De fato, se poderia apontar uma diferença: um é nazismo alemão e outro é nazismo israelense. Um gostava de exibir seu poderio e afirmar abertamente sua gana de conquistar o lebensraum (espaço vital para os arianos). O outro, gosta de se fazer de vítima, enquanto ocupa um espaço supostamente de direito sacro, e vai empalmando novos percentuais de terra palestina.

A destruição de toda uma aldeia, Juhr el Dik, e o bombardeio a escola da ONU com fósforo branco em Jabalya, não remetem à punição coletiva imposta pelos nazistas em Lídice?

Por NATHANIEL BRAIA

Janeiro 23, 2009

Unânimidade - PDT decide votar em Temer e Tião Viana

A executiva nacional do PDT decidiu, em reunião na quarta-feira (21) com a bancada na Câmara dos Deputados, na sede do partido em Brasília, formalizar o apoio da agremiação à candidatura do deputado Michel Temer (PMDB/SP) para a Presidência da Casa. Para o Senado, o PDT decidiu apoiar o nome de Tião Viana (PT/AC).

“Estamos fechados com a correlação que garante a democracia: Temer na Câmara e Tião no Senado”, declarou o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, afirmando que a decisão demonstra que o partido trabalha pelo equilíbrio da República. O ministro, que está licenciado da presidência do partido, posou para fotos ao lado de Tião e Temer, dizendo que a foto seria histórica, com os dois “próximos presidentes”.

O deputado Paulo Pereira da Silva (Paulinho), presidente da sigla no Estado de São Paulo, afirmou que a definição em torno dos dois candidatos se baseia na compreensão de que um mesmo partido não deve comandar as duas Casas. Ele chegou a avaliar a possibilidade do PDT deixar a candidatura de Temer, caso haja um sentimento de que a vitória de José Sarney (PMDB/AP) no Senado seja inevitável. “Se o PMDB insistir nas duas casas vai ser um problema. Fica difícil aceitar isso. Se sentirmos que isso vai acontecer, vamos nos reunir na véspera da eleição para decidir”, disse Paulinho.

Segundo o deputado Vieira da Cunha (RS), líder da bancada e presidente nacional em exercício da legenda, o PDT considera que Michel Temer reúne “todos os atributos necessários para presidir a Câmara”. Com a definição do apoio ao candidato do PMDB, o partido também saiu do bloco formado até então pelo PSB, PDT, PCdoB, PMN e PRB, que lançou a candidatura do deputado Aldo Rebelo (PCdoB/SP). “Nosso desligamento do bloco não significa uma ruptura. Vamos continuar tendo uma relação política com todos os partidos que integram o bloco, com quem temos afinidades históricas”, comentou o parlamentar.

C/Hora do Povo

Janeiro 15, 2009

Nota sobre a sucessão nas Mesas da Câmara Federal e do Senado

A eleição do senador Tião Viana (PT-AC) à Presidência do Senado é fundamental para a manutenção do equilíbrio de forças da base governista no Congresso Nacional.

Na Câmara, o PT já fechou questão em torno do nome do deputado Michel Temer (PMDB-SP) para a Presidência daquela Casa, mantendo o acordo entre os dois partidos firmado em 2007.

É mais do que razoável, portanto, que haja a contrapartida do apoio do PMDB à candidatura de Tião Viana à Presidência do Senado. Não se trata de pré-condição para que mantenhamos o apoio a Michel Temer na Câmara, mas de uma questão de bom senso.

O senador Tião Viana tem todas as condições de assumir a presidência do Senado, como ficou demonstrado na interinidade de 2007, quando exerceu o cargo com o rigor institucional que o posto exige – motivo pelo qual, hoje, tem o apoio de vários senadores da base e até da oposição.

Ricardo Berzoini

Presidente Nacional do Partido dos Trabalhadores"

Janeiro 13, 2009

Chinaglia quer que responsáveis por grampos sejam punidos

O Presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia, voltou a defender, nesta terça-feira, a punição dos culpados pelo grampo ilegal ao líder do PSDB na Câmara, deputado José Aníbal (SP). Segundo o parlamentar, 'eles precisam ser identificados e punidos'.

Chinaglia também apóia o aprimoramento da legislação sobre interceptações telefônicas e ressaltou que a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Escutas Telefônicas, em andamento na Câmara, deve propor alterações na lei. Policiais paulistas teriam identificado duas gravações telefônicas com trocas de informações pessoais do parlamentar. Eles informaram ter desbaratado a quadrilha, integrada por detetives particulares e funcionários de bancos e de empresas de telefonia.

Chinaglia destacou que já foi informado que muitas vezes os magistrados são enganados para autorizar grampos 'quase que por atacado de uma série de números'. - Se há insegurança por parte das operadores de telefonia, eu avalio que elas também têm que assumir responsabilidades.

Não é possível que qualquer quadrilha se organize e a partir daí amealhe informações que vai usar ou para prejudicar pessoas, ou para ganhar dinheiro, ou as duas coisas - acrescentou, em recente entrevista.

C/ Agências

Janeiro 03, 2009

Como PT e PSDB diferem - Uma mentira repetida várias vezes nunca se tornará verdade

Nos últimos anos, o Brasil vem tendo que aturar a propagação de uma mentira descarada, mentira que choca mais por ter sido sustentada por tanto tempo a despeito de ser tão claramente evidente. Refiro-me à afirmação de que o governo do PT é mera continuação do governo do PSDB, de que as políticas dos dois partidos são as mesmas.

Há anos que venho apontando as diferenças cruciais que há entre as formas dos dois partidos de governar. Agora, a crise econômica começa a deixar mais claras essas diferenças.

Escrevi várias vezes aqui sobre a política externa, a diplomacia, os investimentos sociais exponencialmente mais robustos do governo petista, mas é a antiqüíssima e histórica pregação do PT de criar um mercado de consumo de massas no Brasil que foi cumprida à risca por este governo enquanto a direita tucano-pefelê-midiática ficava batendo na tecla do continuísmo.

Os investimentos num programa como o Bolsa Família, por exemplo, deram início àquele mercado de massas. Não faltam estudos acadêmicos que mostram como este governo fez dezenas de milhões de brasileiros, que só consumiam alimentos, passarem a consumir de tudo, de roupas a eletrodomésticos.

E não foi necessário quebrar muito a cabeça para criar esse mercado interno que está sustentando o país em meio à quebradeira mundial que tornou o mercado externo muito mais difícil de ser disputado. Bastou transformar os programas sociais cosméticos da era FHC em verdadeiros programas sociais. Como? Simplesmente investindo pesadamente neles.

Mas foi quando o mundo entrou em crise que as diferenças entre as visões petistas e tucanas se tornaram escandalosamente evidentes. Quem de vocês viu, alguma vez, um governo estimular as pessoas a consumirem para “fazer a roda da economia girar”? No passado, quando havia crise, o Estado pregava que o povo não gastasse, que o próprio Estado “economizasse”.

Excluindo o evidente conluio que havia entre o Estado brasileiro e seus credores internos e externos, um arreglo que fazia o primeiro economizar recursos para pagar os segundos, o que gerava a parte honesta daquele ideário era a visão conservadora e neoliberal.

Com o mundo em recessão, os países terão que se voltar para seus mercados internos mais do que nunca. Não é à toa que todas as grandes potências econômicas estão despejando centenas de bilhões de dólares nos seus mercados internos, reduzindo juros, incentivando o consumo. Tardiamente, estão fazendo o que o Brasil já vinha fazendo há anos.

Apesar da conversa fiada de que o governo Lula estimula a ciranda financeira com juros altos, compare-se a taxa de juros média dos anos FHC, Itamar, Collor ou Sarney com a taxa dos anos Lula e veremos que ela nunca foi tão baixa. O governo tucano chegou a elevar a Selic a quase 50% por conta de crises que, perto desta, não passavam de marolinhas.

A aprovação de Lula disparou com a chegada da crise porque o brasileiro está perplexo ao ver até peças publicitárias do governo e o próprio titular desse governo estimulando as pessoas a consumirem, a realizarem sonhos, obviamente que com responsabilidade. Aquela velha pregação dos governos de direita para as pessoas se retraírem diante de crises, deu lugar ao seu oposto.

Essa diferença de visões entre o PT e o PSDB, porém, atingiu ontem (sexta-feira) seu ponto mais visível.

Vários prefeitos conservadores que assumiram ou que reassumiram seus cargos no primeiro dia de 2009, já saíram declarando que, por conta da crise, cortarão investimentos, paralisarão projetos etc. O bibelô número dois da direita (o primeiro, é o governador José Serra), o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, saiu pregando a retração do Estado diante da crise e anunciando “economia”. Aludiu, inclusive, à fábula da cigarra e a formiga.

No âmbito da liderança magnífica que Lula vem exercendo desde que a crise se implantou de vez no mundo e começou a forçar a porta do Brasil, o presidente criticou duramente as declarações dos prefeitos conservadores dizendo que não é hora de economizar, mas de investir mais para o país não parar.

Outra diferença gritante evidenciou-se quando o governo José Serra, em coro com o presidente da Vale do Rio Doce, propôs “suspensão de direitos trabalhistas”. Lula, mais uma vez, criticou os empresários que não dividiram lucros exorbitantes que auferiram até a materialização de uma crise que já vinha minando o mundo há mais de um ano, mas que agora querem dividir prejuízos que nem tiveram só porque estão dizendo que poderão tê-los.

Ora, como eu poderia deixar de comemorar essa mudança escandalosamente evidente de visão do Estado brasileiro? Justo eu, que desde sempre preguei que não seria através da recessão que se consertaria a economia, mas fazendo justamente o contrário...

Quem tiver um pingo de honestidade intelectual, terá que concordar comigo que o governo do PT – ou, pelo menos, ESTE governo do PT – é a antítese de todos os outros governos que este país teve nas últimas quatro décadas. E é por isso, e só por isso, que o país está resistindo à maior crise que o mundo já viu nos últimos oitenta anos.

É preciso que todos saibam que este país não pode, de maneira nenhuma, voltar às mãos da direita neoliberal. Se essa tragédia ocorrer, como diz o presidente Lula o Brasil perderá o bonde da história. Um bonde que poderá demorar décadas a passar de novo.

Por Eduardo Guimarães

Dezembro 28, 2008

Lula pede união de países da América Latina e do Caribe

Ao comentar a 1ª Cúpula da América Latina e do Caribe, realizada na semana passada na Costa do Sauípe (BA), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu a união desses países, especialmente no enfrentamento da crise econômica. A avaliação foi feita durante o programa semanal de rádio Café com o Presidente.
“A coisa mais importante que esse encontro trouxe foi a própria reunião em si. Nós precisamos nos aproximar mais, discutir melhor as oportunidades existentes entre os países. Nós precisamos formular estratégias políticas comuns, estratégias de desenvolvimento, estratégias de comércio exterior”, afirmou.

Para o presidente, o fato de todos os representantes dos 33 países convidados terem comparecido foi uma demonstração do interesse em traçar políticas comuns.
“O mais importante é que vieram todos os que foram convidados, numa demonstração de que, nessa crise econômica, as pessoas perceberam que não podemos ficar dependendo de um ou de outro. Ou seja, nós temos que depender do conjunto de países e temos que fazer relações com todos, diversificar a nossa relação o máximo possível para que a gente não fique dependente”, avaliou.

Por Amanda Cieglinski

Dezembro 21, 2008

2008 - Ano termina com impunidade de torturadores sul-americanos

O sistema Condor de repressão que vigorou nas ditaduras nos anos 1960, 1970, ultrapassou os anos 1980 e suspeita-se que ainda se mantenha, deve prestar contas ao mundo. A manifestação feita pelo advogado paraguaio Martín Almada em Brasília foi o mais forte manifesto feito este ano em defesa da abertura de todos os documentos secretos das ditaduras militares sul-americanas.

Segundo Almada, isso facilitaria às vítimas ou a seus parentes comprovar os crimes de tortura, a troca de prisioneiros e a sintonia entre as ditaduras para tirar de circulação quem ousava contestá-las. “São relatórios que comprovam o envolvimento da própria diplomacia numa rede de suborno, delações e muita violência”, afirmou.

A Ordem dos Advogados do Brasil ingressou no Supremo Tribunal Federal com uma ação para que a Corte decida se a legislação brasileira de anistia beneficia ou não as pessoas – civis e militares – que praticaram crimes de tortura durante a ditadura militar. Só o Supremo irá dizer se crimes praticados há mais de 20 anos prescrevem ou não.

Irônico, o Prêmio Nobel Alternativo da Paz em 2002, defendeu a globalização da prestação de contas das asas do sistema Condor que uniu militares do Brasil, Paraguai, Uruguai, Argentina, Bolívia, Peru e Chile, sob a coordenação do então ditador paraguaio Alfredo Stroessner e com apoio decisivo dos Estados Unidos para perseguir, prender e torturar cidadãos desses países sobre os quais houvesse qualquer desconfiança de serem contrários aos regimes militares.

Por ANA MARIA MEJIA

Dezembro 20, 2008

Operação Satiagraha: GSI conclui em sindicância que Abin não fez escuta

O Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência da República informou em nota que encerrou a sindicância que investigava se servidores da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) realizaram escutas telefônicas na Operação Satiagraha, da Polícia Federal, porque não encontrou qualquer indício do fato. Os trabalhos foram arquivados e a decisão foi acatada pelo ministro-chefe do GSI.

"Em razão da ausência de indícios da realização de escutas telefônicas ou outras modalidades de quebra de sigilo de comunicação, clandestinamente ou não, pelos servidores que participaram do apoio da Abin às ações do DPF (Departamento de Polícia Federal) na Operação Satiagraha, a Comissão de Sindicância resolveu encerrar os trabalhos propondo o arquivamento dos autos", diz a nota.

Além disso, o órgão cita laudos expedidos pelo Exército Brasileiro e pelo Instituto Nacional de Criminalística do DPF que atestam que os equipamentos de varredura e demais aparatos eletrônicos pertencentes ao acervo da Abin, analisados por técnicos, não são capazes de realizar escutas telefônicas em sistemas que empregam tecnologia digital atualmente em uso.

O gabinete descata ainda que "não se tornaram públicas, ainda, informações de que tenha sido apresentado ao Ministério Público Federal ou ao DPF o material contendo a gravação da suposta interceptação ilegal, bem como inexistem, até o momento, notícias que apontem nomes de servidores da Abin como suspeitos".

O GSI informou também que, ao longo dos trabalhos, foram ouvidos 84 servidores, dentre os quais aqueles que participaram do apoio à Polícia Federal na Operação Satiagraha.

Por: Helena™

Dezembro 18, 2008

Opinião - RECESSÃO E POLITICA

A continuação do neoliberalismo por outros meios através do Estado

Os governos ainda se encontram na pose de gestores de sucesso da crise. A fusão nuclear do sistema financeiro global é considerada sob controle, com garantias estatais “pouco ortodoxas”. Supostamente falta apenas um programa “certeiro”, para que, com medidas praticamente sem custos, se evite uma profunda queda da conjuntura.

Oficialmente trata-se ainda, apenas e só, de uma recessão ligeira, definida por um crescimento zero ou negativo ao longo de dois ou três trimestres. Na realidade, o Estado nada tem feito a não ser promessas. A expectativa de que desta forma se possa usar essa “imagem de confiança” para tornar a breve trecho todos os avales supérfluos é inverosímil.

As garantias serão executadas após as datas de vencimento. Mas também a chamada economia real já há muito que se tornou parte integrante do capital financeiro. A atual crise da Opel, que deveria a sua situação às dificuldades da empresa-mãe, a General Motors, de modo nenhum pode ser considerada um caso isolado.

A verdade é que todos os balanços da indústria automóvel foram “retocados” pelos respectivos bancos. Agora, o que se tornou precário para os bancos da indústria automóvel não foi só o negócio de leasing de viaturas, mas também a sua participação na economia das bolhas financeiras.

Por Robert Kurz

Dezembro 10, 2008

Crise e Lula, os fatores decisivos em 2010


Na disputa pelo Palácio do Planalto daqui a dois anos, não se deve subestimar a força da oposição, mas a crise não afetará apenas o governo - se afetar - já que a sociedade tende a compreender o caráter internacional dela e tem aprovado as medidas da administração Lula para debelá-la.

A popularidade do presidente Lula e de seu governo - alta, 70% de popularidade e apoio, segundo o Datafolha, o mais alto índice obtido por um presidente da República na história - confirma o que digo (nota acima).

Assim, candidato, o governador tucano de São Paulo, José Serra, responderá, também, pela crise no caso de ela se agravar com conseqüências maiores sobre o emprego e a renda. E até pelo que demonstrei acima - a popularidade e apoio aferidos pelas pesquisas de opinião - não se pode e não se deve subestimar a força do presidente Lula.

Em 2010, ao contrário desse ano (eleições municipais), ele não só estará no palanque da candidatura do PT e/ou da base aliada, como fará campanha como se fosse para si próprio, uma diferença fundamental com 2008, quando os candidatos pediam voto em seu nome, mas só em casos excepcionais ele o fez. E assim mesmo, com declarações ou ida a um único ato de campanha.

O presidente e o PT, os grandes eleitores de 2010, em qualquer hipótese têm força, bases social e eleitoral, programa e, mais do que tudo, têm as realizações dos dois mandatos da administração Lula. Mesmo com a crise, esse governo terá apoio popular em 2010, sem falar no apoio e adesão ao próprio presidente da República.

Por ZD

Dezembro 03, 2008

Reconhecimento - Embraer vende seis aviões E-195 à Air Europa

A EMBRAER anunciou a venda de seis aviões E-195 à companhia aérea espanhola Air Europa, filial do grupo Globalia, por 237 milhões de dólares. Os aviões, com 122 lugares cada, serão utilizados em Espanha para voos domésticos, para as Ilhas Baleares, Canárias e voos dentro da Europa.

O modelo Embraer E-195 é o maior avião construído pela empresa brasileira terceira maior construtora no setor comercial, superada apenas pela norte-americana Boeing e pela europeia Airbus.

A Embraer irá construir em Évora, Portugal, duas fábricas de componentes, num projecto avaliado em 170 milhões de euros que deverá entrar em funcionamento no final de 2009, formalizado em Julho pelo primeiro-ministro, José Sócrates, e pelo presidente do Brasil, Lula da Silva.

Governo do Brasil aprova venda de 100 mísseis ao Paquistão


O Governo brasileiro deu luz verde para que a empresa Embraer venda cem mísseis ar-ar ao Paquistão. Os mísseis são de curto alcance, supersônicos, teleguiados, dotados de um sistema de detecção do branco por infra-vermelhos e utilizados em caças para perseguições a curta distância, segundo informações da Mectron, a empresa fabricante. A utilização dos projeteis também pode ser para a identificação e destruição de radares inimigos. Um sistema de vigilância eficaz.

O acordo foi firmado em Abril entre o Governo paquistanês e a Força Aérea brasileira, mas dependia da aprovação de Brasília. A luz verde dada à operação foi dada hoje pela Câmara de Comércio Externa (Camex) do Ministério do Desenvolvimento e Comércio Externo, o que significa que o Governo brasileiro dá garantias ao Paquistão em relação ao fabricante.

Do blog com Agências

Novembro 28, 2008

Liberdade de Expressão - Um dia na cadeia por comentar em blogues


Interrompendo suas férias do blogue, o policial Alexandre de Sousa faz um post em solidariedade a Major Roberto Cavalcante Vianna, o primeiro cidadão brasileiro a ser preso por comentar em um blogue:

"Fui aluno do Major Roberto Vianna no Curso de Formação de Oficiais. Era meu instrutor de Direitos Humanos. Pessoa íntegra, estudioso de Segurança Pública, exemplo. Sua transgressão grave foi assinar um comentário se solidarizando com o Major Wanderby, denunciado por indisciplina na Auditoria Militar da PM. Punição de prisão! 12 dias preso por comentar em um blog! Caro Major Vianna, Gostaria de apoiá-lo neste momento cruel e de gosto duvidoso! Continue firme na sua caminhada. Não esmoreça. A sua arma mais forte é a sua determinação. Cumprimentos daquele que te admira muito e que aprendeu muito com o senhor."

No centro do problema está outro major da polícia e blogueiro, Wanderby Medeiros, que nos informa em um de seus últimos posts que o Major Roberto Vianna foi preso em 7 de outubro, inicialmente por um período de 12 dias, mas que já se encontrava em liberdade devido a um habeas corpus. Em um post anterior, ele explica o erro do Major Vianna com mais detalhes:

"Roberto Vianna fez um comentário não apócrifo no blog de um cidadão que se opõe às nefastas políticas “públicas” de Sérgio Cabral, José Mariano Beltrame e companhia!
Vianna exerceu um direito constitucional!"


O jornalista Gustavo de Almeida, o único blogueiro não-policial nesse artigo, embora muitos outros cidadãos tenham comentado sobre o assunto, encontra o comentário que causou a ordem de prisão, uma mensagem de solidariedade ao Major Wanderby com uma crítica à forma como a polícia do Rio de Janeiro está sendo comandada:

"A quem serve o Comando Geral de quaisquer instituições ? Quando alguém assume tal nobre função, não o faria para zelar por todos nós? Zelar por todos nós não incluiria combater a corrupção em todos os seus segmentos?"

Stive, por outro lado, investiga e descobre que a maior parte das punições que recaíram sobre o Major Wanderby é por escrever em blogues, sendo que o próprio blogue dele é um dos mais populares e comentados entre policiais. Ele diz que isso é lamentável:

"O major Wanderby é um dos pouquíssimos oficiais superiores que NÃO se omite diante de tanta sacanagem injustiça e ele manifesta isso em seu blog, que tem sido visto pelos olhos do alto comando como subversivo, incompatível para sua função. Não é de se estranhar que a maioria dos blogs policiais de protestos o autor prefira não mostrar a cara, afinal quem vai querer ser punido pelo comandante geral como já aconteceu com o major três vezes."

Mônica acredita que o regulamento da polícia que proíbe que oficiais da polícia expressem suas opiniões da forma que acham conveniente é um modelo arcaico da época da ditadura, e imagina o que poderia acontecer a oficiais com patentes inferiores:

"O caso acima é com oficiais superiores, imaginem o que acontece com a gente. Prender um oficial superior por expressar sua opinião não é ilegal? Não fere o que diz nossa constituição? Ainda nos criticam por não colocarmos a cara aqui!"

José Ricardo valoriza a liberdade de expressão, embora não a pratique. Ele evita comentar sobre a prisão do Major Vianna, mas deixa um conselho para seus leitores:

"Portanto, companheiro, cuidado com o que você diz na caixa de comentários dos blogs."

Apesar de não terem permissão para tanto, esses oficiais têm feito uma forte oposição ao atual governo. O Major Wanderby foi um dos organizadores de um movimento exigindo melhores salários para a polícia - um oficial em início de carreira ganha cerca de US$ 500,00 por mês. Eles culpam os baixos salários e as péssimas condições de trabalho para um trabalho tão arriscado como as causas do colapso da polícia brasileira e pela corrupção entre os oficiais. De acordo com um relatório do Conselho de Direitos Humanos da ONU lançado no último dia 15 de setembro [en], a polícia brasileira tem envolvimento em 1 de cada 5 assassinados no Rio de Janeiro.

Mesmo enfrentando uma grande pressão para não falar ou não criticar publicamente o governo ou o comando da polícia, mais e mais policiais de todas as patentes estão usando blogues como uma ferramenta para informar e mobilizar. Veja um artigo anterior sobre o assunto.

Por Paula Góes

Novembro 22, 2008

Do Arco da Velha - Televisão: Novos hábitos fazem audiência cair e envelhecer


Janete Clair dizia que novela é como um grande novelo de lã, quando a gente vê, já está enredado nela. Mas hoje, nesse tricô de Globo, Record e cia., andam faltando pontos. Literalmente...

A Globo amarga as piores médias da história com suas tramas atualmente no ar. Na Record, não é diferente. As audiências festejadas na casa dos 20 pontos estão cada dia mais distantes. A Band pôs suas barbas dramatúrgicas de molho. No SBT, a novela da mulher do patrão segue na espera, temerosa, enquanto a reprise de Pantanal atrapalha a concorrência.

Dá-lhe então um pacote de especialistas com explicações para a crise, que vão da velha desculpa do trânsito caótico, que atrasa a chegada das pessoas em casa, à fuga para a web e TV paga. Ou só cansaço do gênero...

Web e Jovens

Há um pouco de tudo isso, apontam os estudos. A migração de público para internet é evidente: em 2007 foram vendidos no País 10,5 milhões de computadores, ante 10 milhões de aparelhos de TV. Em menos de 10 anos, pulamos de 1 milhão para 42 milhões de internautas e 10 milhões desses são navegantes de banda larga.

Ah, então quer dizer que a fuga da TV é generalizada? Sim e não. Há mesmo menos pessoas vendo TV aberta, mas essa queda não é sentida em todos os horários. O número de TVs ligadas na Grande São Paulo pulou de 45,2% em 2006 (média diária) para 44,5% este ano, até outubro - queda de menos de 1 ponto porcentual. No entanto, a turma que desligou o televisor no horário das novelas é maior: na Globo, o share (participação entre o total de TVs ligadas) na trama das 6 caiu de 56% (2006) para 40,9%(2008). Na faixa das 21h, o share despencou de 67,4% (2006) para 59%(2008).

''A queda tem razões e proporções diferentes nas emissoras. Na Globo, as audiências estão caindo por causa dos efeitos da concorrência'', ataca o autor de novelas da Record, Tiago Santiago. ''Já aqui, o ibope caiu porque sofremos a concorrência inesperada de Pantanal e também por conta do horário eleitoral, que derrubou o número de TVs ligadas.'' Santiago descarta crise do gênero e a debandada dos telespectadores mais jovens. Sim, além de perder ibope, o horário nobre da TV aberta está envelhecendo. Daí a corrida frenética para produzir folhetins que seduzam esse público.

Concentração Menor

''Tentar fisgar jovens para as novelas é chorar o leite derramado. Estudos mostram que há tempos eles não são o público forte das tramas e, agora, com a diversidade de mídias, essa fuga ficou mais evidente'', explica a professora da USP Maria Thereza Fraga Rocco, que realiza estudos sobre TV. ''A tendência, não só nas novelas, é a concentração de público ser menor. As pessoas vão ver vídeos na web, TV paga, vão ter outros interesses. A TV não vai perder a importância que tem, mas terá de aprender a dividir.''

O autor Silvio de Abreu concorda e acha injusto jogar o peso da queda de audiência só nos folhetins. ''Se você olhar pela porcentagem da audiência, mesmo com índices menores - resultado de menos aparelhos ligados - a novela das 9 da Globo é ainda o programa mais assistido'', fala .

Segundo o diretor de Mídia da DPZ, Flávio Rezende, o momento é de mudança, não de pânico. ''Novela boa continua sendo produto forte para os anunciantes, vide o desempenho da reprise de Pantanal no SBT'', fala. ''A queda de ibope com a migração para outras mídias existe, mas talvez esses números virem quando começarem a aferir audiência na mobilidade. Cada vez mais pessoas assistirão a conteúdo em seus laptops, TVs portáteis, celulares...'', continua. ''Você não vai precisar correr para casa para ver o último capítulo da novela, verá no ônibus, no carro, no avião. As pessoas não vão deixar de ver TV, é o jeito de se ver TV que está mudando.''

Por Keila Jimenez, no Observatório do Direito à Comunicação

Novembro 16, 2008

Comunicado do G-20 aponta medidas rápidas para retomar economia mundial


Os líderes do G20 concordaram em tomar uma ação rápida, para estabilizar os mercados financeiros e restaurar o crescimento da economia global, segundo um esboço do comunicado.

Eles também deram suporte a idéia de dar mais voz aos mercados emergentes no comando financeiro global.

Eles apoiaram:

- Medidas fiscais para impulsionar a demanda rapidamente;

- Mudanças na política monetária caso necessário;

- Mais recursos para o FMI ajudar as economias emergentes;

- Empenho para romper o impasse na Rodada de Doha neste ano;

- Reforma das instituições de Bretton Woods para dar mais voz às economias emergentes alinhada com a mudança no peso econômico dessas nações;

- Colegiado de supervisores para analisar os principais bancos globais;

- Revisão dos padrões de contabilidade, pagamento a executivos de empresas, regras de falência, agências de avaliação de crédito e movimentos de credit default swaps (CDS, na sigla em inglês);

Os ministros de Finanças do G20 foram instruídos a trabalhar nos aspectos específicos até 31 de março de 2009, antes da próxima reunião.

Fonte: Reuters

Novembro 13, 2008

Brasil é 'exemplo para o mundo' no combate à pobreza, diz jornal dos EUA

O sucesso da Bolsa Família e de outras iniciativas brasileiras no combate à pobreza foi tema de uma longa reportagem publicada nesta quinta-feira, de uma série sobre o país feita esta semana pelo jornal americano The Christian Science Monitor.

"Embora a crise financeira global esteja afetando o Brasil, a economia do país teve uma efervescência nos últimos cinco anos e o padrão de vida dos pobres subiu", disse o jornal, explicando que "inflação mais baixa e acesso mais fácil ao crédito - juntamente com um salário mínimo mais alto - criaram uma nova classe de consumidores que mantiveram a economia em crescimento."

"Com o maior programa de bem-estar com condições do mundo para os pobres, e uma enorme quantidade de iniciativas locais, estaduais e federais que continuam a ter como alvo os pobres - um marco da Presidência de Luiz Inácio Lula da Silva - muitos brasileiros estão sentindo uma estabilidade econômica como nunca antes."

E as iniciativas brasileiras estão servindo de "exemplo" para vários países, diz o jornal americano.

A reportagem, assinada por Sara Miller Llana, visitou Maria Joelma da Silva em Cumaru, no nordeste brasileiro. Segundo o Christian Science Monitor, ela recebeu a visita em agosto de "representantes de Angola, Gana, da União Africana e do Banco Africano de Desenvolvimento", que queriam "estudar os programas sociais do Brasil".

A Bolsa Família "teve um papel importante na redução da pobreza, o governo também trabalhou para criar mais empregos formais - 8,1 milhões mais desde que Lula assumiu o cargo - e elevou o salário mínimo para R$ 415 (US$ 187) por mês a partir de R$ 200 (US$ 90) por mês. O número dos pobres caiu de 18% em 2007 dos 19% do ano anterior. De acordo com dados do governo, a renda dos mais pobres aumentou 22% nos últimos cinco anos, enquanto a dos ricos aumentou 4,9%", disse a reportagem do Christian Science Monitor.

"Os primeiros programas de transferência condicional de dinheiro do mundo foram introduzidos no Brasil em 1995 a nível municipal", de acordo com o jornal americano, que afirma que "o conceito, desde então, tomou pé firme na América Latina, onde mais de uma dúzia de programas como estes foram lançados. Uma outra dúzia está sendo implementada no resto do mundo."

Esquerdista 'moderado'

Em outra reportagem publicada nesta quinta-feira, o jornal compara Lula e o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, em seu fomento de programas sociais, dizendo que "há uma diferença-chave: enquanto a Venezuela se tornou ainda mais polarizada sob a administração de Chávez, Lula e sua economia efevescente agradaram mais do que apenas aos pobres. Sua popularidade chegou a 80% recentemente".

"Chávez e Lula, embora aliados em uma gama de questões, tomaram rumos diferentes", prossegue o Christian Science Monitor. "Desde que se tornou presidente da Venezuela em 1999, Chávez nacionalizou indústrias-chave. Lula, por outro lado, supreendeu todos ao manter um modelo de mercado que foi forjado por seu predecessor."

Outra marca do estilo de ambos, de acordo com o jornal americano, é em política externa.

"Chávez despejou dinheiro do petróleo em aliados em um esforço para obter apoio político e minar a influência dos Estados Unidos. O papel de Lula no palco internacional tem sido decididamente mais diplomático: Ele se tornou uma das mais importantes vozes nas conversações da Organização Mundial do Comércio para combater subsídios agrícolas em nome das nações em desenvolvimento, por exemplo."

E, além disso, "crucialmente Lula mantém laços estreitos com o presidente Bush, e é visto por alguns como o interlocutor para a região e, mais especificamente, entre os Estados Unidos e Chávez."

Mas apesar de sua influência, "seu poder (do presidente Luiz Inácio Lula da Silva) é silencioso, ele não faz alarde".

Da BBC

Novembro 06, 2008

Lula pede a Obama sinais concretos de mudanças nos EUA

Contente com a eleição do democrata Barack Obama, o Presidente Lula quer ver, porém, sinais concretos da mudança simbolizada pelo primeiro homem negro escolhido para presidir os Estados Unidos. Por isso, cobrou, em sua primeira declaração pública sobre as eleições americanas, o fim do embargo econômico imposto pelos EUA a Cuba. "Não há mais nenhuma explicação na história da humanidade para continuar o bloqueio a Cuba", disse Lula, após uma cerimônia ontem de manhã em Brasília, ao declarar que espera que Obama decrete o fim do bloqueio.

"Acho que o Obama vai dar certo", comentou Lula , ontem de manhã, após receber o relato sobre os resultados das eleições dos EUA. Ao falar publicamente sobre o eleito, após comemorar o "feito extraordinário" da eleição e fazer votos de sucesso, Lula lembrou que, "de qualquer forma, há uma diferença muito grande entre ganhar uma eleição e governar um país como os Estados Unidos".

"Vamos esperar ele tomar posse para ver o que vai acontecer", O tom adotado por Lula é o mesmo das conversas informais de diplomatas e assessores graduados do presidente:expectativa de que a eleição de Obama represente mudanças positivas importantes na política externa dos Estados Unidos, em favor de maior multilateralismo, mas, reservadamente, dúvidas sobre as reais possibilidades para que que o novo presidente atenda a reivindicações de países emergentes como o Brasil. Os poderosos grupos de pressão americanos, influentes no Congresso dos EUA, fixam limites à ação do Executivo naquele país.

Lula, há uma semana, visitou Cuba, encontrou-se com o presidente, Raúl Castro, e fez de lá declarações simpáticas a Obama, o que indica que não foi acidental a referência feita pelo brasileiro ao embargo econômico que sufoca a economia da ilha. Assessores do Presidente avaliam que Obama não retirará o embargo, como já anunciou um de seus principais assessores para assuntos externos, Dan Restrepo, que, no entanto, confirmou a decisão do então candidato de retirar a proibição de remessas de dinheiro a Cuba por imigrantes nos EUA e de viagens desses imigrantes à ilha.

Obama pode, porém, ter flexibilidade nas negociações para o fim do bloqueio econômico, e Lula pretende cobrar o fim do embargo como uma prova de que tem fundamento a expectativa de mudanças levantada pela eleição. "Estou certo que, sob a liderança de Vossa Excelência, os EUA responderão a esses desafios inspirados pela "intensa urgência do agora" demandada por Martin Luther King", disse Lula, na mensagem ao eleito.

No Palácio do Planalto, as autoridades acreditam que o continente latino-americano ficará em segundo plano, apesar das afirmações de Restrepo de que Obama nomeará um assessor exclusivamente para evitar o afastamento da América Latina que caracterizou o governo Bush. Mas o governo brasileiro compreende que Obama terá, como prioridades, a crise financeira e a guerra do Iraque.

Sempre que comentam a eleição, auxiliares de Lula lembram que o governo Bush manteve estreita colaboração com o governo brasileiro, com quem firmou alianças, por exemplo, em torno do programa de etanol. Na semana passada, ao passar por Brasília para anunciar um acordo contra o racismo, o subsecretário de Estado de Bush para as Américas, Thomas Shannon, foi eloqüente ao elogiar o governo brasileiro e falar da estreita cooperação com os Estados Unidos

O Itamaraty espera que os acertos entre as duas administrações sejam levados à equipe de transição nos EUA, e defendidos por gente como o subsecretário de Estado para Assuntos Políticos, William Burns, designado por Bush para contatos com a equipe de Obama e com estreitas relações no governo brasileiro.

"A vitória de Obama representa, sobretudo o significado da democracia", comemorou Lula, que, na mensagem enviada ao eleito, elogiou o "momento de superação histórica" nos EUA e a "capacidade transformadora" da democracia e da economia americanas. "Sua eleição provou que não há barreiras nem preconceitos que não possam ser vencidos", endossou o ministro de Relações Exteriores, Celso Amorim, em mensagem também enviada a Obama. Lula tentava, na noite de ontem, um contato telefônico com o eleito.

Há dúvidas entre integrantes do governo brasileiro sobre as condições que Obama terá de avançar com a agenda ambientalista do partido democrata, considerada a pesada influência dos lobbies dos produtores de carvão, responsáveis por boa parte do abastecimento energético do país. Outros temas também passarão pelo crivo dos grupos de pressão empresariais.

Em entrevista, Lula disse esperar uma relação mais forte com a América Latina e com a África e um acordo de paz no Oriente Médio. Obama foi acusado de ingenuidade pelos rivais republicanos ao declarar que procuraria, para negociações, líderes políticos considerados inimigos pela administração Bush, como os presidentes do Irã, Mahmud Almadinejad, e o da Venezuela, Hugo Chávez. Seus assessores já adiantaram, porém, que não será uma oferta de negociações incondicional e que qualquer reunião será precedida de "certas" pré-condições.

Por: Helena™

Novembro 02, 2008

A vergonha de ser brasileiro e a água da Sabesp


Na manhã desse domingo o celular toca, era o professor Francisco Nóbrega avisando para ligar a tv no programa Globo Rural, estava indo pro ar um programa especial sobre a água consumida pela população de Nova Iorque:

“Hoje, você vai ver como é a água da cidade de Nova York, nos Estados Unidos. Foi de lá que veio a idéia: os agricultores do entorno protegem as nascestes em suas propriedades e ganham por isso e para a prefeitura de Nova York, esse pagamento fica muito mais barato do que tratar água poluída. - O campo que manda comida para as grandes cidades é o mesmo que manda a água de beber, lavar e cozinhar.”

Água excelente – “Entre os inúmeros encantos que fazem a fama de Nova York pouca gente sabe de uma das coisas mais preciosas que a cidade tem. É a excelente qualidade da água. Graças a uma bem bolada parceria com fazendeiros e proprietários de terra, Nova York ainda não tem estação de tratamento, só de filtragem. As pessoas bebem água pura da montanha e direto da torneira.

Na casa da família “Swafts”, periferia de Nova York, é assim. Pra servir uma visita, o Sasha “Swafts”, que é empresário e viaja o mundo todo vendendo máquinas, não tem pejo de encher a jarra na torneira e levar direto pra mesa.”

“Vocês sempre bebem da torneira?”, pergunta o repórter.

“Desde criança. Aprendi assim. Meus vizinhos, meus amigos. A gente confia. Até em restaurante, a primeira coisa que fazem é trazer uma jarra de água da torneira.”, diz ele.

Sasha só não se surpreende com o fato de ser notícia pra nós o que é comum pra ele porque é casado uma brasileira, a dentista Luciana. Eles se conheceram num vôo. Ela morava na zona sul de São Paulo onde água tem um gosto forte por causa do pesado tratamento químico.

“E como a Luciana reagiu quando você ofereceu água da torneira pra ela?”, pergunta o repórter.

“Ela olhou pra mim muito desconfiada, não queria tomar”, diz ele.

“Eu perguntei. Falei: “como assim? De onde vem? Ele me explicou que é de uma reserva natural e que é extremamente pura”, conta Luciana.

“Esta água tem o frescor de uma manhã de verão, quando está úmido lá fora, o sol nascendo entre as árvores”, conta ele.

“O gosto é ótimo. O cabelo fica mais bonito, a pele mais macia. É realmente muito gostosa”, diz Luciana. Saiba mais

Palhaços - Todos que viram a reportagem do Globo Rural devem estar se sentindo como palhaços. É terrível pagar contas caras para uma Sabesp e não receber dela os serviços que deveriam ser prestados, tratamento dos esgotos e, principalmente, uma água de boa qualidade para beber, cozinhar e tomar banho. As denúncias contra a Sabesp estão no Ministério Público Federal desde 2003 que não se pronunciou até o momento.

O culpado foi o mordomo - A Sabesp está no município desde o governo do Ednardo de Paula Santos, nos anos setenta. Também conhecido como mordomo, ele o responsável pelo contrato leonino assinado com a Sabesp. Depois dele nenhum prefeito foi capaz de assumir e administrar os serviços de água e esgotos. Nem o Joaquim Bevilacqua, o Robson Marinho, a Ângela Guadagnim, Emanuel Fernandes, Eduardo Cury, ou os que assumiram em alguns intervalos como Helio Augusto de Souza, Antonio José ou Pedro Ives. Todos eles responsáveis pelo horrível mau cheiro exalados pelas bocas de lobo no centro da cidade e nos bairros.

Mais 30 anos - O pior nisso tudo é que a Câmara Municipal de São José dos Campos aprovou, na última quinta feira, dia 23, um projeto enviado pelo prefeito reeleito Eduardo Cury (PSDB) renovando o contrato com a Sabesp por mais 30 anos (renovável por mais 30).

Farinha do mesmo saco - Mas não se iludam, se o deputado Carlinhos de Almeida (PT) tivesse sido o vencedor das eleições o mesmo aconteceria. São farinha do mesmo saco, ambos precisam de grandes projetos e empreiteiras para executá-los, é daí que saem os financiamentos das campanhas.

Água ruim - A água da Sabesp é tão ruim que não é utilizada para beber na prefeitura, na Câmara Municipal, nos fóruns outras repartições públicas onde os bebedouros são abastecidos por garrafões. As pessoas mais esclarecidas compram água ou a vão buscar em várias fontes entre elas o Parque Santos Dumont.

Entrevista esclarecedora - O médico Dr. José de Castro Coimbra que foi vereador, deputado estadual, deputado federal e secretário de Estado respondeu a todas perguntas envolvendo a qualidade da água fornecida aos joseenses pela Sabesp - Veja

É pena - Quando ouvir falar que São José dos Campos é o maior pólo tecnológico da América Latina não acredite. Quem nasceu pra São José não chega à Nova Yorque.

Por Ricardo Faria – ricardo@vejosaojose.com.br

Outubro 25, 2008

Até a Folha reconhece: Marta foi muito melhor no debate


Deve ter sido um desgosto para a Folha partido de coligação de Gilberto Kassab(DEM), ter que dar sua opinião sobre o debate de ontem. publicou o jornal: "Aparentando maior nervosismo e lapsos de memória em alguns momentos, Kassab explorou a ligação do PT com o mensalão, as taxas criadas e as finanças da gestão da adversária (2001-2004).

Se Marta Suplicy se deixou abalar no debate anterior, na Record, ontem foi a vez de Gilberto Kassab. Embora tenha começado com agressividade acima do recomendável, a ex-prefeita se estabilizou e atravessou o programa com aparente firmeza de argumentos. Com um questionamento constante, bate-estaca, mas que não feria o espectador.

Feriu o adversário. O prefeito abriu com a estratégia que usou ao longo de toda a campanha, de transformar Marta em governo e assim reativar a memória negativa do paulistano. Para tanto, recorreu ao próprio vice de Marta. Ela reagiu agressiva, mas também em sua estratégia costumeira, ao menos neste segundo turno, de associar Kassab com Celso Pitta.

Por qualquer razão, talvez por instrução de marqueteiro para se conter, talvez pelo impacto da propaganda com o "vagabundo", Kassab tremeu. Repetia as frases feitas, "cidade quebrada", "cidade falida", "Paris", mas não soava especialmente atento ao que ele mesmo falava. Deixou que Marta tomasse a iniciativa, no primeiro e depois no correr dos outros três blocos. Nem as questões generalistas tiradas do nada pelo âncora conseguiam conter a ex-prefeita, que seguia deixando marcas no adversário.

Depois de não pouca confusão, o documento de despejo repisado por ela deixou nele uma imagem de insensibilidade e até desconhecimento. Sobre educação, "Kassab, você nunca entendeu os CEUs". Sobre trânsito, "você não fez um corredor de ônibus". Pior, "quando é que vai começar o pedágio?". Sentia-se tão à vontade que tentou até "esclarecer" os túneis que ela fez.

Não faltaram acenos da ex-prefeita ao eleitorado feminino, aproveitando a desatenção kassabista. Ele falou em creches como tema "delicado", ela reagiu que "creche é um assunto concreto para a mulher, isso é que você não entende". Poderia ter evitado, porém, o aparente esforço para chorar, ao descrever a visita à favela. Aliás, até falou, "foi lá que eu chorei".

Sobre quem venceu ou perdeu, é certo que Gilberto Kassab entrou para evitar qualquer risco de desastre, algo que pudesse ameaçar sua imensa vantagem, segundo a Folha, isso ele conseguiu. Mas não saiu engrandecido do debate, pelo contrário.

De seu lado, Marta muito provavelmente entrou para iniciar uma recuperação de sua imagem com vistas ao futuro. E saiu maior, uma personagem mais leve e aberta, menos arrogante. Reafirmou também a opção pelos pobres, que havia desaparecido na campanha.

Da parte da Globo, o formato do programa não trouxe inovação e o âncora Chico Pinheiro, apresentador do "SPTV" marcado por confrontos com a petista, só existiu para abrir e fechar o programa. Poderia não ter falado "Geraldo Kassab". Como na Record, também na Globo os dois candidatos, treinados que são, mal precisaram de cortes. A exemplo dos bordões que repetiam sem parar, também um relógio parecia ter-se instalado neles.

Segundo a Folha, um dos momentos mais tensos ocorreu quando Marta lembrou episódio que resultou em julho na prisão de Georges Marcelo Eivazian, militante do DEM, partido do prefeito, sob acusação de chefiar quadrilha que achacaria ambulantes ilegais do Brás, Mooca e Tatuapé.

"É auxiliar seu, foi candidato a deputado pelo PFL/DEM. (...) Esse cidadão tá preso há três meses. É a máfia dos fiscais voltando em São Paulo?", perguntou Marta.

Frases


"Respeitar as pessoas não é com você mesmo(...) Estamos falando de gente, de seres humanos"

"Segurança é muito mais do que só luz. E a Secretaria da Segurança que você extinguiu?"

"Governar não é "estar fazendo" é fazer(...) A realidade é que você não fez"

"A cidade estava contaminada pelo vírus da corrupção da gestão Pitta da qual o senhor foi secretário" [Marta Suplicy] (Folha)

Por: Helena™

Outubro 22, 2008

Senhor Presidente, Parabéns!

O Presidente Lula representa a possibilidade de uma sociedade com seus sonhos realizados, pois ele é o típico exemplo de um brasileiro comum que chegou a Presidente!

Eu conheço alguns poucos exemplos de pessoas comuns que saíram do anonimato para serem um fato histórico, e o Presidente Lula certamente é um deles.

Admiro muito a Vossa Pessoa, e espero que o Senhor não perca esta grande e única oportunidade de acrescentar um novo capítulo na História do Brasil, onde o nosso País possa experimentar uma "revolução" de idéias e de atitudes, saindo da posição de "um país do futuro" para um país que transforma o presente em realizações de projetos e de produção de conhecimento para uso próprio e para exportação.

Somos um povo diferente dos demais, pois somos gigantes em potencialidades, somos hospitaleiros, somos pacíficos, somos várias nações sob um mesmo propósito, falando um único idioma, segurando a bandeira de um mesmo ideal, enfim, somos trabalhadores e felizes, apesar do desemprego e das intempéries sociais inerentes a qualquer nação.

Nestas eleições, mais uma vez, vou dar o meu voto de confiança ao PT, pois, certamente, toda e qualquer transformação precisa de um determinado tempo para se completar. Acredito nos ideiais do Partido dos Trabalhadores, embora muita coisa de errado tenha sido praticado por alguns companheiros que, como todo e qualquer "ser humano", é passível de se corromper. Mas, para os que se mantém dignos e fiéis à prática da boa política, desejo todo sucesso no desempenho de suas funções atribuídas. Façam o melhor, pois o Brasil precisa de homens e mulheres de caráter que realmente queiram legislar em pról do bem público para o qual se propuseram e desejam ser eleitos.

Senhor Presidente, que Deus de proteja e abençoe o vosso governo!

Amém.

Por Geraldo Alexandre

Outubro 17, 2008

Voto nulo não anula a eleição


Circula um boato de que se mais da metade dos eleitores votar nulo a eleição é anulada e o Tribunal Eleitoral marcará nova eleição.

Para determinar a porcentagem que cada candidato obteve são contados apenas os votos válidos, ou seja, todos os votos excluindo os brancos e nulos. Isto significa que se você optar por votar tanto em branco quanto nulo você estará jogando o seu voto fora, ele será simplesmente descartado da contagem e servirá apenas para estatística.

Um exemplo absurdo e improvável, mas perfeitamente legal segundo a legislação vigente, é de que 99% dos eleitores votem nulo e o outro 1% vote em candidatos, sendo estes votos válidos. O candidato eleito, e com direito de ser empossado, será o que obtiver maioria entre os votos de 1% dos eleitores.

Você deve estar se perguntando de onde surgiu esta história de que a eleição é anulada caso haja a maioria de votos nulos. Espero que a origem tenha sido de uma leitura incorreta da legislação e não de uma ação mal intencionada e deliberada.

O Art. 240 da Resolução do TSE nº 22.154, de 02 de março de 2006, determina:


"Se a nulidade atingir mais da metade dos votos do país nas eleições presidenciais, do estado nas eleições federais e estaduais, julgar-se-ão prejudicadas as demais votações, e o Tribunal Eleitoral marcará dia para nova eleição dentro do prazo de vinte a quarenta dias."

Preste atenção que o artigo dispõe sobre a nulidade e não sobre votos nulos. Votos nulos são votos anulados pelo próprio eleitor na urna. A nulidade da qual o artigo se refere são votos anulados pelo Tribunal Eleitoral em razão de alguma constatação que o justifique, contrariando a vontade expressa pelos eleitores donos dos votos. Por exemplo, se houve irregularidade em alguma zona eleitoral, o Tribunal Eleitoral pode determinar a nulidade dos votos daquela zona, excluindo-os da contagem.

A eleição só é anulada por determinação do Tribunal Eleitoral. No caso do artigo citado, somente se o Tribunal Eleitoral determinar a nulidade de mais da metade dos votos.

Espero que este post ajude a acabar com esse boato que infelizmente continua se espalhando.

Por Luiz Armesto

Outubro 15, 2008

PCdoB em Belém vai com Priante no segundo turno


A Comissão Política do Comitê Estadual e do Comitê Municipal do Partido Comunista do Brasil – PCdoB paraense, em reunião na manhã do dia 13 de outubro, resolvem apoiar no segundo turno o candidato José Priante do PMDB.

Entre as questões levantadas para o apoio, os comunistas abordam o seguinte: espaço no governo, conselho político, participação popular, descentralização administrativa, desenvolvimento econômico da cidade e a busca de soluções para os problemas sociais graves nas áreas de saúde, educação, segurança e assistência.

Hoje 14/10, pela manhã aconteceu uma coletiva com a impressa local para oficializar publicamente o apoio. Marcaram presença na atividade, membros das Direções Estadual e Municipal do PCdoB, e dos Partidos que compõem o Bloco de Esquerda no Pará (PHS, PMN e PTN), no qual caminham em conjunto com os comunistas.

Leila Márcia, que obteve cerca de 20% da votação no primeiro turno, como candidata a vice-prefeita de Belém na chapa do petista Mário Cardoso candidato a prefeito, abriu a coletiva falando do momento político que vivemos, onde é exigido dos comunistas uma intervenção no sentido de contribuir para a vitória de Priante no segundo turno, para então sintonizar a capital paraense com as transformações positivas vividas no Pará com a governadora Ana Júlia Carepa e no Brasil com as ações do governo Lula. Leila afirma também que é necessário a construção de um governo democrático com participação popular.

Neuton Miranda, presidente estadual do PCdoB, declarou que a postura do PCdoB em Belém não poderia ser diferente, pois a relação com o PMDB no Pará e no Brasil já vem de longas datas, desde abrigar os comunistas no antigo MDB, como também no apoio a candidatura de Aldo Rabelo para presidente do Congresso Nacional, e que José Priante jogou um papel importante nessa construção. Miranda afirma também que outros aspectos como espaço no governo, conselho político, participação popular, descentralização administrativa e desenvolvimento econômico da cidade são fundamentais para construir uma boa gestão e livrar Belém do atraso.

O candidato a prefeito José Priante do PMDB, agradeceu o apoio dos comunistas e dos partidos que compõem o Bloco de Esquerda, afirmando que tal apoio é importante e decisivo nessa batalha.

Priante afirma que Belém tem desafios contundentes e que precisa ser mais democrática, buscando uma maior participação popular.

Marcada como a décima terceira cidade mais violenta do país, o atual prefeito nada fez para contribuir no combate a violência, também Priante afirmou que Belém recebeu mais de um bilhão de reais na saúde e não construiu nenhum posto de saúde, no meu governo saúde e segurança serão prioridades, enfatiza Priante.

Por Moisés Alves

Outubro 13, 2008

Paes apresenta apoio de Lula e Gabeira evita nacionalização


O candidato Eduardo Paes (PMDB) abriu sua campanha de TV à prefeitura do Rio de Janeiro nesta segunda-feira apresentando a imagem e o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Negociada pelo governador do Estado, Sérgio Cabral, a participação de Lula foi gravada na última sexta-feira, em um hotel, em São Paulo, onde o presidente participou de um evento com empresários.

De terno e gravata, os três aparecem juntos em uma sala, como numa reunião de trabalho. Sobre a imagem, a locução afirma que Paes, Cabral e Lula firmaram o compromisso de trabalhar juntos e fazer mais pelo Rio.

"O Rio é prioridade. As pessoas vão ter o prefeito Eduardo Paes, o governador Sérgio Cabral e o presidente Lula trabalhando juntos pelo interesse da população", afirma o candidato.

"Se você tem um presidente da República e um governador que estão estabelecendo uma harmonia extraordinária nas suas relações políticas e nas suas relações administrativas, é importante que a gente tenha um prefeito afinado com essa políticas", comenta Lula.

"Essa parceria é fundamental, presidente", responde Paes, que focou o seu discurso na união entre as três esferas políticas.

Logo após esse diálogo, o programa enfatiza que uma parceria forte por recursos para levar o PAC a mais comunidades.

"Sérgio Cabral e Eduardo Paes, estejam certos que da minha parte iremos trabalhar harmonicamente e fazendo verdadeiras parcerias, porque o povo da cidade do Rio de Janeiro merece o que todos nós pudermos dar de melhor", completa Lula.

Eduardo Paes precisou escrever uma carta de desculpas para ter a chance de exibir a imagem do presidente. No PSDB à época do escândalo do mensalão, o candidato foi um dos principais críticos de Lula e seu governo.

Da Reuters

Outubro 06, 2008

Oposição quer colocar o país a reboque da crise americana


Brasil tem a oportunidade de crescer de forma independente, com nossas próprias forças, nossos recursos e nosso Estado.

Nos últimos dias, a mídia foi tomada pelos rumores, aliás, já esperados, de que a crise americana irá arrastar o Brasil, de que o crescimento será reduzido - “no máximo 1 ou 2%”, se é que haveria crescimento – de que a escassez de crédito ameaça as nossas exportações (como se dependêssemos necessariamente dos bancos externos para obter linhas de crédito) e outras histórias de quem tem a cabeça colonizada.

Naturalmente, destacou-se, nesse réquiem servil, a contumaz senhorita Leitão, segundo a qual o mundo pode acabar por “falta de liderança dos EUA”. Melhor seria se ela arrumasse uma liderança para a sua casa...

Na verdade, só há uma forma inevitável de que nós sejamos arrastados por essa torrente de sujeira que está indo pelo ralo nos EUA: colocar o nosso barco para navegar dentro dela.

Certamente, Obama e os democratas terão a oportunidade, ao ganhar as eleições, de implementar um programa de recuperação dos EUA – foi o que fez Roosevelt, a partir de 1933. Mas, enquanto isso, não há como achar que um pacote de US$ 700 bilhões para os fracassados da especulação irá resolver qualquer problema, nem que haja qualquer outra coisa pela frente na economia norte-americana que não seja o desastre. Pelo contrário.

O jornalista alemão Gabor Steingart, correspondente da “Der Spiegel” em Washington, publicou recentemente um artigo muito interessante sobre o assunto, a começar pelo título: “Estados Unidos da América: o país onde o fracasso é recompensado”.

“Três entre cada cinco bancos de investimento dos Estados Unidos perderam a independência, e os outros dois ainda estão afundando. Dois bancos de hipotecas e uma companhia de seguros encontram-se agora sob administração governamental”, diz Steingart. “As companhias de cartão de crédito dos Estados Unidos não estão em uma situação significativamente melhor do que os bancos. Elas também venderam o futuro e até mesmo uma parcela do período posterior a ele”.

E continua:

“A indústria automobilística norte-americana também se encontra seriamente combalida e tem dificuldades para estender as suas linhas de crédito no mercado aberto. A indústria perdeu mais de 300 mil empregos desde 1999. Mas qual é o benefício disto se são os gerentes - e não os trabalhadores - os culpados pela crise? A enorme conta dos Estados Unidos com a compra de petróleo - cerca de US$ 500 bilhões - é atualmente paga com dinheiro emprestado pela China. A cada dia útil, a dívida externa dos Estados Unidos aumenta em quase US$ 1 bilhão”.

Daí, a conclusão de Steingart, muito significativa para uma revista insuspeita de tendências à esquerda, como a “Der Spiegel”: “o capitalismo atualmente exibido pelos Estados Unidos é uma versão rota e degradada daquilo que costumava ser”.

E, realmente, apesar desse capitalismo sempre ter sido uma “selva selvagem”, há elementos de perversão quase inacreditáveis - não por existirem, como existem, em outros países, mas por terem sido pescados da vida criminal e transformados, por lei, em dogma: “Segundo a legislação tributária dos Estados Unidos, a compensação na forma de ações e garantias é taxada em menos da metade do índice mais elevado de impostos. Como resultado, a taxa tributária que incide sobre os rendimentos de muitos banqueiros é inferior àquela a que estão sujeitos os salários das suas secretárias”.

Sobre o pacote de Bush, diz Steingart: “O governo está tentando extinguir o fogo com combustível, e não com água”.

Em suma, segundo o secretário do Tesouro, Henry Paulson - sócio do Goldman Sachs, um dos principais bancos de Wall Street que estão à beira do abismo (aliás, um pouco além da beira) - os US$ 700 bilhões para os especuladores não serão tirados do dinheiro que a população paga em impostos, mas de empréstimos feitos pelo Tesouro. Empréstimos feitos a quem? Aos contribuintes dos EUA, ou seja, ao povo. Pretende-se que a população, endividada até os cabelos e já com a poupança expropriada ou em fase de expropriação, pague seus impostos (a uma taxa que é o dobro daquela dos banqueiros) e ainda “empreste” compulsoriamente dinheiro ao governo para que este o entregue aos bancos falidos.

Entende-se, assim, porque, na última pesquisa de opinião, nada menos do que 80% dos consultados declararam-se contra o pacote de Paulson/Bush. Trata-se de um plano de devastação do país e da forma mais segura de provocar uma comoção social – sem que nada, absolutamente nada, seja resolvido, e tudo piore em escala gigantesca, até porque o rombo dos bancos é um buraco negro, insaciável na voracidade por dinheiro do público.

Essa é a situação. Atrelarmo-nos à especulação americana, tal como defendem alguns, é levar o nosso país para a catástrofe – e sem necessidade alguma, numa crise que não fabricamos, tendo a alternativa de crescer de forma independente, com nossas forças, nossos recursos, nosso Estado, e intercâmbio com quem acharmos que nos convém.

Por Carlos Lopes

Setembro 28, 2008

A Causa é Justa e os Fins são Nobres - Em Brasília: apoio à Bolívia e repúdio aos EUA


A Bolívia não está só, nós estamos com ela. A frase foi a tônica das palavras de ordem, dos discursos e da carta entregue ao embaixador da Bolívia no Brasil pelos manifestantes que fizeram ato de apoio ao País vizinho, na manhã desta sexta-feira (26), em Brasília. Na embaixada da Bolívia, eles entregaram ao embaixador René Ocampo uma carta de solidariedade e na Embaixada dos Estados Unidos fizeram manifestação contra a “ingerência” daquele País na tentativa de golpe contra o governo de Evo Morales.

As cruzes representaramm os camponeses mortos no conflito Entre os dois prédios – no Setor de Embaixada – os manifestantes fizeram o percurso como em procissão, carregando cruzes que simbolizavam os camponeses mortos durante as disputas separatistas no território boliviano. 30 camponeses foram assassinados na noite do último dia 11 de setembro, por ordem de Leopoldo Fernández, governador de Pando, que faz oposição ao governo.

As cruzes foram fincadas nos jardins do prédio da Embaixada Americano, sob os olhares de dezenas de policiais que cercavam o prédio para evitar a aproximação dos manifestantes. Foi feito um minuto de silêncio em homenagem aos mortos. Eles vem se juntar aos milhares de latino-americanos que morreram lutando por um vida melhor, destacaram os oradores.

Do alto do carro de som, os líderes enviavam, por alto-falante, as palavras de protesto contra o governo estadunidense: “Bush, fascista”. Os manifestantes a pé, sem microfone, mas com a vantagem de estarem em grande número, respondiam, também em tom alto: “Você é terrorista”.

No começo da manhã, uma comissão de representante das entidades promotoras do evento, esteve em audiência com o embaixador boliviano, a quem entregou carta onde declara apoio as decisões do presidente Evo Morales. “Sabemos que a ação dos governadores e de seus apoiadores oposicionistas, em conluio com o imperialismo norte americano, é uma reação à decisão do Governo Morales de priorizar a defesa da soberania nacional, os direitos dos povos, a democracia e o combate à pobreza e à desigualdade”.

O embaixador agradeceu o apoio e disse que transmitira a mensagem ao presidente boliviano.

Saiba mais em:

http://www.vermelho.org.br/base.asp?texto=43983

Setembro 25, 2008

Submarino nuclear é destaque no Plano Nacional de Defesa, diz Jobim


O destaque do Plano Nacional de Defesa, que será divulgado no dia 7 de setembro, quando se comemora a Independência do Brasil, é o investimento no submarino de propulsão nuclear.

“É um grande projeto nacional [o plano de defesa], fundamentalmente o prosseguimento do projeto do submarino de propulsão nuclear, no qual já executamos R$ 130 milhões esse ano e destinamos mais R$ 130 milhões para o próximo”, disse o ministro da Defesa, Nelson Jobim, na cerimônia de comemoração dos 92 anos da Aviação Naval, no Rio.

Jobim adiantou que o plano de defesa prevê um acordo de troca de tecnologia de R$ 1 bilhão com a França, para fomentar a construção de cascos e de sistemas eletrônicos para submarinos.

O acordo com os franceses, segundo o ministério, deve ser assinado em dezembro, durante a visita do presidente Nicolas Sarkozy ao Brasil.

A proposta é que essa tecnologia se some aos avanços do programa nuclear da Marinha brasileira, que estuda a construção de um reator para a embarcação nuclear.

O programa militar, anunciado em 2007, conta com R$ 1 bilhão para ser aplicado em oito anos.

O governo federal esperar contar com um submarino de propulsão nuclear em 2020. Até hoje, somente cinco países detêm a tecnologia: Estados Unidos, Inglaterra, França, Rússia e China.

O submarino nuclear resiste mais horas sem abastecimento, portanto, sem subidas à superfície, sendo mais difícil de ser detectado.

O Brasil tem cinco submarinos convencionais movidos à diesel. Eles ficam ancorados na Base Almirante Castro e Silva, na Ilha do Mocanguê Grande, em Niterói, região metropolitana do Rio.

Da Agência Brasil

Setembro 19, 2008

Policiais brasileiros são treinados pela Swat

De hoje (19) até o dia 27, a Swat - polícia especial dos Estados Unidos - dá curso de treinamento tático, em Brasília, para agentes da Polícia Civil, Polícia Federal, Polícia Militar, Polícia Rodoviária Federal e Forças Armadas. O curso, que será aberto às 19h no auditório do Superior Tribunal de Justiça (STJ), é organizado em parceria com o Centro Avançado em Técnicas de Imobilização (Cati).

O objetivo é agregar mais conhecimento técnico para a proteção do cidadão e permitir que o profissional de segurança brasileiro tenha acesso às mais novas ações policiais de preservação da vida, com um custo 60% menor. Realizado uma vez por ano no Brasil, esta é a primeira vez que o curso é dado em Brasília.

Quatro oficiais da Swat, nove instrutores do Cati e quatro instrutores do Bope/RJ vão ensinar técnicas de imobilização, administração de crises em ambientes escolares, resgate de reféns, tiro em baixa luminosidade, resgate de reféns em ônibus coletivos, palestras de abordagem noturna, entre outros pontos.

Durante entrevista do instrutor-chefe do Cati, Marcos do Val, às 12h30, haverá simulação de um treinamento tático com a Swat em frente ao Camping Show. Segundo Marcos do Val, em Dallas, nos EUA, há 20 anos a polícia não mata um cidadão acidentalmente.

Durante a semana do curso, haverá ciclo de palestras, todas abertas à sociedade, gratuitamente. Entre os temas estão eventos críticos em ambientes escolares e o emprego da arma de fogo e a preservação da vida.

Do Jornal da Mídia

Setembro 11, 2008

Jornalista russo acusa CNN de inventar notícias sobre conflito na Ossétia do Sul


Nikolai Baranov, correspondente do canal de televisão Russia Today, acusou a emissora norte-americana CNN de forjar notícias sobre o conflito entre Rússia e Geórgia na região da Ossétia do Sul.

Segundo o jornalista, a emissora mostrou uma imagem da cidade de Tskhinvali - devastada pelo exército georgiano - como se fosse a cidade de Gori, que foi atacada pelo Exército russo. "Ainda temos o material de vídeo original de Tskhinvali em ruínas. A imagem levada ao ar pela CNN foi forjada e inventada," disse Baranov.

Além disso, a CNN também teria mostrado a região do Desfiladeiro de Kodori, na Abcázia, como se fosse Gori. Para o jornalista de TV Alexander Minakov, estudioso da cobertura do conflito pela mídia ocidental, houve reportagens distorcidas e até inventadas. "A mídia ocidental esteve envolvida numa operação especial, intitulada 'Agressão da Rússia', declarou.

O site Pravda informou que um representante do departamento da CNN em Moscou negou que reportagens foram inventadas propositalmente, podendo ter ocorrido apenas "um equívoco no preparo das reportagens em questão".

Do Portal IMPRENSA

Setembro 03, 2008

Tucanos sabotam piso dos professores


O eleitor brasileiro deve ficar atento às promessas dos candidatos apoiados pelo PSDB em São Paulo (o partido está rachado entre Kassab e Alckmin), Minas Gerais (uma estranha aliança com a cúpula do PT em apoio ao tecnocrata Lacerda) e Rio Grande do Sul (o inodoro Marchezan Jr.). Se algum deles se atrever a falar que defende a educação, corra ao Procon para denunciar a baita falsidade. Isto porque os governadores tucanos destes três estados, o fugidio José Serra, o maroto Aécio Neves e a “suja” Yeda Crusius, estão em guerra contra o piso nacional dos professores.

A lei 11.738, que fixa o piso do magistério público da educação básica em R$ 950,00 e reserva 33% da carga horária para as atividades extraclasse, foi aprovada pelo Congresso e sancionada pelo governo Lula em julho.

De imediato, os três tucanos bombardearam a lei, alegando que ela implodirá as finanças públicas. Ao mesmo tempo, Crusius, metida em corrupção, propõe que seu salário suba de R$ 7,1 mil para R$ 17,3 mil mensais; Serra mantém as negociatas bilionárias com a empresa Alstom; e o Aécio silencia a mídia independente para evitar críticas as suas peripécias.

Escola pobre para o pobre

O piso salarial dos professores é uma conquista do sindicalismo. Há muito era reivindicado pelas entidades da categoria. Ele visa estabelecer justiça e dignidade a uma profissão essencial para o desenvolvimento do país, já que vários governos estaduais e municipais pagam até menos do que o salário mínimo aos educadores.

Segundo o Ministério da Educação, o piso beneficiará cerca de 60% dos trabalhadores do setor, além de amenizar as brutais disparidades existentes no país em relação ao salário dos educadores, cujas variações chegam a até 400%. Mesmo sendo irrisório e criticado pelas entidades sindicais, o piso de R$ 950,00 fixa o patamar mínimo de remuneração.

A dura e imediata reação dos governadores tucanos comprova que este partido não tem qualquer compromisso com a educação pública de qualidade. Pelo credo neoliberal, o estado é mínimo e deve evitar “gastanças” nas áreas sociais.

“É uma opção política de manter a escola pobre para o pobre. Para eles, o filho da classe trabalhadora não pode ter escola de qualidade”, critica Roberto Franklin Leão, presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE).

Ele lembra que os ataques ao piso partem de estados com elevada arrecadação tributária. “O PIB de São Paulo é maior que o de muitos países da América Latina e o governo se nega a pagar os 33% de hora-atividade. O Piauí hoje já paga 30%. Isto demonstra claramente a opção privatista”.

Omissão ou pressão sindical?

Contra o piso, os governos destes três estados acionaram o Conselho Nacional dos Secretários de Educação (Consed) para ingressar com Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) no Supremo Tribunal Federal. A luta promete ser dura e prolongada.

A CNTE e outras entidades da educação estão dispostas a resistir à ofensiva tucana. Na semana passada, os professores do Rio Grande do Sul paralisaram as suas atividades por um dia e promoveram uma marcha pelas ruas da capital. O protesto teve a adesão dos estudantes. Já em Minas Gerais, o Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação denunciou a “lógica tucana, privatista e excludente” do governador Aécio Neves.

A luta pelo piso dos educadores, porém, não pode se restringir aos trabalhadores do setor. Como alega Francisco das Chagas Fernandes, secretário executivo adjunto do Ministério da Educação, “o resgate dessa dívida histórica se dá não apenas porque o piso melhorar o salário de milhões de profissionais, mas pela conquista de um conceito novo, que articula remuneração com qualidade do ensino”.

Neste sentido, o conjunto do sindicalismo deve investir nesta luta. Não pode incorrer no mesmo erro de omissão cometido na luta pela ratificação da Convenção 158 da OIT, contra as demissões imotivadas, quando adotou uma postura tímida e já sofreu derrotas no parlamento.

Por Altamiro Borges jornalista.

Agosto 27, 2008

Garibaldi pede a senadores 'lista de parentes' para demitir


Presidente do Senado disse ainda que quem não cumprir determinação, responderá a processo administrativo.

O presidente do Senado, Garibaldi Alves (PMDB-RN), afirmou nesta terça-feira, 26, que os senadores deverão fornecer os nomes dos parentes contratados em seus gabinetes para que esses funcionários sejam demitidos, segundo a Agência Senado. Medida de Garibaldi é para cumprir a súmula do Supremo Tribunal Federal (STF) que proíbe o nepotismo.

O presidente do Senado explicou ainda que quem não passar essa informação, responderá a processo administrativo, correndo o risco de "sofrer uma ação" dentro da Casa. "Eu acho que a pessoa vai querer evitar esse constrangimento", disse. Ainda segundo ele, a informação vale também para o chamado nepotismo cruzado, quando um parlamentar emprega o parente de outro, e vice-versa.

Também nesta terça, Garibaldi disse à Agência Brasil que não vê motivos para o Congresso alterar a súmula aprovada pelo STF para proibição do nepotismo nos Três Poderes. Segundo ele, alterar a determinação seria uma "afronta". "A Casa, se tiver de mudar, é para aperfeiçoar. Não tem por que, numa hora dessas, afrontar o Poder Judiciário e afrontar a sociedade", destacou. Garibaldi ainda pediu que cada senador "tome as providências" e se adeque à norma do STF. "Vou fazer um apelo se for necessário", completou.

O STF proibiu a contratação de parentes até o terceiro grau no Legislativo, no Executivo e no Judiciário. Alguns parlamentares já cogitam alterar à nova regra no Congresso para flexibilizar a decisão. Garibaldi voltou a reclamar que o Judiciário, mais uma vez, está legislando em nome do Congresso, mas isentou deputados e senadores de culpa. "Não temos culpa do excesso de medidas provisórias, não temos culpa de estarmos aqui e acolá vendo o Judiciário legislar", comentou.

Ele garantiu que a proposta de alteração da tramitação de MPs será aprovada. "O presidente da Câmara assegura que conseguirá votar logo. Depois, ela virá para o Senado. Vamos ter de nos debruçar sobre isso. Está na hora até mesmo de a maioria do governo se conscientizar de que o Congresso não tem condições mais de continuar sofrendo com as medidas provisórias", reclamou.

Agência Estado

Agosto 22, 2008

Lula convoca UNE a deflagrar campanha do ‘Pré-sal é Nosso!’


Resolveu dois problemas com um discurso só.

Lula convoca UNE a deflagrar campanha do ‘Pré-sal é Nosso!’

Nova Lei precisa assegurar a propriedade da União sobre o petróleo extraído

“A convocatória que eu estou fazendo para os estudantes é que nós precisamos mexer na Lei do Petróleo. Nós não podemos abrir mão desse patrimônio, que está a 6 mil metros de profundidade. É patrimônio da União, dos 190 milhões de brasileiros. O petróleo é do povo brasileiro e, portanto, nós precisamos decidir o destino desse petróleo”, afirmou, na terça-feira, durante a cerimônia de lançamento da Caravana da UNE, no Rio de Janeiro. Lula fez referência à gloriosa luta do Petróleo é Nosso!, e disse que é hora de fazermos dos que tombaram lutando heróis.

Hora do Povo

Agosto 12, 2008

Justiça determina que insalubridade seja calculada sobre salário contratual

O salário mínimo não pode mais servir de base para o cálculo do adicional de insalubridade. A decisão consta na Súmula 228 do Tribunal Superior do Trabalho (TST) publicada no Diário da Justiça de hoje (4).

Na última sessão do Tribunal Pleno, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que o adicional de insalubridade deve ser calculado sobre o salário básico, salvo critério mais vantajoso fixado em acordos coletivos.

Além disso, o adicional de insalubridade passa a fazer parte da base de cálculo da hora extra. A decisão retroage ao dia 9 de maio de 2008. “A base de cálculo da hora extra é o resultado da soma do salário contratual mais o adicional de insalubridade”, decidiu o STF.

A decisão agradou uma das categorias mais atingidas pelas condições de trabalho insalubres: os metalúrgicos. Cerca de 20% desses profissionais recebem o adicional de insalubridade e terão aumento no contra-cheque.

De acordo com o secretário de Assuntos Parlamentares da Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos (CNTM), Carlos Cavalcante Lacerda, os trabalhadores vinham recebendo, em média, R$ 80 pelo adicional de insalubridade.

Pelos seus cálculos, o adicional agora será de R$ 400. Lacerda informou que a média salarial da categoria é de R$ 2 mil.

A maioria dos metalúrgicos que recebem insalubridade são os que trabalham em fornos e auto-fornos. “O ideal para nós seria que nenhum trabalhador precisasse receber o adicional de insalubridade. No entanto, isso ainda não é uma realidade”, considerou o secretário da CNTM, entidade que no início deste ano entrou com uma ação direta de inconstitucionalidade (Adin) no Supremo Tribunal Federal (STF), pedindo a mudança no cálculo do adicional de insalubridade.

Da Agência Brasil

Agosto 05, 2008

Escândalo - Senador do DEM emprega 7 parentes em seus gabinetes


Primeiro-secretário da Casa, Efraim Morais contratou ainda 6 parentes de aliados

Democrata foi o articulador da fracassada tentativa de criar mais 97 novos cargos comissionados no Senado, com salário de R$ 10 mil

Articulador da criação de mais 97 cargos comissionados no Senado, Efraim Morais (DEM-PB) mantém em seus gabinetes na Casa pelo menos sete familiares, além de seis parentes de seus aliados políticos.

Em 2005, ao se tornar primeiro-secretário (posto responsável pela contratação de obras e serviços), Efraim ampliou seu poder de nomeação: na Primeira Secretaria, ele detém no mínimo 14 cargos. A partir de 2005, o número de parentes de Efraim na Casa aumentou. Entre 2003 e 2004, a reportagem identificou quatro parentes -três sobrinhas e um sobrinho. Já como primeiro-secretário, os parentes subiram para sete -nomeou mais três sobrinhas e até a filha caçula. Estudante de jornalismo, Caroline Morais, 21, tem salário de R$ 3.600 mensais e foi lotada no gabinete do senador.

Ainda na Primeira Secretaria, Efraim colocou Delano de Oliveira Aleixo, que é casado com Ana Cristina Souto Maior Aleixo, outra sobrinha do senador. Em 2003, as irmãs dela, Ana Karla e Ana Karina, foram empregadas no gabinete pessoal de Efraim. Em 2006, Efraim nomeou para seu gabinete o primo Glauco Morais, ganhando R$ 6.400 mensais. Em 2005, a Folha já revelara que o portal do qual Glauco era sócio tinha contrato de R$ 120 mil por ano com o Senado para ter um banner do site da Casa. Após a reportagem, Efraim cancelou o contrato, mas outros quatro sites da Paraíba ainda mantêm contratos com o Senado no valor de R$ 48 mil por ano.

Em março de 2007, Glauco deixou o Senado para se tornar chefe-de-gabinete do vice-governador da Paraíba, José de Lacerda (DEM). Em junho daquele ano, Efraim deu à filha de Lacerda, Raissa Lacerda Aquino, um cargo AP-4. Neste ano, ela será candidata a vereadora em João Pessoa pelo DEM e teve de deixar o posto. Para o cargo, Efraim nomeou o marido de Raissa, Roberto Aquino. Efraim também agradou o governador Cássio Cunha Lima (PSDB) nomeando Ronaldo Cunha Lima Filho, irmão de Cássio, como assessor técnico (R$ 8.000 mensais, depois reduzidos para R$ 6.300).

O presidente da Assembléia Legislativa da Paraíba, Arthur da Cunha Lima (PSDB), tem o irmão, Lucio, como funcionário do gabinete de Efraim: ele é secretário parlamentar, com salário mensal é de R$ 6.400. Primeiro suplente de Efraim, Fernando Catão arranjou emprego para os filhos no Senado. Em períodos diferentes, Bruno Catão e Pedro Catão foram lotados no gabinete do senador e na liderança da minoria. Bruno deixou o Senado em 28 de outubro de 2005, mesmo dia em que irmão foi nomeado para uma vaga de AP-3, com salário de R$ 2.600 por mês. Fernando Catão foi escolhido em 2007 conselheiro do TCE da Paraíba.

Segunda suplente de Efraim, a prefeita de Bananeiras, Marta Ramalho, nomeou o filho, Ricardo Sérgio, secretário de Obras local. Em Brasília, emplacou o neto Ricardo Sérgio Filho no gabinete de Efraim.Da Folha para assinantes

O senador Efraim Morais (DEM-PB) confirmou as nomeações: "Faço a minha política exatamente entre os amigos. Aquelas pessoas que me acompanham, eu tenho de encontrar uma forma de ajudá-las", disse.

Por: Helena™

Julho 27, 2008

Globo continua tentando queimar Satiagraha

O jornal Globo de hoje traz somente matérias que beneficiam Daniel Dantas. A começar pela coluna de Merval Pereira, que pinça trechos dos relatórios do juiz De Sanctis e de Protógenes. Tática desonesta, porque são textos com centenas de páginas, a maioria das quais escrita com zelo técnico e competência profissional. De Sanctis é um dos maiores especialistas em crimes financeiros do país. A admiração e o respeito que goza entre os magistrados ficou mais que provada quando mais de 40o colegas assinaram um documento em seu apoio, e realizaram um ato de desagravo. A quem interessa desprestigiá-lo? Certamente não aos que lutam contra a corrupção. Se há um ou dois parágrafos mais subjetivos nos relatórios, inclusive com acento moralista, isso pode ser explicado pelo sentimento de estarem lutando contra forças poderosissimas, como aliás fica patente agora, com a mídia atacando as instituições que investigam Daniel Dantas. Só há uma matéria no Globo sobre o caso hoje, no caderno de economia e, mais uma vez, batendo nas instituições, não nos criminosos. A matéria é requentada, fala da representação ou sei lá o quê que Protógenes teria registrado no Ministério Público para reclamar contra a falta de recursos e pessoal para tocar a operação Satiagraha. A matéria é omissa porque não diz que o problema foi solucionado: a PF remanejou mais de 50 especialistas para cuidar exclusivamente deste caso. Qualquer falta de recursos, portanto, já teria sido resolvida. Para o Globo, no entanto, o leitor não tem o direito de saber a verdade. A matéria ainda dedica grande espaço para a defesa do senador Heráclito Fortes. Há um tom de chantagem no texto, com ameaças do senador contra o delegado Protógenes.

A matéria traz ainda um box sobre o Protógenes, um texto absurdo, uma perseguição ridícula ao policial em sua primeira aula na Academia, com fotos dele comendo e pagando a conta. O repórter descreve minúncias banais como o fato dele ter pago a conta em dinheiro e irritado-se com o assédio da imprensa. E tudo isso no caderno de Economia. Por estranha opção editorial, a parte de País do Globo, subitamente, virou uma seção paroquial, sobre os candidatos a prefeito no município do Rio.

Enquanto isso, Denise Abreu, aquela que era carrasco e havia virado santa por conta de seus ataques à Dilma Roussef, foi denunciada pelo Ministério Público Federal como uma das responsáveis, embora indiretamente, pelo acidente da Tam no ano passado. A notícia, claro, não ganhou as primeiras páginas dos jornais. Mas devia, pois trata do maior acidente aéreo do país, e envolve uma personagem que ocupou manchetes e editoriais durante semanas.

É realmente curioso o processo de hierarquização das notícias por parte de nossa imprensa. A PF prende Dantas, prova que ele foi um dos principais abastecedores do mensalão, um troço que ocupou o imaginário midiático por quase um ano, sendo chamado por alguns de a maior crise política da história da república - pois bem, agora que o Dantas está indiciado judicialmente, a imprensa perde o interesse pela história. Não vai atrás de informações, não vai atrás da literatura existente sobre o caso. É curioso.

Do oleododiabo

Julho 21, 2008

STF deve liberar candidatos com ficha suja para eleições

Apesar da pressão dos Tribunais Regionais Eleitorais e da Associação dos Magistrados do Brasil (AMB), o Supremo Tribunal Federal (STF) não vai barrar os candidatos com ficha suja que disputarão as prefeituras e as vagas nas Câmaras Municipais em outubro. O Supremo deixou para agosto - na volta do recesso - o julgamento de um recurso da AMB, mas os ministros da corte já dão como fato consumado a tese de que o tribunal não tem mesmo como barrar os candidatos ficha-suja.

Prevalecerá entre os ministros o entendimento de que não se pode punir o candidato simplesmente porque ele responde a processo judicial e a atual Lei de Inelegibilidades não cria nenhum critério de avaliação da vida pregressa dos políticos.

O Supremo reforçará, portanto, a determinação de que a Justiça Eleitoral só pode negar o registro do candidato se houver condenação em última instância. A tese de que os candidatos com vários processos na Justiça devam ser barrados pela Justiça é defendida pelo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Carlos Ayres Britto, e por diversos TREs, principalmente o do Rio. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Do Diário do Nordeste

Julho 18, 2008

Juiz De Sanctis anuncia férias e critica mudanças na lei para PF virar polícia "faz-de-conta"

Abatido e com os olhos marejados,(segundo conta a Folha) o juiz federal Fausto Martin De Sanctis, que mandou duas vezes o banqueiro Daniel Dantas para a prisão, afirmou ontem que não vai se intimidar diante de eventuais ameaças ou tentativas de desacreditar o seu trabalho.

"Estou exaurido", disse em tom de desabafo. O juiz revelou que entrará em férias por 15 dias na próxima segunda-feira. Segundo ele, já estavam programadas "há muito tempo".

De Sanctis tem sido criticado pelo presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Gilmar Mendes, e por advogados criminalistas. O ministro, que determinou a soltura imediata de Dantas, enviou cópia da decisão do juiz a órgãos que investigam magistrados. Ao mesmo tempo, defensores do banqueiro pediram formalmente ao próprio juiz que se afaste do caso.

"Não sei o que está por trás de tudo isso. As pessoas parecem que não querem que eu tome decisões. Não sei o porquê. O importante é que vou continuar. A minha decisão pode estar certa ou errada, mas é a convicção de um juiz independente", disse De Sanctis.

Questionado sobre eventuais ameaças, disse que isso "não é o que mais importa". "O que importa é que eu não deixo de agir por medo. Se um juiz é passível de ameaças? É. Mas essas ameaças não podem tolher o exercício da função", afirmou.

Sobre eventual pedido de proteção policial, repetiu: "Isso não importa" -o juiz se encontrou ontem com o superintendente da PF em São Paulo, Leandro Coimbra, que disse ter tratado de outro assunto.

Durante a entrevista concedida ontem na sala de audiência da 6ª Vara Criminal de São Paulo, De Sanctis se mostrou nervoso. Reclamou dos repetidos flashs com uma fotógrafa. Pelo menos por quatro vezes teve lapsos de memória enquanto falava. Ressaltou que não falaria do caso específico, mas de forma genérica. Insistiu ainda para que suas declarações não fossem deturpadas.

Somente quando começou a discorrer sobre legislação criminal é que De Sanctis pareceu recobrar a tranqüilidade, que o acompanhou até o final da entrevista. Criticou duas novas leis que, segundo ele, irão "inviabilizar a investigação criminal no Brasil".

"Que interesse está por trás disso? Quem não quer que a Polícia Federal trabalhe? Se for assim, vamos fechar as portas da PF. Não dá para ter um órgão de faz-de-conta", afirmou.

Quando declarou isso, o juiz tratava especificamente das leis recentemente aprovadas no Congresso, a 11.689 e a 11.690, ambas de 2008, que modificam o Código de Processo Penal. Ele afirmou não estar se referindo ao caso do banqueiro Daniel Dantas nem ao afastamento do delegado Protógenes Queiroz da investigação.

"Por favor, que isso fique bem claro, eu não quero falar do caso concreto."

Polícia Federal

De Sanctis evitou comentar a saída de Protógenes. Afirmou que isso é uma questão interna da Polícia Federal e que só espera que o novo delegado tenha o espírito investigativo.

Sobre o pedido de afastamento formulado pelo advogado de Dantas, afirmou que analisará isso depois dos 15 dias de férias. "Esse é um instrumento legal. Vejo com serenidade. Já sofri isso em outros processos, como no caso do banco Santos e do MSI-Corinthians. Em nenhum momento os pedidos foram acatados pelo tribunal."

Por: Helena™

Julho 14, 2008

ABIN - NOTA À IMPRENSA

Em razão de notícias veiculadas em setores da mídia envolvendo equivocadamente o nome da Agência Brasileira de Inteligência em relação a assunto apurado pela Polícia Federal na Operação Satiagraha, que investiga possíveis crimes praticados pelo banqueiro Daniel Dantas e outros, cumpre esclarecer o seguinte:

1. A Abin não realiza quaisquer atividades para as quais não possua respaldo na legislação em vigor. Por isso, considera absurdas e levianas as declarações de que tenha executado monitoramento telefônico de quaisquer pessoas, sejam elas do setor público ou privado;

2. A Direção Geral não tem e não teve nenhuma participação ou iniciativa, muito menos ingerência, nos fatos que resultaram na referida operação policial. Desde que deixou a Direção do Departamento de Polícia Federal, em agosto de 2007, o atual Diretor-Geral da Abin dedica-se exclusivamente a sua função;

3. A Abin, na condição de órgão central do Sistema Brasileiro de Inteligência, pode e deve operar em cooperação com os demais órgãos públicos em ações que não lhe sejam vedadas, como realizar consultas em bancos de dados, análises de inteligência e, sempre que possível, no suporte logístico. Para tanto, caso solicitada, estará sempre à disposição dos órgãos parceiros, para auxiliar em trabalhos de sua atribuição, como ocorre em algumas grandes investigações, que, não raro, contam com a participação de integrantes de vários órgãos da Administração Pública Federal.

ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO SOCIAL
(61) 3445-8301/8406
acom@abin.gov.br

Julho 12, 2008

Inflação assombra a América Latina"

Aumento da inflação na América Latina se transformou em teste de credibilidade para estabilidade econômica, diz revista.

Segundo a revista The Economist, ao contrário dos países desenvolvidos, a América Latina não foi tão afetada pela crise global de crédito até agora, e muitas de suas economias continuam crescendo rapidamente, impulsionadas pela demanda por suas exportações de commodities.

No entanto, afirma a reportagem, o boom no mercado de commodities começa a ter um efeito menos desejável: o aumento nos preços dos alimentos e dos combustíveis, que está empurrando para cima os índices de inflação na região.

A Economist afirma que, de acordo com o FMI, a taxa média de inflação na região aumentou para 7,5% em abril, em comparação a 5,2% no mesmo período do ano passado. Segundo a revista, a taxa real pode ser maior, já que na Argentina, a inflação oficial de 9,1% "é provavelmente menos da metade da taxa real".

Divisão

De acordo com a revista, há uma divisão na região. "Por volta da virada da década, muitos dos maiores países adotaram câmbio flutuante e metas de inflação, administrados por bancos centrais mais ou menos independentes", diz o texto.

"Outro grupo de países - incluindo Argentina e Venezuela - deram maior prioridade ao crescimento do que à estabilidade dos preços."

No entanto, a reportagem afirma que mesmo entre o primeiro grupo de países, a inflação tem aumentado.

"Como resposta, os bancos centrais do Chile, da Colômbia, do México e do Peru começaram a aumentar as taxas de juros no ano passado. Mesmo assim, eles não cumpriram suas metas de inflação, na maioria dos casos pela primeira vez", diz o texto.

Brasil


A reportagem dá destaque ao Brasil. "Sob gritos de protesto, o Banco Central do Brasil interrompeu três anos de relaxamento monetário em outubro passado", diz a revista.

"Desde então, aumentou a taxa básica de juros em um ponto percentual. Mesmo assim, a inflação está próxima do limite superior da meta de 4,5% com margem de dois pontos percentuais para mais ou para menos", afirma o texto.

A revista afirma que o governo brasileiro está otimista de que a inflação cairá até o final do ano, mas o povo brasileiro está preocupado com o aumento nos preços da cesta básica.

A Economist diz que a inflação atinge mesmo países que tiveram crescimento lento, como o Chile e o México.

De acordo com a revista, o teste será se a inflação na América Latina vai ou não cair até o fim do ano. "Se não, serão necessárias ações mais drásticas."

A reportagem afirma que a alta dos preços já ameaça levar milhões de latino-americanos de volta à pobreza.

Segundo a Economist, "os mais sábios entre os políticos da região sabem que, por mais que custe caro, a luta contra a inflação é uma (luta) que eles não podem perder".

Da BBC Brasil

Julho 09, 2008

Lula já sabia há bastante tempo que dentro da PF existe um grupo de policiais tucanos

O Lula que não é bobo, transferiu o Paulo Lacerda da PF para a ABIN, justamente, para investigar que são esses policiais tucanos. O Paulo Lacerda e o Protógenes são da confiança do Lula.

O Luiz Eduardo foi colocado na PF exatamente por ser amigo do Dantas. O Luiz Eduardo teve todos os seus passos e telefonemas monitorados todo o tempo pelo pessoal da ABIN que repassava as informações ao Paulo Lacerda que passava para o Protógenes.

A operação contra o Daniel Dantas ocorreu à revelia do Luiz Eduardo e deu no que deu: prisão do DD e outras bandidos.

Mais de 100 pessoas serão presas nos próximos dias. Estão todos desesperados, se movimentando e alimentando a PF com mais provas.

A artista da Globo que conversa com um papagaio também está no rolo e ela sabe disso. Isso explica o ódio que ela tem do Lula. Aliás, ela é colada com o Maluf, que já foi preso pelo Protógenes, e aprendeu como enviar grana prá fora sem pagar imposto.

Por Stanley Burburinho

Julho 07, 2008

Campanha nas ruas esvazia Congresso em Brasília

Iniciada a campanha eleitoral, os parlamentares desviam o foco de suas atenções para os municípios e a tendência é que o movimento no Congresso, esta semana, confirme um esvaziamento já esperado. O número estimado de congressistas candidatos é de 85 deputados e três senadores. Com pelo menos um quinto do parlamento às voltas com as eleições e a proximidade do recesso de julho, as votações no Congresso diminuem.

Com as pautas da Câmara e Senado trancadas por Medidas Provisórias (MPs), os líderes partidários fazem esforços para votar projetos antes do recesso parlamentar - que vai de 18 a 31 de julho.

Nas comissões técnicas, há perspectivas de trabalho, esta semana, com importantes assuntos a serem discutidos e votados, como o projeto que descriminaliza o aborto na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara e o projeto que impõe normas mais rígidas de inelegibilidade para impedir os candidatos de "ficha suja", que será analisado na CCJ do Senado.

Também haverá audiência pública na Comissão de Seguridade Social da Câmara para discutir o projeto que altera a forma de cálculo dos benefícios da Previdência Social – o chamado fator previdenciário. A matéria já foi aprovada no Senado.

Em busca de acordo

Nesta terça-feira (8), os líderes dos partidos do governo e da oposição devem participar de reuniões em busca de acordos. Está prevista também para amanhã ou quarta-feira (9) a votação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) em sessão conjunta do Congresso. A LDO traz as indicações para a elaboração do Orçamento do ano que vem. Sem a aprovação da matéria, o Congresso não pode entrar em recesso.

O presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), vai reunir os líderes de partidos da base e de oposição para ver se fecham uma agenda. O acordo está difícil porque a oposição – que vem adotando a estratégia de obstrução, não quer a liberação da pauta porque, se for liberada, o primeiro item a ser apreciado é a Contribuição Social para a Saúde (CSS), que vai financiar o setor da saúde.

Prioridade de cada um


O projeto de lei que amplia o alcance do Super Simples é a única matéria de consenso entre governistas e oposição. Os dois lados incluíram o projeto nas listas de prioridades a serem votadas nos esforços concentrados programados para agosto e setembro, antes das eleições.

As matérias prioritárias da base governista são a reforma tributária, os projetos que tratam do sistema de cotas nas universidades públicas, da gestão das agências reguladoras, do aumento da licença- maternidade para seis meses e do Estatuto do Desporto, além das chamadas PEC da Juventude e do Trabalho Escravo, entre uma lista de 28 ítens.

A bancada do PCdoB tem a sua própria lista, que inclui matérias de interesse da base aliada, como o projeto do sistema de cotas nas universidades públicas, o estágio para estudantes, o Estatuto do Desporto, a PEC da Juventude e do Trabalho Escravo, além da redução da jornada de trabalho, da Defensoria Pública e a da Convenção 158.

No Senado

No senado, a situação se repete. A pauta do plenário está trancada por quatro MPs, aguardando os acordos políticos entre os senadores. As matérias mais importantes estão sendo discutidas nas comissões, como o projeto que impõe normas mais rígidas de inelegibilidade para impedir os candidatos de "ficha suja" que será analisada na CCJ. Mas as novas regras, se aprovadas, não servirão para as eleições deste ano, que ficarão a cargo da justiça eleitoral.

Na CCJ do Senado, está previsto também um debate sobre mudanças na Lei de Responsabilidade Fiscal com a participação do ex-ministro da Fazenda, Mailson da Nóbrega. Uma das propostas é flexibilizar as regras para permitir que empresas e autarquias dos Estados e Municípios que gastam com a folha de pagamentos mais do que 60% de suas receitas, possam tomar empréstimos.

A CCJ deve votar também a chamada lei do gás, um projeto que trata do transporte e distribuição do produto. A proposta é do Executivo, já foi aprovada na Câmara, mas ainda depende de acordo entre governo e oposição.

Calendário de funcionamento

Na reunião, o Presidente da Câmara quer também definir um calendário de funcionamento da Casa em agosto e em setembro, já que cerca de 20% dos deputados vão disputar as eleições e o restante estará empenhado em eleger seus aliados que darão suporte para as eleições de 2010.

A tradição da Câmara é realizar um recesso branco com períodos de votações concentradas em duas semanas de agosto e uma de setembro. No entanto, Chinaglia quer manter sessões de votações nas terças e quartas-feiras durante todo o período pré-eleitoral.

Por Márcia Xavier

Junho 30, 2008

Para Lula, mundo se curvará diante dos biocombustíveis

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu os biocombustíveis na noite deste domingo (29), durante o lançamento do novo Gol, na fábrica de Volkswagen em São Bernardo do Campo, na grande São Paulo.

Acompanhado por políticos, sindicalistas e executivos da montadora, Lula lembrou em discurso que em 2003, na mesma Volkswagen de São Bernardo do Campo, participou do lançamento da versão flex do Gol, primeiro carro do país capaz de rodar com gasolina, álcool e a mistura de ambos os combustíveis. Hoje a tecnologia de motores bicombustíveis está presente em mais de 80% dos veículos vendidos no país, ajudando a movimentar a indústria alcooleira e atraindo críticas de nações desenvolvidas, que mostram preocupação com a inflação e a escassez de alimentos.

"Haverá o momento em que o mundo irá se curvar aos combustíveis renováveis e aí o Brasil irá poder vender muito mais carros produzidos aqui no Brasil", afirmou Lula a uma platéia de cerca de 10 mil pessoas, funcionários e concessionários da Volkswagen em sua maioria, que se reuniram em uma arena montada pela empresa.

O presidente afirmou ainda que em 2003 recebeu representantes da indústria automotiva em Brasília que reclamavam da crise pela qual o setor atravessava. Lula afirmou que na época dizia aos empresários para terem paciência: "Era uma choradeira que parecia criança na hora de mamar. E eu dizia que vocês têm que ter paciência, porque as coisas vão acontecer neste país."

O ano de 2003 foi considerado um dos piores da história da indústria automotiva brasileira, quando o setor amargou índices de capacidade ociosa de cerca de 50%. Na época, montadoras reivindicavam junto ao governo um plano que estimulasse um desenvolvimento de longo prazo para o setor, que encerrou aquele ano com vendas de 1,3 milhão de automóveis e comerciais leves.

Desde então a situação se inverteu e atualmente montadoras como a Volkswagen operam à plena capacidade motivadas por forte crescimento do mercado interno. A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) estima vendas recordes de 3,06 milhões de veículos no Brasil em 2008, alta de 24 por cento sobre 2007, que já tinha registrado expansão acima dos 20%.

"O novo Gol será motivo de inveja para muitos países que pensam que são mais desenvolvidos que o Brasil. Eles vão perceber, e a Volkswagen graças a Deus percebeu, que a criatividade do povo brasileiro não é apenas no futebol ou no samba", afirmou Lula, acompanhado pelo ministro da Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge e pelo presidente da Câmara dos Deputados, Arlindo Chinaglia (PT-SP).

Fonte: Reuters

Junho 23, 2008

PSDB define Alckmin candidato à prefeitura de São Paulo

O ex-governador Geraldo Alckmin é o candidato do partido às eleições para a prefeitura de São Paulo. Uma prévia feita por alckmistas e a organização da convenção garantem a vitória do candidato. De um total de 1.344 convencionais, 1.164 compareceram. Ao todo, 1.037 defenderam a escolha do ex-governador como nome oficial do partido na corrida eleitoral pela prefeitura de São Paulo. Houve 94 votos contrários a Alckmin, 20 nulos e 13 brancos.

Alckmin chegou à convenção acompanhado apenas pela mulher, Maria Lúcia. Os mais otimistas membros do partido esperavam que o governador José Serra e o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso estivessem ao lado de Alckmin em sua chegada.

Sobre o racha do partido em relação a sua candidatura, Alckmin respondeu ser "natural que dentro de um partido grande como é o PSDB exista divergência de pensamentos. O tempo da divergência acabou. Agora todos estarão unidos em minha campanha".

O candidato ainda tentou diminuir a importância da ausência do governador: "Não tenho nenhuma divergência com José Serra. Eu sempre o apoiei e sei que ele me apoiará agora. Nossa divergência é apenas de fuso horário", alegou.

Partido rachado


Quando decidiu sair candidato a prefeito, em meados do ano passado, Alckmin revelou mais uma disputa interna no partido, que se dividiu entre a sua candidatura e o apoio à reeleição do prefeito Gilberto Kassab.

Os favoráveis a Alckmin, liderados pelos deputados federais Silvio Torres e Edson Aparecido, de um lado, e os que estão ao lado de José Serra — que queria o apoio ao atual prefeito —, liderados pelo vereador Gilberto Natalini e o secretário de Esportes, Walter Feldman, de outro lado, protagonizaram uma divisão que muitos vaticinam como de graves conseqüências nas eleições de 2010 para governador e presidente.

Uma denúncia de aliciamento de delegados do partido ajudou ainda mais a contribuir com a péssima relação entre as duas facções.

Segundo Pedro Vicente, que apóia Alckmin e é presidente do diretório do PSDB no Jardim São Luís, na zona Sul de São Paulo, disse que recebera uma proposta de R$ 100 mil "da parte de vereadores do PSDB" para assinar a lista em favor da chapa encabeçada pelo atual prefeito Gilberto Kassab (DEM).

Diante da denúncia, o governador José Serra determinou que seu grupo renunciase à disputa, deixando livre caminho para os defensores da candidatura própria. Natalini apontou que houve pressão "nacional, de lideranças estaduais de vários locais e da bancada" para a decisão.

O secretário municipal de Esportes, Walter Feldman, disse, na manhã deste domingo, que será impossível os secretários tucanos, que fazem parte do governo Kassab, caminhar junto a Alckmin nestas eleições.

Vermelho.org

Junho 19, 2008

Modus Operandi - Em ano eleitoral, Globo vende prefeito ético

O colunista Daniel Castro informa as últimas maracutais Global. Conta ele que a TV Globo está oferecendo a anunciantes oportunidades de merchandising em uma trama política de "A Favorita". O plano comercial da novela informa que o dentista Elias, personagem de Leonardo Medeiros, será eleito prefeito da fictícia cidade de Triunfo, derrotando Didu (Fabrício Boliveira), filho do corrupto deputado Romildo Rosa (Milton Gonçalves). Na semana passada, Elias, que atende pessoas carentes gratuitamente, salvou crianças de um incêndio.

Segundo o plano comercial, Elias "faz de tudo para ver o crescimento da cidade. Quando na prefeitura, fecha acordos e parcerias com várias empresas, as melhores do mercado, sempre visando o melhor para o município e seus cidadãos". Trata-se de sugestões para organizações que tenham interesse em relacionar suas marcas a boas gestões públicas.

A eleição de Elias coincidirá com a campanha eleitoral. Ou seja, a novela da Globo deverá ter embate entre político ético e político corrupto logo após o horário eleitoral gratuito.

Por: Helena™

Junho 10, 2008

Lula diz que falta autoridade moral e ética a críticos de Dilma

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva qualificou de "abominável" o que chamou de ilações contra a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, no caso da venda da Varig. Lula afirmou também que as acusações partem de pessoas sem autoridade moral e ética.

Potencial candidata à sucessão de Lula, em 2010, Dilma foi acusada pela ex-diretora da Agência Nacional de Aviação Civil, Denise Abreu, de pressionar o órgão regulador para favorecer os compradores da VarigLog e da Varig.

"Eu acho abominável e a história haverá de fazer o julgamento das ilações que estão sendo feitas contra a ministra Dilma", disse Lula a jornalistas após participar da abertura da 15a Hospitalar, nesta terça-feira.

A VarigLog, empresa de cargas, foi vendida pela Varig em janeiro de 2006 a uma sociedade entre o chinês Lap Chan (dono do fundo norte-americano Matlin Patterson) e empresários brasileiros. Estrangeiros não podem ter participação superior a 20 por cento em empresas aéreas brasileiras. Seis meses depois, a VarigLog comprou a Varig por 24 milhões de dólares e a vendeu para a Gol, em março de 2007, por 320 milhões de dólares.

Lula insistiu que coube ao Poder Judiciário aprovar a nova configuração societária da Varig, em 2006.

"O caso da Varig é um caso que passou pela Justiça, começou na Justiça, terminou na Justiça e foi um juiz que comandou todo o processo", disse Lula, enfatizando que somente a Justiça deliberou nesse caso.

Lula não mencionou nomes, mas foi duro no ataque aos críticos de Dilma.

"As pessoas que estão fazendo ilações contra a ministra Dilma não têm sequer autoridade moral e ética. De qualquer forma, isso faz parte do jogo político brasileiro. Tem gente que levanta e vai dormir todo dia torcendo para encontrar alguma coisa para prejudicar o governo", disse Lula.

O presidente afirmou que quem acusa a ministra vai ficar desmoralizado porque, segundo ele, as acusações não têm fundamento.

Por Carmen Munari(Reuters)

Junho 04, 2008

Demos levam inferno a ninho tucano

Enquanto a nossa candidata a prefeita Marta Suplicy sai à luta no que costuma se chamar popularmente em "céu de brigadeiro", com pesquisa favorável e uma entrevista que mostra seu perfil político inteiro, na oposição segue o desespero entre tucanos e demos na disputa Alckmin-Kassab.

Tanto que, segundo informação da Folha, o presidente municipal do PSDB José Henrique Reis Lobo teria enviado e-mail pedindo aos tucanos que não assinassem a proposta para manter a aliança com o DEM – com Kassab candidato, e um tucano como vice. Lobo confirma que o "PSDB corre o risco de sair ferido mortalmente".

Do blog do Dirceu

Junho 01, 2008

Formação de quadrilha e homicídio estão entre as acusações feitas aos deputados que mandaram soltar Álvaro Lins

Fiquei indignada quando vi na tv a notícia de que os deputados do Rio votaram pela ilegalidade da prisão do colega Álvaro Lins. A constituição garante esse poder às assembléias estaduais. Por 40 votos a 15, eles decidiram pelo relaxamento da prisão. Álvaro Lins foi solto pouco depois.Lendo os jornais de hoje, vejo no Estadão que, quase metade de seus integrantes eleitos em 2006 denunciados agora por diversas acusações - estelionato, improbidade e até formação de quadrilha e homicídio -, a Assembléia Legislativa do Rio enfrenta a maior crise de credibilidade de sua história recente. Dos 70 deputados, 33 estão na mira do Ministério Público Estadual, do Tribunal de Justiça, do Tribunal de Contas do Estado (TCE) e até do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), que quer barrar candidaturas de políticos com antecedentes criminais

Recentemente,14 deputados foram acusados de envolvimento na contratação de fantasmas para desviar benefícios; um passou a ser processado por envolvimento com uma milícia; outro foi denunciado por homicídio; mais um chegou a ser preso por lavagem de dinheiro. Mas a Assembléia só cassou dois mandatos, de Jane Cozzolino (PTC) e Renata do Posto (PTB), e o preso foi libertado por iniciativa dos colegas.

No caso das contratações de fantasmas, o Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Assembléia pediu punição para oito deputados - outros três ainda estão sob investigação na Corregedoria. Mas o plenário só cassou dois. Os demais foram inocentados pelos colegas, embora ainda estejam sob investigação do Ministério Público Estadual ou da Justiça.

"Tive um trabalho danado, todo mundo me odiando, e a coisa não andou", reclama o presidente do Conselho de Ética, Paulo Melo (PMDB). "É a mesma coisa que ser padre no inferno." No caso de seu colega Álvaro Lins (PMDB) - ex-chefe da Polícia Civil, preso em flagrante por lavagem de dinheiro pela Polícia Federal na quinta-feira, durante a Operação Segurança Pública S.A. -, porém, Melo se mobilizou para libertá-lo. A Assembléia se reuniu na sexta-feira e aprovou projeto de resolução libertando-o no mesmo dia.

O deputado Edson Albertassi (PMDB), que no conselho relatou seis dos processos sobre fraudes na contratação de funcionários, diz que já esperava que o plenário absolvesse a maioria dos acusados. "Mesmo assim, o resultado decepciona."

A grande proporção de parlamentares que responde a processo criminal e/ou enfrenta investigações ajuda a explicar a inédita mobilização que lotou a Assembléia na sexta-feira, dia normalmente vazio, para aprovar, por 40 votos a 15, a revogação da prisão de Lins. A PF o acusa de, ainda como delegado, durante o governo Anthony Garotinho, ter cometido crimes de corrupção, facilitação de descaminho (importação de produtos sem pagar impostos), contrabando, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha.

Fantasmas

Albertassi calcula que, desde janeiro de 2007, foram desviados da Assembléia R$ 4 milhões com a contratação de fantasmas para desvio de benefícios, esquema que ficou conhecido como bolsa-fraude.

Servidores de vários deputados foram acusados de enganar pessoas pobres, que eram nomeadas funcionárias em gabinetes, com participação dos parlamentares, que assinavam as contratações. Todas tinham filhos, supostamente para que tivessem direito ao auxílio-educação pago pela Casa - de R$ 450 por aluno. Em depoimentos, essas pessoas disseram que nem sabiam de suas contratações, que foram levadas a fornecer documentos acreditando que iriam receber o Bolsa-Família. As ações também envolviam crianças inexistentes, com certidões falsificadas.

"De 52 funcionários no gabinete de Jane Cozzolino, 49 tinham auxílio-educação", conta Albertassi. Segundo a denúncia do Ministério Público, só no gabinete de Jane eram desviados R$ 185.500 por mês, com pagamentos para 279 filhos. Renata do Posto tinha 16 funcionários beneficiados, com 74 filhos.

Há duas semanas, o procurador-geral de Justiça, Marfan Martins Vieira, denunciou por estelionato e formação de quadrilha Jane, Renata e os deputados Tucalo (PSC), João Peixoto (PSDC) e Édino Fonseca (PR). Deixou de denunciar Délio Leal (PMDB) e o próprio Lins por insuficiência de provas, mas enviou os processos para a 1ª Central de Inquéritos, para que seja investigado o envolvimento de pessoas que não têm mandato.

Liga

O deputado Natalino José Guimarães (DEM) responde, no Órgão Especial do Tribunal de Justiça, a processo por integrar a milícia "Liga da Justiça", grupo de policiais acusado pelo Ministério Público de dominar comunidades carentes da zona oeste, cometendo extorsão e homicídios. O vereador Jerominho (PMDB), irmão do deputado, está preso, também acusado de ser da "Liga". Natalino disse à Justiça ser inocente e atribuiu a acusação a perseguições que teriam começado depois que apontou supostas irregularidades na Polinter.

Geraldo Moreira (PMN) é acusado de ter ordenado o assassinato a tiros do médico Carlos Alberto Peres Miranda, namorado de sua ex-mulher. Ele também se diz inocente. A denúncia está sob exame no TJ....Agora entendi por que os deputados votaram pela ilegalidade da prisão do colega Álvaro Lins

Por: Helena™

Maio 29, 2008

Apagão tucano na educação de São Paulo

Conforme reportagem publicada hoje em um dos folhetins da própria mídia nacional tucana (Folha de São Paulo), a escola pública da Secretaria de Educação do Estado de São Paulo que ficou melhor classificada no Exame Nacional de ensino Médio, o ENEM, encontra-se na 913ª posição, atrás de 849 escolas particulares e 62 técnicas públicas, além da Escola de Aplicação da Faculdade de Educação da USP.

De acordo com os resultados aferidos pelo ENEM, nenhum colégio estadual paulista regular alcançou a média da rede privada (64,1) e 71% tiveram média no exame menor do que 50% disso. E o que é pior: metade das escolas do Estado de São Paulo não alcançou a média nacional da rede pública.

O chocante nisso tudo é que o governador José Serra, que teve como uma de suas principais bandeiras de campanha eleitoral em 2006 o ensino público vive aparecendo na propaganda gratuita veiculada pela televisão tecendo loas sobre a Educação do Estado.

De se concluir, pois, que, ou a propaganda tucana na TV é enganosa, ou os tucanos, apesar de estarem há 13,5 anos no governo do Estado, não têm competência para oferecer uma educação de qualidade aceitável ao povo paulista.

É bom lembrar que os 26 Estados Estados da Federação, inclusive o DF, introduziram as disciplinas de Sociologia e Filosofia nos seus currículos do ensino fundamental e médio. O único Estado que resolveu peitar o MEC alegando que não está obrigado a obedecer as resoluções do Conselho Nacional da Educação é o Estado de São Paulo, de José Serra (PSDB), que não só se recusou a incluir essas disciplinas no ensino médio como também RETIROU as disciplinas de Psicologia, Sociologia e Filosofia da Educação do curso de Magistério de nível médio, alegando que o Estado de São Paulo não tem dinheiro para contratar professores para essas disciplinas!!!

Mas a mídia tucana esconde que não faltou dinheiro para o governo do Estado de São Paulo para firmar, como de fato ele firmou, um contrato com a Editora Abril (a mesma que publica a revista Veja) para fornecer cartilhas para o ensino formal a todos os alunos da escola pública estadual paulista.

Resultado: a melhor escola do Estado de São Paulo ficou classificada na 913ª posição na aferição do ENEM.

Por: Rosa Maria Cocco

Maio 13, 2008

Reconhecimento - Imprensa britânica destaca momento econômico do Brasil

Avaliações positivas sobre o Brasil continuam surgindo na imprensa britânica. A edição de hoje do jornal Financial Times (FT) diz que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve deixar o cargo em 2010 como "o presidente do grau de investimento". Já seu antecessor, Fernando Henrique Cardoso, ficou conhecido como o "presidente do apagão.

Já para o jornal The Guardian, "o país do futuro finalmente chegou", conforme edição de sábado.

As duas publicações destacam os avanços econômicos obtidos pelo Brasil nos últimos anos. "Após anos de desaceleração, a economia está zunindo alegremente. O investimento, o crédito e o emprego estão em níveis não vistos há décadas. O consumo está galopando, assim como a popularidade do Sr. Lula da Silva", afirma o Financial Times .

"Apesar da crise econômica, o governo brasileiro recentemente elevou a projeção de crescimento para este ano a 5% - menor do que os outros países emergentes em destaque, conhecidos como Bric - Rússia, Índia e China - mas impressionante para um país em desenvolvimento", aponta o The Guardian.

O jornal lembra que durante muitos anos o Brasil foi tratado como "o país do futuro", mas uma série de crises políticas e econômicas fazia com que essa condição não fosse atingida. "Agora as coisas parecem estar mudando", afirma. "De laranjas e minério de ferro a biocombustíveis, as exportações brasileiras estão crescendo rapidamente, criando uma nova geração de magnatas."

Gargalos

Para o Financial Times , resta saber se a "extraordinária" sorte política de Lula vai continuar. O jornal lembra que o presidente superou o escândalo do mensalão. No entanto, o Congresso está paralisado. Além disso, a política fiscal do País, ao contrário da monetária, continua heterodoxa, com aumento dos gastos públicos e da dívida interna.

Com o Congresso em pouca atividade, é improvável que a política fiscal brasileira passe por mudanças, avalia o Financial Times . "Esse pode não ser um problema imediato, desde que os preços das matérias-primas (commodities) continuem elevados e o investimento estrangeiro direto (IED) siga cobrindo o recém adquirido déficit em conta corrente brasileiro (saldo negativo de todas as transações do País com o exterior)."

Conforme o The Guardian, os efeitos de uma possível queda nas cotações das commodities levantam incertezas. "Alguns acreditam que isso resultaria em um final dramático para o ''boom'' do Brasil", diz. "Outros questionam se os sistemas de infra-estrutura e de educação são fortes o suficiente para manter o momento econômico.".

Por Leandro Amaral

Maio 09, 2008

Chega - Que coisa feia!

Comissão de Constituição e Justiça da Câmara aprova proposta apenando o Ministério Público por cumprir com o cristalino dever. Trata-se de sugestão com propósitos determinados. Isso, considerando que o autor é o deputado Paulo Maluf, de São Paulo, acusado de furto, formação de quadrilha e proibido de sair do Brasil...O será que, alguém aqui no Brasil já esqueceu das palavras do, promotor distrital de Nova York, Robert Morgenthau, quando disse, acreditar que o deputado Paulo Maluf (PP-SP) "roubou" US$ 120 milhões dos cofres públicos quando foi prefeito de São Paulo (1993-96)."Cobramos Maluf por US$ 11,5 milhões [R$ 23,2 milhões] porque nós temos as provas. Mas nós achamos que ele roubou US$ 120 milhões [R$242,7 milhões] naquele projeto", disse o promotor. O projeto ao qual ele se refere é a construção da avenida jornalista Roberto Marinho.[+]

A Comissão de Constituição e Justiça da Câmara aprovou ontem, por 30 votos a 11, o projeto de lei de autoria do deputado Paulo Maluf (PP-SP) que possibilita a condenação de integrantes do Ministério Público ao pagamento de custas processuais, mais honorários, caso patrocinem ações cíveis "com má-fé", "intenção de promoção pessoal" ou "visando perseguição política".

"O que estão querendo fazer é tentar inibir o Ministério Público de propor ações contra os ladrões do erário público". Essa foi a reação do presidente da Associação Nacional dos Membros do MP, José Carlos Cosenzo, sobre a aprovação na CCJ do PL 265/07, do deputado Paulo Maluf (PP-SP). Para o MP, é uma tentativa de intimidação.

Por Helena

Maio 06, 2008

OPOSIÇÃO ESFACELADA

Em 2005 a oposição estava se achando o máximo, estava se achando a última pelanca do cirurgião plástico. CPIs, denuncia do suposto mensalão, que na verdade nunca passou de caixa 2. Ameaças de surras, ofensas, calunias, factóides, não faltaram. Se uniram com a mídia em uma cruzada para derrubar o presidente Lula. Diziam que iriam fazer o presidente Lula sangrar até 2006, que iriam acabar com essa raça.

Em 2006 os abutres estavam crentes que levariam a presidência, usaram até os mortos do acidente da GOL para esse propósito. Contavam que com a exposição das CPIs, com os holofotes da mídia, eles tinham feito sucesso, tinham desgastado o governo e o presidente Lula e que Alckmin estava eleito. Fizeram uma campanha de baixíssimo nível, a ordem dada pelos abutres mor, FHC, Bornhausen, Arthur Virgílio, Agripino Maia, era bater, bater, e bater.

O final dessa nefasta tática da oposição é de conhecimento mundial. O presidente Lula se reelege, em segunda votação histórica, o Alckmin conseguiu a façanha de ter menos votos do 2º turno do que no primeiro, Arthur Virgílio um dos abutres mor teve 5% de votos no seu estado Amazonas, aonde o presidente Lula teve mais 80% dos votos. Hoje 2008, o presidente Lula tem 70% de aprovação pessoal, e 58% acha o governo Lula ótimo.

Os abutres estão sangrando, eles estão esfacelados.Diante do imenso sucesso do governo Lula, os abutres estão sem rumo, sem discurso, e com tanta gana pelo poder que estão se auto destruindo. O PSDB não está rachado, está fragmentado, mais um pouco vira pó. O que se viu ontem em SP, no diretório do PSDB, para a escolha do candidato a prefeitura de SP, mostra a magnitude do fragmento da oposição. O DEM eterno rabo do PSDB, e o PMDB do Quércia, foram humilhados pelo PSDB, o vereador do PSDB, Tião Farias disse:" aliança com o DEM e com o Quércia não dá". Gilberto Natalini, vereador do PSDB, defendeu na reunião a desistência de Alckmin em prol da reeleição de Kassab. Parte do PSDB quer Kassab, e parte quer Alckmin, isso tudo de olho grande nas eleição para presidente em 2010.Alckmin em 2006 passou uma rasteira no Serra e saiu candidato, contrariando a maioria do PSDB. Serra em 2008 passa uma rasteira no Alckmin e apóia Kassab do DEM,com aval de Quércia do PMDB, já pensando em 2010.Tudo regado a muita baixaria, palavras de baixo calão, xingamento, ofensas.

Eles querem ser prefeitos, para fazer de SP trampolim para o governo do estado e para a presidência. Do mesmo modo que fez Serra, mentindo, enganando. Programa de governo, programa partidário, ideologia, eles não tem, são incompetentes. Eles não tem o que mostrar de bom que tenham feito pelo país, pelas pessoas, para as pessoas. Ninguém esquece os malditos 08 anos de FHC. A oposição está esfacelada, e vai sangrar muito mais até 2010.

Por Jussara Seixas

Abril 25, 2008

PIADA DO ANO - FHC entra em lista de 100 maiores "Intelectuais" do mundo

PRIMEIRO O MUNDO. DEPOIS, O UNIVERSO (Estou morrendo de inveja).

O sociólogo do JAÇANÃ, tucano, entreguista, neoliberal, boca-mole, ex-presidente e ex-qualquer-coisa, o COISA-RUIM Fernando Henrique Cardoso foi selecionado como um dos 100 intelectuais públicos mais importantes da atualidade, em uma lista divulgada nesta quinta-feira pela revista americana Prospect.

A lista é a deixa para uma votação em que o público selecionará os cinco nomes que consideram os mais importantes (COM CERTEZA não será O COISA-RUIM TUCANO). Com base nos resultados, a revista criará um ranking dos principais intelectuais por ordem de importância.

Segundo a publicação, a escolha dos candidatos foi feita com base em "critérios simples": os intelectuais tinham que estar vivos e ativos na vida pública. Além disso, deveriam demonstrar excelência(?) na sua área de atuação e habilidade em influenciar debates internacionais.

Para ser selecionado, NÃO VALE ser o causador de:

QUEBRA DA ECONOMIA DO PAÍS QUE (DES)GOVERNOU, DILAPIDAÇÃO DO PATRIMÔNIO PÚBLICO, AUMENTO DE ENDEMIAS, EPIDEMIAS, ARRITMIAS E OUTRAS "MIAS", QUALQUER "MIA".

SUCATEAMENTO DAS ESTRADAS, PORTOS, UNIVERSIDADES.

HUMILHAÇÃO DOS APOSENTADOS, FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS E CIDADÃOS.

RECESSÃO e ATRASO NO DESENVOLVIMENTO DE 80 ANOS AO PAÍS.

FHC foi o brasileiro escolhido pela Prospect para integrar a lista dos candidatos. A relação inclui ainda nomes como o lingüista Noam Chomsky, o Papa Bento 16, o semiólogo italiano Umberto Eco, o ex-vice-presidente dos EUA e hoje ativista ambiental Al Gore, o filósofo alemão Jürgen Habermas, o ex-presidenciável peruano Mario Vargas Llosa, e outros 94 FIGURANTES.

Esta não é a primeira vez que a revista Prospect faz um ranking dos 100 principais intelectuais. Em 2005, a publicação também abriu a votação para o público. Na ocasião, os cinco eleitos foram Noam Chomsky, Umberto Eco, Richard Dawkins, Václav Havel e Christopher Hitchens.

A votação para a escolha deste ano se encerra no dia 15 de maio. Os resultados estarão disponíveis online a partir de 23 de junho e serão divulgados na edição de julho da revista.

AINDA DÁ TEMPO DE "TENTARMOS" ELEGER O COISA-RUIM e desacreditar PARA SEMPRE essa EXCRESCÊNCIA!!!

Por Oni Presente

Abril 20, 2008

A lição de um Democrata.

O Presidente Lula teve uma reação correta nesse episódio , apesar da clara insubordinação do General a pretexto de defender o Brasil.

O General deveria recorrer ao seu superior , o comandante do exército , e expor suas preocupações ao invés , estranhamente com a presença da imprensa , falar em público.

Pior foi dizer que não é subordinado a governos e sim ao Estado , ledo engano ele é subordinado ao comandante do exército que tem que repreendê-lo e , principalmente , ao Presidente da República eleito pelo povo que representa o Estado e é o comandante-em-chefe das forças armadas.

Graças ao amado , querido , magnânimo e democrata Presidente Lula o episódio vai ser devidamente resolvido com inteligência política , porque o Brasil ainda engatinha na democracia e o Presidente sabe disso.

Quanto ao partido dos Demônios eles reagem conforme seu DNA que é golpista e anti-democrático.

Em mais um episódio de muitos que aconteceram e acontecerão contra o Presidente Lula ele nos traz o exemplo de um verdadeiro democrata e líder de um povo carente de pessoas de bem que o conduza.

O brigadeiro que disse "que o presidente não se atreva a tentar negar-lhe (ao general) o sagrado dever de defender a soberania e a integridade do Estado brasileiro e que caso se realize tal coação , o país conhecerá o maior movimento de solidariedade , partindo de todos os recantos deste imenso país , jamais ocorrido nos tempos modernos de nossa História" , está totalmente enganado no tempo e no espaço . O Brasil é outro e os militares não irão atrás de lideranças espúrias e golpistas.

Para finalizar pergunto : onde estava ele em 1998 quando FHC delimitou essa Reserva indígena ?

By HELIO DE SOUZA BORBA - aposentada invocado

Abril 12, 2008

Quase 10 milhões de brasileiros acessaram blogs em 2007

Quase 10 milhões de pessoas acessaram e leram blogs no Brasil, de acordo com dados do Ibope/NetRatings de dezembro de 2007, o que representa 45% do número de internautas ativos no mês.

Para ser mais exato: 9,6 milhões de pessoas acessaram blogs, majoritariamente os que usam as ferramentas de publicação Blogger e Wordpress. Boa notícia? Depende do ângulo que você analise.

Para se ter uma idéia, em dezembro de 2006, aproximadamente 7 milhões de pessoas acessavam blogs na internet brasileira de suas casas. Em um ano, a expansão é de 37%. É um senhor crescimento, embora não seja um espetáculo.

Comparando com o crescimento do número de internautas ativos no mesmo período, o número de pessoas que acessam blogs foi menor. O número de internautas ativos cresceu 49% em 2007, atingido 20,4 milhões de pessoas.

Destaque, diz o Ibope, para as ferramentas Blogger que atingiu 33% das pessoas que acessaram a internet em dezembro (há um ano, 20%) e para o Wordpress, com 13% (há um ano, 3,4%).

“Houve o crescimento exuberante da internet residencial, com novas pessoas trazendo novos hábitos de navegação”, avalia José Calazans, analista de mídia do Ibope/NetRatings.

Para se ter uma idéia, o Brasil cresceu, em número de internautas mensais, mais do que os Estados Unidos (2,2%), França (14%), Espanha (11%) e Japão (8,5%).

Em números absolutos, o Brasil ganhou novos 7 milhões de usuários residenciais mensais, enquanto EUA ganharam 4,8 milhões, França, 4,5 milhões, Japão, 5,5 milhões e Espanha, 3 milhões.

“Boa parte dos novos usuários, com destaque para os adolescentes, provavelmente navegavam em Lan Houses e, com tempo limitado, tinham uma navegação mais objetiva, consultando e-mail e atualizando perfis em comunidades”, acredita Calazans.

Além disso, outra grande parte dos novos usuários, que são os perfis que mais cresceram, são crianças e idosos, que são justamente as pessoas que menos fazem uso de buscadores e portanto acabam caindo menos em blogs.

Fonte: Fenadados

Abril 06, 2008

Convocar Dilma foi 'esperteza' da oposição, diz Bernardo

O ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão, Paulo Bernardo, chamou ontem de "esperteza" o fato de a oposição ter aprovado a convocação da ministra Dilma Rousseff para prestar depoimento na Comissão de Infra-estrutura do Senado. "Acho que uma espécie de esperteza, uma 'espertezazinha'.

Se a oposição não conseguiu convocar (a ministra) para discutir cartões na CPI, então convocou para discutir infra-estrutura e PAC (Programa de Aceleração do Crescimento)", disse, em entrevista após participar do primeiro dia da 49ª Reunião Anual da Assembléia de Governadores do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), em Miami, nos Estados Unidos. "O Senado pode fazer as coisas mais bem articuladas sobre essas questões", acrescentou.

Agência Estado

Março 31, 2008

CPI da Tapioca:Entre os gastos "sigilosos" da era FHC, um "pênis de borracha"!

É isto mesmo o que você leu!

Além de vinhos Romané-Contí de R$ 28 mil a garrafa,centenas de garrafas de champanhe Chandon e estadias de ministros "à trabalho" no Copacabana Palace, o "sultanato" de FHC em Brasília comprou, com cartão corporativo do governo, um "consolo"!

Onde será que "esconderam" este gasto?

Segundo o site do jornal "O Estado de São Paulo" (evidentemente, eles não noticiaram na edição impressa), dentre os gastos "sigilosos" que fariam parte de um "dossiê" das extravagâncias com dinheiro público no governo federal, no período do PSDB, está "a compra de um pênis de borracha na gestão anterior"!

O link para a notícia, obviamente, com um ponto de vista pró-PSDB: http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20080219/not_imp126917,0.php/

O texto do site diz que "o pênis foi comprado para uma aula de educação sexual numa escola pública." Para vocês verem como era a heducação (com "h", mesmo) no governo FHC.

Ou será que o tal "consolo" teve, digamos, algum "desvio de finalidade"? Ha!Ha!Ha!

Será que nele estava escrito:"uso exclusivo em serviço"? Ha!Ha!Ha!

Parece que descobrimos a causa do temor do PSDB em "aprofundar as investigações" da CPI da Tapioca.

Seus escândalos com cartões corporativos são realmente grandes!

Por Marcosomag

Março 22, 2008

Alberto Dines acovarda-se diante do caso iG-Conversa Afiada

O recente episódio de "despejo" do site Conversa Afiada do portal iG continua gerando muito debate na blogosfera. Mas para surpresa de muitos leitores, alguns jornalistas e veículos de comunicação que teriam a obrigação de se pronunciar sobre o assunto, simplesmente fingiram-se de mortos. Foi o caso de Albeto Dines, do Observatório da Imprensa, que se limitou a escrever um pequeno texto cifrado no qual sequer teve a hombridade de citar os nomes dos personagens envolvidos no episódio.

O jornalista Alberto Dines, que mantém o Observatório da Imprensa (hoje hospedado no portal iG), assumiu há pouco mais de uma década a tarefa de "observar" a imprensa. No início, exercia a função com alguma dignidade, fazendo críticas justas aos excessos da mídia hegemônica. Ele mesmo já foi demitido de publicações, como foi o caso do Jornal do Brasil, por ter escrito algo que não agradou aos patrões. De uns anos para cá, porém, Dines foi, aos poucos, transformando sua tarefa à frente do Observatório. Abdicou do exercício de observador e passou a se apresentar, na prática, como um nebuloso defensor da imprensa e dos abusos que ela comete em nome da "liberdade de expressão".

Apesar de algumas críticas contundentes como a que fez às Farc, Dines não se encaixa no perfil do jornalista comprometido com a campanha anti-esquerda que cada vez mais absorve as grandes redações. Mas, sempre que pode, Dines defende escorregões éticos da mídia. E não se cansa de dizer que o governo reclama à toa das pressões da imprensa. "O que pode acontecer é que a mídia pode ser vítima do governo, mas nunca o contrário", chegou a dizer Dines numa entrevista.

Agora, com o ruidoso episódio envolvendo o jornalista Paulo Henrique Amorim, cujo site Conversa Afiada foi sumariamente despejado do portal iG, Alberto Dines novamente age como defensor da mídia.

Inicialmente, calou-se, fingindo que o problema não tinha relação com sua tarefa de "observar" o que ocorre nos meios de comunicação -- e, neste caso, calou-se diante de um problema ocorrido no próprio portal no qual escreve, o que torna o silêncio aionda mais constrangedor.

Após ser pressionado pelos leitores do Observatório a se pronunciar, Dines finalmente escreveu alguma coisa a respeito da peleja. Mas a covardia falou mais alto. Nos míseros cinco parágrafos de um texto intitulado "O bonapartismo de araque e a lei da selva", o veterano jornalista foi incapaz até mesmo de tocar no assunto de forma direta. Simplesmente não existem, no curto texto de Dines, as palavras "Conversa Afiada", "iG", "Paulo Henrique Amorim". Mas até o mundo mineral --como diria Mino Carta-- sabe do que Dines está falando.

No texto, ele reclama de forma indireta da "patrulha" que o obrigou a escrever sobre o assunto e afirma que o 'Observatório da Imprensa não é um tribunal, é um fórum, e este observador não se considera juiz nem emite sentenças. Opina em um site pluralista que funciona ininterruptamente há 12 anos".

Em seguida, faz um ataque velado a Paulo Henrique Amorim ao afirmar que "considera o jornalismo dito 'engajado' – à direita ou à esquerda – como mau jornalismo, porque contraria todos os compromissos da imprensa com a sociedade: confunde a busca da verdade com um bonapartismo de araque e troca o esclarecimento pelo justiçamento sumário".

Depois, cita o episódio em que o Observatório da Imprensa foi convidado a se retirar do UOL para tentar dizer que também já foi vítima de situação semelhante à que sofreu o site Conversa Afiada.

Por fim, sugere, sem citar nomes, que demissões como a de Paulo Henrique Amorim mereciam pelo menos um "aviso prévio'. Mas de solidariedade ao jornalista censurado ou condenação ao portal censor, nenhuma palavra. Apenas a contatação de que o fato faz parte da "lei da selva".

Até a tarde deste sábado, a mensagem cifrada de Dines havia recebido cerca de 70 comentários. A quase totalidade deles de reprovação às palavras do editor do Observatório.

Confira abaixo alguns destes comentários. Eles falam por si só sobre a postura de Dines diante do caso iG-Conversa Afiada:

"Será que o Sr. Alberto Dines gostaria de ser demitido nas mesmas condições? Dizem que os mineiros só são solidários no câncer, mas os jornalistas não são solidários nem quando demitidos sem aviso prévio!..." José Orair Silva , Belo Horizonte - MG-MG - Bancário

"Me desculpe, Dines, mas você falou, falou e não disse nada. E que "pluralismo" é esse onde você diz que o jornalismo à direita ou à esquerda é intrinsecamente mau? O comentário sobre o aviso prévio é simplesmente inócuo, uma vez que o mesmo não foi cumprido, no caso de PHA. Finalmente, é triste ler essa "tomada de posição" que não tem posição nenhuma. Quando tolhem a liberdade de expressão em qualquer lugar do mundo ou empastelam algum jornal, vocês sempre se manifestam. Contra. Por que não fazem a mesma coisa, explicitamente, com o PHA?" Paulo Fessel , São Paulo-SP - Analista de Sistemas

"Lei da Selva. Na mosca. Que sirva para alguns momentos de reflexão dos colegas. Imaginar teclar o endereço de sua publicação e... não encontrá-la mais. É de arrepiar. Geralmente não concordo e sou muito crítico com o Paulo Henrique Amorim. Mas esse golpe, pelas costas, simplesmente o fará mais forte. Que bom que funciona assim". Thomaz Magalhães , são paulo-SP - Jornalista

"Alberto Dines saiu pela tangente, e não sei se não deveria ter feito isso, pois já foi demitido do Jornal do Brasil e da Folha e sabe como são truculentos os realistas patrões dos últimos românticos. Não disse nada sobre liberdade de expressão. Como bom tucano, ficou em cima do muro, pois também sabe como são truculentos os tucanos, especialmente José Serra. A demissão de PHA mostra como os jornalistas se iludem: acham que têm poder, quando, na verdade, são apenas empregados. PHA ainda tem dinheiro e, agora, cacife, para se manter. Mas, quem não tem, como fica? Fica cumprindo ordens de demos-tucanos e delegados brunos. Fica com a certeza de que faz parte de um fórum, e, não, de um tribunal. Fica sabendo que não é juiz nem pode emitir sentenças, sob pena de ser sentenciado". Rogério Ferraz Alencar , Fortaleza-CE - ATRFB.

"Está correto Dines quando diz que o Observatório da Imprensa não é um tipo de Corte para as grandes questões da imprensa brasileira. Mas não se busca aqui sentenças. Buscamos opinião, reflexão e debate. Pode-se considerar "mau jornalismo" não apenas o "jornalismo engajado" de Paulo Henrique Amorim e congêneres, mas diversos outras práticas comuns na mídia tupiniquim. No entanto, a liberdade de exercício do mau jornalismo é parte inerente e conseqüência inevitável da liberdade de imprensa, da qual não se questiona o valor maior (...) No entanto, a MANEIRA com que o contrato foi rompido – sem prévio aviso aos leitores, com sequestro dos arquivos de conteúdo, com a pura e simples supressão do espaço meses antes da data do vencimento do contrato – já configura uma violência contra a livre expressão de idéias e um precedente perigoso no mundo virtual. Basta imaginar esse Observatório extinto do dia para a noite e todo o seu conteúdo (acumulado em anos de debates e contribuições) simplesmente apagado dos discos rígidos do provedor. Na minha opinião, é NESSE DEBATE que o OI deve concentrar seus esforços. E discutir o tema em cima do caso concreto – onde os protagonistas têm nome, sobrenome e razão social – e não como idéia abstrata. No texto acima Alberto Dines consegue falar sobre o assunto sem citar uma única vez o nome do Paulo Henrique e o do Portal IG. Concordo com quem acha que o Observatório não está dando a importância devida ao episódio."André Borges Lopes , São Paulo-SP - Consultor em Tecnologia Gráfica.

"Caro Dines, Pior do que o jornalismo engajado, seja ele à esquerda ou à direita, é o jornalismo engajado que se diz imparcial. Este confunde o leitor quando defende interesses escusos à luz da imarcialidade. Há de se distinguir, todavia, jornalismo de opinião. O que distingue o PHA neste universo é exatamente o fato de ele deixar claro as suas preferências, a ponto de nomeá-las. Sabendo do seu viés declarado, posso escolher lê-lo ou não. Em tempo, vou abster-me de acessar conteúdos do IG, o que lamentavelmente inclui este OI". Cassio Muniz , EUA-IN - Professor

"Realmente, lendo certos arquivos do OI nota-se o "não-engajamento"... De minha parte, continuarei sendo meu próprio Observatório da Imprensa e de quem diz observá-la. O que houve no caso de PHA, de quem sequer sou admiradora, não é uma questão de engajamento mas de truculência fascista, de queima de conteúdo, ou seja, similar a queima de livros por regimes autoritários. Não se insurgir contra isso é, no mínimo, estranho." Maria Luiza Teixeira , SP-SP - Psicóloga

"Lamentável o posicionamento evazivo do OI diante do caso truculento que envolve a saída de PHA. Interessante que no caso da emissora venezuelana que apoiou o golpe contra Hugo Chavez, esse Observatório que se considera "Fórum" e não "Juiz" tomou de pronto uma posição crítica em relação a atitude do governo venezuelano defendendo a "liberdade de imprensa" como bem inalienável. Pois bem, é está a liberdade de opnião que vocês defendem... Uma vergonha!!!" Cadú Freitas , Natal-RN - Sociológo

"Afinal para que serviu este comentário do Dines ? Belo papo amarelo carregam todos os Tucanos." Miro Junior , Sao Paulo-SP - Analista

"Não frequentava o blog de PHA (agora, até fiquei com vontade de conhecer) mas soube da atitude do IG. Absolutamente injustificável, indefensável e fora de parâmetros éticos. Também esperava do OI uma manifestação mais contundente sobre o caso, com nome e sobrenome." Fabiana Tambellini , São Paulo-SP - comerciante

"... este é um texto sobre Paulo Henrique Amorim e o iG. Entretanto, releia se quiser, o texto não menciona o iG ou Paulo Henrique Amorim. Covardia em jornalisto pode ser tão abjeta quanto o engajamento a que se referiu o autor, em uma generalização com que não concordei. Aliás, sugiro que o próprio autor leia um texto seu neste Observatório lamentando que não houvesse um Borat para tirar sarro to Lula, por exemplo, entre outros daqueles tempos difíceis. Melhoras para você, caro jornalista, melhoras, que ainda anseio o momento em que as feridas dos idos de 2006 se curem'. Tiago de Jesus , SP-SP - analista de sistemas

Albeerto Dines prá variar adora tergiversar sobre assuntos que de certa forma incomodam os poderosos da mídia e por tabela quem se sente contrariado, tendo em vista que PHA tem posições assumidas de forma contundente, este textinho aí em cima é prova inequívoca desta análise politicamente correta do articulista. Isto revela o prefil politicamente correto assumido por este observatório que de forma covarde não sai em defesa de um jornalista defenestrado pelo poder (?). Até quando vai perdurar esta hipocrisia patrocinada pelo site e também chancelada pelos milhares de internautas que lhe dão audiência, vamos iniciar imediatamente uma campanha de boicote ao IG, a internet é a última porta para um jornalismo independente. " kleber Carvalho , B.H.-MG

Do Vermelho.org

Março 17, 2008

Por que o Estadão omitiu o discurso do presidente Lula?

“Esses dias eu recebi aqui o ex-presidente de Portugal, Mário Soares. Ele veio aqui, como jornalista, fazer uma entrevista para a TV Pública de Portugal. Ao se sentar, no meu gabinete, ele falou assim para mim: ‘Presidente, eu não estou entendendo. Eu leio a imprensa estrangeira e vejo que o Brasil está muito bem, eu converso com empresários estrangeiros e vejo que a economia brasileira está muito bem. Mas quando eu leio a imprensa brasileira eu penso que o Brasil acabou, parece que acabou o Brasil’. Ele foi conversar com algumas pessoas de oposição. Ele falou: ‘Presidente, eu não acredito. O que as pessoas disseram para mim não é a realidade’. Até porque Portugal tem muitos investimentos no Brasil e ele conversa com os empresários portugueses. Quando chegou em Portugal ele escreveu um artigo muito importante, numa entrevista, vendo o que estava acontecendo no Brasil.”

. Este é um trecho do discurso que o presidente Lula fez na semana passada – 12 de março – a um grupo que a revista Economist reuniu, em Brasília.

. A Economist é a mais respeitada revista de economia do mundo.

. O PIG não deu a menor bola ao discurso.

. Vale a pena reter alguns trechos, para ver o que o PIG subtrai à opinião pública brasileira:

Sobre favelas e o Complexo do Alemão:

“Eu queria lembrar aos senhores que em 1970 São Paulo tinha apenas duas favelas. São Paulo tinha a Favela do Vergueiro, perto do aeroporto de Congonhas, na rua Vergueiro, que não existe mais. E tinha a favela da Vila Prudente, que ainda existe hoje, não em forma de favela como era na década de 70, bem menor do que era, mas já um pouco urbanizada. Hoje, São Paulo tem mais de dois milhões de brasileiros que moram em favelas.

Eu fui, na sexta-feira e no sábado passado, ao Rio de Janeiro. Fui à Rocinha, fui ao Complexo do Alemão e fui a Manguinhos. E fiquei surpreso porque onde hoje é o Complexo do Alemão, um lugar que vocês, habitualmente, vêem na imprensa como um lugar violento, de muita troca de tiros e de muita quadrilha guerreando entre si, na década de 50 era uma fazenda e, na década de 80 foi a grande ocupação, que virou a favela que é hoje. Depois, eu fiquei sabendo que a Rocinha também era uma fazenda e que a partir da década de 80 se transformou naquele complexo de pessoas morando em péssimas condições, como é hoje. Eu estou dizendo isso para dizer para vocês que se as coisas tivessem sido feitas corretamente por sucessivos governos, se cada um tivesse feito um pouco, certamente nós não teríamos nem dois milhões de paulistas morando em favelas e muitos menos teríamos complexos como Manguinhos, como Rocinha ou como o Complexo do Alemão, com gente morando em péssimas condições, possibilitando e facilitando o surgimento do crime organizado, do narcotráfico e de tanta violência.
E por que eu comecei falando do Complexo do Alemão? É porque parte da pobreza do nosso País se concentra muito fortemente a partir da década de 80. Possivelmente, alguns empresários de outros estados – o Gerdau está aqui no Rio Grande do Sul, quase tudo o que aconteceu de favelas foi exatamente a partir da década de 80 e veio se avolumando. E por que veio se avolumando? Porque é importante atentar que o Brasil passou praticamente 26 anos, quase uma geração e meia, com a economia crescendo aquém daquilo que era necessário crescer.”

26 anos de estagnação econômica:

“Quando eu vejo na televisão uma cena da polícia prendendo um jovem... Normalmente, os ladrões, no Brasil, são jovens de 15 a 24 anos, a 30 anos. Ou seja, são todos eles, Gerdau, oriundos de 26 anos de atrofiamento da economia brasileira.
Eu, por exemplo, sou de uma categoria econômica que, na década de 80, tinha praticamente 2 milhões de trabalhadores no Brasil, e caiu mais de 1 milhão. Quem é da construção civil aqui, eu estou vendo muitos aqui, sabe que a construção civil brasileira, nos últimos 20 anos, só dispensou trabalhadores e contratou muito pouco, porque não havia nem investimentos na construção civil leve, e muito menos na construção civil pesada. A última grande obra de infra-estrutura de peso no Brasil foi Itaipu, em 1974. Certamente, hoje nós não faríamos Itaipu, porque a legislação ambiental e nem os ambientalistas permitiriam que nós fizéssemos do jeito que ela foi feita. Hoje ninguém permitiria que Sete Quedas tivesse desaparecido, que era uma das coisas mais extraordinárias do mundo e está hoje alagada pelo lago de Itaipu.
Pois bem, se durante 26 anos nós não crescemos, e nós geramos esse padrão de pobreza, que transforma o Brasil num dos países mais desiguais do mundo, era preciso que nós, então, tomássemos uma atitude de estancar isso e começar um novo processo.”

As mudanças na educação:

“Nós tiramos 20 milhões de pessoas da extrema pobreza e vamos tirar mais. Os indicadores sociais, tanto os medidos pelos institutos brasileiros, como os medidos pelos institutos internacionais, que vai das instituições da ONU... Nós melhoramos gradativamente a posição social do Brasil. É um momento em que crescem os investimentos empresariais, cresce a entrada de dólar no Brasil, cresce a geração de empregos, cresce a renda das pessoas e ao mesmo tempo, cresce a inclusão social neste País. Agora, o que está faltando fazer? Educação, eu sei que vocês estão curiosos para discutir a educação. É uma pena que o meu ministro da Educação não tenha sido convidado para participar do seminário, já que é um tema extremamente importante e interessante. Mas, certamente, vocês receberão as informações, amanhã, do que está sendo feito na educação.

Eu vou dar dois exemplos para vocês: primeiro, nós criamos o Fundeb. No governo passado aconteceu uma coisa importante. Foi constituída a possibilidade da universalização do ensino fundamental. Nós chegamos a 97% das crianças nas escolas. Só que as pessoas não perceberam que quando você universaliza o ensino fundamental, você precisa saber que aquela criança, quando termina o ensino fundamental, tem que fazer outro curso. E não se pensou no ensino médio. Nós criamos o Fundeb para atender às necessidades das escolas de ensino médio para nove estados do Nordeste, que são as mais pobres, um Fundo que vai gastar, do governo federal, ou melhor, que vai investir mais 10 bilhões de reais no ensino fundamental. Segunda coisa: aumentamos de 8 para 9 anos a quantidade de anos de escolaridade no ensino fundamental. A terceira coisa: nós resolvemos recuperar a escola técnica profissional que, no Brasil, nós tanto carecemos. Vou dar um dado para vocês. A primeira escola técnica brasileira foi fundada em 1909 pelo presidente Nilo Peçanha, na cidade de Campos de Goitacazes. Em 1909 foi feita a primeira escola técnica brasileira, na cidade de Campos. De 1909 até 2003 foram construídas no Brasil 140 escolas técnicas. Até 2010, nós teremos funcionando no Brasil, mais 214 escolas técnicas brasileiras. Em oito anos, nós estamos fazendo quase o dobro do que foi feito em 93 anos.

A mesma coisa no ensino universitário. O Brasil, ao longo de toda a sua história, construiu 54 universidades federais. Nós vamos terminar o mandato construindo, em oito anos, dez novas universidades federais e 48 novas extensões universitárias, levando cursos universitários para o interior do País. A partir do mês que vem, no final de abril ou no começo de maio, eu dedicarei uma semana para inaugurar escolas neste País. Tinha sido aprovada uma lei, em 1998, que tirava do governo federal a responsabilidade de fazer investimentos em escolas técnicas e deixava por conta do mercado. O mercado não deu resposta e o Estado teve que voltar a assumir a responsabilidade de cuidar daquilo que o Brasil precisava.

Mais importante ainda, nós tínhamos um problema sério de colocar jovens pobres na universidade. Vocês sabem que aqui no Brasil – não sei como é na Inglaterra e nos Estados Unidos – o pobre estuda na escola pública, no ensino fundamental, e o rico estuda em escola paga. Isso, no ensino fundamental. Quando chega na universidade, o rico vai para a escola pública e o pobre vai para a universidade privada. Como o pobre não pode pagar a mensalidade, ele fica fora. O que nós fizemos? Nós criamos um programa chamado ProUni, fizemos uma isenção de imposto para as universidades privadas e transformamos o equivalente do imposto em bolsas de estudo. Pasmem! Em três anos já colocamos 360 mil jovens na universidade, jovens pobres da periferia e da escola pública. De que eu era acusado? Qual era a acusação que me faziam? “O presidente Lula está nivelando o ensino por baixo, está rebaixando o nível do ensino no Brasil, na medida em que criou o ProUni.” Como eu sou católico e tenho sorte, três anos depois foi feita a primeira avaliação dos cursos universitários brasileiros. Em 14 áreas, incluindo Medicina e Engenharia, os melhores alunos avaliados foram, exatamente, os que iam nivelar por baixo a educação no Brasil: foram os alunos do ProUni, da periferia deste País.

Agora estamos fazendo uma outra pequena revolução na educação. Estamos criando outro programa chamado Reuni. O que é o Reuni? Nós estamos passando uma verba a mais para as universidades federais brasileiras e, em contrapartida, as universidades brasileiras, as federais, vão aumentar, de uma média de 12 alunos por professor, para uma média de 18 alunos por professor. Sabem o que significa isso? Mais 400 mil jovens brasileiros na universidade até 2010.”

O preconceito contra o Bolsa Família:

“Uma pessoa de um meio de comunicação importante no Brasil, ficou indignada porque uma mulher do Bolsa Família comprou uma geladeira. Obviamente que ela não comprou com o dinheiro do Bolsa Família, mas o dinheiro do Bolsa Família pode ter ajudado a pagar a prestação. Isso porque não fizemos o nosso programa de renovação de geladeira que vamos fazer, se Deus quiser. A imprensa foi lá e entrevistou essa moça. Ela falou: ‘não só eu comprei a geladeira, como estou de sandália nova porque eu pude comprar, eu compro sandália para os meus filhos’. Antes do Bolsa Família, tinha mulher que comprava um lápis e partia ao meio para dar para dois filhos ou para dar para dois netos. Hoje, ela se dá o prazer de comprar uma caixa de lápis para cada um. Isso não é investimento? Isso não é distribuição de renda? Isso não é investimento sadio? Então, no Brasil nós ainda temos que mudar determinados conceitos que foram criados ao longo do tempo.”

Sobre a inclusão digital:

“Vamos levar para 55 mil escolas públicas urbanas, neste País, internet banda larga. Eu penso que será uma pequena revolução na educação, neste País. Em todas as escolas técnicas já temos laboratórios de informática. Criamos um programa chamado Computador para Todos, que eu acho que vocês conhecem, que diziam que era difícil, não ia dar cento. Hoje, o Brasil está vendendo computador como jamais pensou em vender na sua vida. E vender para as camadas mais pobres, porque nós estamos trabalhando com uma coisa que todo mundo deveria compreender: não é apenas olhar o preço final do produto, é saber se a quantidade de prestações que a pessoa vai pagar cabe dentro do seu salário.”

Sobre a explosão da indústria automobilística:

“Por que a indústria automobilística brasileira está explodindo? Eu convivo com a indústria automobilística brasileira desde 1969, fui dirigente sindical desde 1975, presidente do sindicato. Sempre vi a indústria automobilística em crise, fechando em vermelho, não vende, (inaudível) do governo... Qual é o milagre? Dois milagres fundamentais: primeiro, aumentar a renda das pessoas; segundo: aumentar a quantidade de prestações que a pessoa tem que pagar pelo carro, porque se vendia carro para pagar em 24 meses ou em 30 meses, tinha sempre o mesmo segmento da sociedade que podia comprar. Eu tenho na minha cabeça que o povo quer três coisas: casa, casar com uma mulher bonita, e a mulher quer casar com um homem bonito e ter um carro. Carro ainda é uma paixão, hoje repartida com o computador.

O que fez a indústria automobilística? Aumentou a quantidade de prestações, saiu de 36 ou de 24 para 72, para 82. E o que aconteceu? Aconteceu que a indústria automobilística corre o risco de, já no próximo ano, atingir a totalidade da sua capacidade produtiva. Hoje, as pessoas estão esperando 6 meses para comprar um caminhão, se for um caminhão pesado, espera até 9 meses. As pessoas estão na fila par comprar carro. Até ontem, a empresa ia quebrar: ‘eu vou embora do Brasil, porque não está dando para vender’.”

Governar para os Ricos é mais fácil:

“Se eu quiser governar o Brasil para 35 milhões, eu não terei problemas, porque o Brasil tem espaço para 35 ou 40 milhões de brasileiros viverem em padrão de classe média alta européia. Se eu quiser governar só para esses, eu não preciso, realmente, fazer investimento do Estado. Agora, se eu quiser e o Brasil desejar incluir os milhões que estão deserdados, aí, realmente, nós vamos ter que gastar. Eu vou dar um exemplo. Seria importante vocês deixarem dois ou três jornalistas aqui, para andar um pouco no Brasil. Quando criei o programa chamado Luz para Todos, eu tinha uma informação do IBGE, de que no Brasil tinham 10 milhões de pessoas que não tinham energia elétrica. Criamos o programa Luz para Todos. Esse programa já utilizou 460 mil quilômetros de cabos – imaginem quantas vezes a gente poderia ter enrolado a Terra – já colocamos mais de 3 milhões e 600 mil postes, já colocamos mais de 500 mil transformadores e já gastamos mais de 8 bilhões de reais. Oitenta por cento financiado pelo governo federal e 20% pelos estados. Alguns estados não podem pagar e nós pagamos também.

Alguém, analisando apenas com uma visão estritamente econômica, poderia dizer: ‘mas isso não é possível, tem que cobrar’. Se cobrar não tem energia, porque as pessoas não têm como pagar. Agora que nós já fizemos, e quase 8 milhões de pessoas já receberam, nós descobrimos que os dados do IBGE estavam errados. Apareceram mais 1 milhão e 564 mil pessoas sem luz, e vamos ter que levar, até 2010, para todo mundo. Custa para o Estado? Custa. Alguém que estivesse discutindo do ponto de vista econômico poderia dizer: ‘custa para o estado, é verdade presidente Lula, custa para o Estado’. E eu poderia perguntar: quanto custa para o Estado deixar essa pessoa vivendo no século XVIII quando nos poderíamos trazê-la para o século XIX com um cabo, um poste e um bico de luz? É preciso ter a sensação do que significa chegar a uma casa, encontrar uma família no escuro – uma lata de coca-cola com pavio, a lata cheia de querosene – e as crianças lendo em torno da lata, a fumaceira cobrindo a casa. Aí, você monta o Programa, chama a mulher e aperta uma tomada. Quando a luz acende dentro da casa dela, é como se você tivesse a tivesse transportado do século XVIII para o século XXI, e não há dinheiro que pague. Como custam R$ 4,5 bilhões, que estamos investindo para tentar trazer de volta para a cidadania 4 milhões e 100 mil jovens, de 15 a 24 anos. Ou nós colocamos esse dinheiro, dando uma ajuda para eles e formando-os profissionalmente, ou o narcotráfico e o crime organizado vão oferecer a eles o que o Estado não oferece. Essa guerra eu não quero perder. Eu quero ganhar.
Por isso, quando a gente discutir os gastos do Estado, nós temos que olhar comparando a quê? Alguns países estão prontos há pelo menos 60, 70, 80 anos. Nós precisamos ficar prontos e só ficaremos prontos quando a totalidade dos brasileiros estiver participando desse processo de desenvolvimento do País. Caso contrário, não valeu à pena a gente governar o País se o resultado, no final do mandato, for a gente continuar com a mesma quantidade de gente na classe média, com a mesma quantidade de ricos e com a mesma quantidade de pobres. Eu quero aumentar o número de ricos, quero aumentar o número de gente na classe média e quero acabar com a pobreza neste País. Por isso, para nós é uma questão de honra não abrirmos mão de fazer as políticas sociais que estamos fazendo agora. E vou fazer mais.”

CPMF: derrota não paralisa o Governo:

“Vocês sabem que a oposição derrotou o imposto que nós tínhamos sobre transações financeiras. E não derrotou porque era contra o imposto, não, derrotou porque acharam que era demais garantir ao governo do Lula ter 120 bilhões de reais até 2010, e era preciso diminuir. Nós lamentamos. Chorar não choramos, mas lamentamos. Nós tínhamos aprovado um Programa de Saúde que era uma revolução na Saúde, e eu vou implementá-lo. O dinheiro vai aparecer, e podem ficar tranqüilos que eu não vou aumentar tributo e o dinheiro vai aparecer. Podem ficar certos de que nós vamos gastar melhor o que temos que gastar e economizar onde não é essencial, para a gente gastar onde é essencial. Eu tenho um sonho, que é levar médico, levar dentista, levar oftalmologista e levar otorrino dentro das escolas para fazer exame nas crianças, dentro da escola. Eu tinha isso na década de 60. Está certo que nós tínhamos pouca gente na escola, mas na década de 60 o Estado brasileiro oferecia dentista para cuidar dos dentes das crianças. Se vocês andarem pelo Nordeste brasileiro, apesar de tudo que nós já fizemos com o Brasil Sorridente, nós ainda temos muitas meninas e meninos de 18 ou 19 anos sem dentes. Quem vai cuidar disso? A iniciativa privada só vai cuidar disso se essa pessoa tiver renda para pagar. Se ela não tiver, é o Estado que tem que fazer. Na hora em que o Estado cumprir com as suas obrigações, podem ficar certos de que as próprias pessoas vão tratar de exigir que o Estado seja cada vez menos intrometido nas coisas que não precisa se intrometer. Mas sem o Estado não haverá inclusão social neste País, sem o Estado a gente não consegue recuperar um século de descaso com parte da população mais pobre deste País. E é por isso que nós estamos vivendo este momento.

Quero dizer para vocês que vamos crescer mais em 2008, que vamos fazer mais políticas sociais em 2008, que queremos exportar mais em 2008, que queremos importar mais em 2008, que queremos consolidar o Brasil como a principal potência dos combustíveis renováveis, e queremos inserir o Brasil, cada vez mais forte e sólido, neste mundo globalizado. Sabemos que temos que trabalhar muito e sabemos que a única chance que nós temos de chegar lá é nos colocarmos diante do mundo com a seriedade que nós queremos das pessoas.”

Reforma tributária:

“Vivo um momento muito importante para o meu País. Eu tenho muita sorte, porque passei 30 anos fazendo oposição e os outros presidentes não tiveram condições de viver este momento. Eu espero, quando deixar o governo, não voltar a ser tão oposição mais, porque eu espero eleger o meu sucessor e espero que este País tenha seqüência. Nós precisamos de, no mínimo, 10 ou 15 anos de crescimento sustentável para que a gente possa recuperar todo o tempo que nós perdemos. É assim que nós vamos governar o Brasil, é assim que nós vamos aprovar a reforma tributária. Podem escrever nas suas matérias, nós vamos aprovar a reforma tributária este ano. A oposição passou oito anos falando em reforma tributária e agora está lá o projeto, é só votar. Podem fazer uma emenda aqui, outra emenda ali, mas vão votar. Uma reforma tributária justa, que diminua a quantidade de impostos que temos neste País, que facilite a vida de quem quer investir, que facilite a vida de quem construir um negócio, que facilite a vida do povo, que reduza a quantidade de tributos e, ao mesmo tempo, que a gente acabe com a guerra fiscal fratricida neste País. Eu acho que nós vamos aprovar, não sei por que eu estou otimista. Espero contar, sobretudo, com o apoio de vocês, empresários brasileiros, conversando com quem vocês conhecem, para a gente aprovar isso.”

Por Azedo no blog do Dirceu

Março 08, 2008

FELIZ DIA DAS MULHERES - JORNALISTAS DENUNCIAM REPRESSÃO DA BRIGADA

Manifestante ferida pela polícia em Rosário do Sul durante ação de desocupação da fazenda Tarumã.

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul divulgou nota oficial denunciando o cerceamento ao direito de informação por parte da Brigada Militar, por ocasião dos episódios envolvendo a ação da Via Campesina em uma fazenda da Stora Enso, em Rosário do Sul. A nota afirma:

"Na semana em que se comemora o Dia Internacional da Mulher, o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul denuncia o impedimento, por parte da Brigada Militar, do exercício profissional de jornalistas na cobertura da ocupação, pelas mulheres da Via Campesina, da Fazenda Tarumã, em Rosário do Sul. Repórteres fotográficos e cinematográficos foram impedidos de registrar a agressão sofrida por mulheres e crianças que estavam na manifestação, inclusive tendo equipamentos profissionais apreendidos. Outra jornalista foi retirada do local pelos policiais .

Vivemos em uma sociedade democrática de direito e não vamos aceitar as velhas práticas do período da ditadura militar. O Código de Ética dos Jornalistas, em seu artigo 2º, inciso V, aponta que "a obstrução direta ou indireta à livre divulgação da informação, a aplicação de censura e a indução à auto-censura são delitos contra a sociedade". O mesmo Código também identifica, no artigo 6º, ser "dever do profissional opor-se ao arbítrio, ao autoritarismo e à opressão".

A Secretaria de Segurança do Estado deve explicações sobre esse fato não só aos jornalistas agredidos no seu direito de trabalhar, mas a toda a sociedade, que foi impedida de ser livremente informada. As constantes denúncias que chegam ao Sindicato revelam que ameaças aos jornalistas têm sido prática constante por parte da Brigada Militar.

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do RS está atento a esse tipo de comportamento e levará o caso à Federação de Periodistas da América Latina e Caribe que, já em sua Carta de Lima, Peru, de dezembro de 2007, exigia dos governos assumir a responsabilidade de garantir a todos os jornalistas o direito à vida, ao trabalho digno, à liberdade de expressão e o direito cidadão à informação".

Por Marco Weissheimer

Março 03, 2008

Pé Frio - FHC dá a dica: terceiro mandato para Lula, JÁ !


Tudo que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso(PSDB) acha ruim para o país acaba se revelando, com o tempo, positivo para os brasileiros. Senão vejamos: quando o presidente Lula começou a governar, Cardoso criticou com muita contundência o crédito consignado, alegando que os pensionistas seriam levados à bancarrota com os juros cobrados pelas instituições financeiras autorizadas a operar esta modalidade de crédito. Bem, a história mostra que o consignado não apenas foi a grande alavanca do consumo das classes mais pobres como também não levou velhinho algum à falência. Ao contrário, muita gente que estava devendo para agiotas ou pagando taxas de juro muito mais elevadas no cheque especial ou cartão de crédito conseguiu sair do vermelho e, trocando as dívidas, ganhou fôlego para ter uma vida financeira mais saudável. O atual boom da economia brasileira é atribuído em grande parte justamente ao crédito mais farto e barato que surgiu a partir do consignado.

Cardoso também criticou a política monetária de Lula, alegando que o Banco Central não deveria ficar comprando dólares e valorizando em demasia o real. A partir da atuação firme e serena do BC no mercado de câmbio, porém, é que o Brasil conseguiu os recursos para pagar a dívida externa do país, tornando-se credor externo pela primeira vez na história. E é justamente esta condição que está sustentando a bonança interna em meio a uma crise de graves proporções nos Estados Unidos.

Se tudo que FHC acha ruim para o Brasil na verdade é bom, então bom mesmo é prestar atenção no que diz o ex-presidente e fazer exatamento o oposto do que ele prega. Nos últimos dias, o tucano tem "alertado" seus correligionários para o "perigo" de um terceiro mandato para Lula. Bem, pode até ser que o presidente não queira ou as condições não permitam, mas se FHC acha que é ruim, então provavelmente nada seria melhor para o Brasil do que um terceiro governo do presidente Lula...

Por Luiz Antonio Magalhães

Fevereiro 28, 2008

Acesso à internet cresce 50% em um ano

O Brasil teve em janeiro um crescimento de 50% no número de internautas residenciais ativos em relação ao mesmo período do ano passado, alcançando 21,1 milhões, segundo a Ibope/NetRatings.

"Desde 2004 a gente não registrava um crescimento percentual tão grande. Nos últimos meses, desde setembro, estamos vendo crescimentos consideráveis, acima dos 45%", disse o analista de mídia da empresa José Calazans. Apesar de evitar fazer projeções para a evolução do mercado durante o ano, Calazans diz que "não há por que haver uma diminuição no crescimento neste momento. O Brasil ainda tem um espaço muito grande para crescer". Segundo ele, a classe C, formada por pessoas que estão comprando seu primeiro computador, é a que vem tendo o maior crescimento.

O ganho de 7,1 milhões de internautas residenciais ativos -que navegaram em casa pelo menos uma vez no mês- representa o maior crescimento entre os dez países medidos com a mesma metodologia.

Quem mais se aproximou do crescimento brasileiro foram os Estados Unidos, com ganho de 4 milhões, e a França, que ganhou 3,2 milhões de usuários ativos no mesmo período.
O Brasil continua liderando em tempo médio de navegação, com 23 horas e 12 minutos por pessoa no mês.

No total, o Brasil tem 39 milhões de pessoas com 16 anos ou mais com acesso à internet em casa, trabalho, escola e telecentros. Em 2006, o total era de 32,2 milhões, disse Calazans.

DA REUTERS

Fevereiro 23, 2008

Crime de Lesa-pátria - Tentativa de privatizar a CESP é marcada para 26 de março

Governo paulista quer retomar desmonte do setor que resultou no apagão e nas tarifas extorsivas.

O governo paulista anunciou na noite de terça-feira (19) que o leilão para privatização da Companhia Energética de São Paulo (Cesp) será marcado para o próximo dia 26 de março, com o edital devendo ser publicado a partir de 25 de fevereiro. A intenção é leiloar cerca de 133 milhões de ações, a um preço mínimo de R$ 49,75 por ação. Ou seja, o Conselho Diretor do Programa Estadual de Desestatização estabeleceu para a terceira maior geradora de energia elétrica do país o preço mínimo de R$ 6,6 bilhões.

O que essas ações determinam é o controle de uma companhia que gera 10% da energia do país e 63% da energia do Estado mais industrializado do Brasil. Mesmo pelo viciado - porque manipulado pela especulação - critério de preço das ações, a estimativa é de que elas não valeriam menos de R$ 60,00 por unidade, considerando a média e a tendência do mercado. Os próprios “avaliadores”, o Citibank e o Fator, estimaram o preço total em R$ 14 bilhões - e, evidentemente, o papel desses “avaliadores” jamais foi o de estabelecer o preço real, mas, exatamente, o de subavaliá-lo. Outras estimativas falam num preço “de mercado” de cerca de R$ 20 bilhões.

É verdade que a CESP tem um passivo de R$ 5,2 bilhões. No entanto, para “prepará-la” para a privatização, o governo do Estado gastou, a partir de julho de 2006, R$ 6,3 bilhões, conforme apresentação feita pelos próprios tucanos na única audiência pública realizada, em 15 de janeiro, na Bovespa.

LUCROS

“A título de informação, o custo para a implantação de novas usinas hidrelétricas gira em torno de US$ 2.000,00 por kW instalado. Assim, considerando a capacidade instalada de geração da empresa, as ações controladas pelo governo paulista valem cerca de R$ 11,6 bilhões. (....) a companhia tem potencial de auferir, indefinidamente, lucros anuais da ordem de R$ 2,0 bilhões”, diz o professor Helvio Rech, especialista da USP.

E continua: “Conceitualmente, a lógica que orienta a privatização do setor hidrelétrico está na disputa pela apropriação da renda hidráulica, que é a diferença entre o custo de geração das usinas hidráulicas e o preço pago pela venda dessa energia. No caso das usinas do rio Paraná, estas são extremamente atrativas para bancos e demais investidores privados, uma vez que o custo médio de geração de todas as usinas da empresa é da ordem de R$ 40,00 por MWh de energia, contra um preço de venda da energia no mercado livre em torno de R$ 130,00 o MWh. Isso representa uma renda diferencial (hidráulica) de R$ 90,00 por MWh. Como o parque gerador garante 3.916 MW médios de energia assegurada, essa renda soma R$ 3,52 bilhões anuais. (....) Caso se concretize a venda da CESP Paraná, os custos dessa transação recairão sobre o conjunto dos consumidores de energia elétrica do país, pois não existe nenhuma restrição que impeça os futuros controladores da empresa de transferir a energia destinada para o mercado cativo e regulado para o mercado livre, em que poderão auferir lucros fabulosos. Com isso, o mercado cativo será obrigado a comprar energia das novas usinas – mais cara –, o que resultará em novos aumentos de tarifa numa energia que hoje já figura entre as mais caras do mundo embora fosse uma das mais baratas antes do início das privatizações no setor elétrico. A venda pressionará os preços à alta, vez que os compradores têm pressa de recuperar o capital investido” (cf. H. Rech, “Privatização da CESP Paraná, um erro que precisa ser evitado”).

A Cesp é uma empresa de ponta e estratégica ao desenvolvimento, com capacidade instalada de 7.456 MW, distribuída em seis hidrelétricas: Ilha Solteira, Três Irmãos, Jupiá, Porto Primavera, Jaguari e Paraibuna. A companhia resultou de um sistema que começou a ser estruturado na década de 50, período em que a industrialização se expandia no país, quando foram criadas várias empresas de energia no Estado. Em 1966, 11 delas se unificaram na Centrais Elétricas de São Paulo, tendo a razão social alterada em 1977 para Companhia Energética de São Paulo.

A venda da Cesp significa a continuação da política do “Estado mínimo” - instituída em são Paulo com o Programa Estadual de Desestatização (PED), em 1996 -, que no setor elétrico transferiu aos monopólios privados a Elektro (EUA), Cesp Tietê (EUA), Cesp Paranapanema (EUA), CTEEP (Colômbia), Eletropaulo Metropolitana (EUA) e CPFL. O resultado foi o apagão de 2001, de triste memória.

Levantamento feito pelo Dieese/Sinergia, com base em dados da Aneel e do IBGE, é ilustrativo da tarifas cobradas pelas empresas privatizadas. Entre 1997 e 2007, enquanto o acumulado do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação, atingiu 93,53%, na região Sudeste o reajuste médio de energia elétrica totalizou 327%. Isoladamente, o aumento da tarifa residencial foi de 262,94% e da iluminação pública, 265,64%.

Por VALDO ALBUQUERQUE

Fevereiro 10, 2008

TV Brasil terá correspondente fixo em Angola

Acatando a uma das primeiras idéias do ministro Franklin Martins, a TV Brasil terá, a partir de março, um correspondente internacional na África. Baseado em Luanda, capital de Angola, Carlos Alberto Júnior trará uma visão brasileira sobre o país e o continente.

“O olhar da imprensa em geral sobre a África é de tragédias, um noticiário barra-pesada. A África é muito mais do que isso. Angola está com um crescimento entre 16 e 18% ao ano, com uma grande participação brasileira. Há muitos brasileiros por lá”, diz Carlos Alberto.

“Há muito capital chinês, e Luanda parece um canteiro de obras, após anos de guerra civil. Este ano haverá eleições parlamentares, e muitos angolanos votarão pela primeira vez. É um momento de transformação política e de infra-estrutura”, completa.

Egresso do Correio Braziliense, o jornalista tem quase toda a sua carreira em veículos impressos, tendo participado da primeira equipe de Época em Brasília e passagens por Gazeta Mercantil, Agência O Globo e Rádio Joven Pan. Carlos Alberto participa desde quinta-feira (07/02) de treinamento na redação brasiliense da TV Brasil. Ele embarca sozinho, com um kit de câmera e laptop, e enviará o material por FTP. Foram iniciadas conversas para uma parceria com a Televisão Pública de Angola (TPA).

“A idéia é contribuir não só com o Repórter Brasil, mas com toda a grade. Estou pensando em documentários também. Estarei em Angola, mas idéia é circular, com tratamento especial para os países de língua portuguesa. A cobertura é feita por agências, com olhar americano ou inglês. O nosso enfoque é outro”, contrapõe.

Fonte: Comunique-se