Maio 14, 2012

Veja e Cachoeira: silêncio comprometedor na Operação Megabyte da PF

Em junho de 2008, a Polícia Federal deflagrou a Operação Megabyte, contra fraudes em contratos de informática com o governo do Distrito Federal, nas gestões de Joaquim Roriz e José Roberto Arruda (ex-DEM).

O esquema envolveu R$ 2 bilhões e a participação de laranjas.

Envolvidos:

- Durval Bardosa (que negociou delação premiada, o que levou a desbaratar o mensalão do DEM).
- Messias Antônio Ribeiro Neto (dono das empresas de informática, bicheiro em Goiás, ex-sócio de Carlinhos Cachoeira na empresa Gerplan).
- e outros.

Com esse montante de dinheiro envolvido, a revista Veja nada noticiou sobre a operação. Um silêncio comprometedor.

Será veto do "editor" Carlinhos Cachoeira?

Abril 29, 2012

Chanceler Cachoeira trabalhava e editava matérias para a Veja e Jornal Nacional


Meus amigos e amigas, 

Vocês se lembram como funcionam a indústria da crise patrocinada pela Veja em coluio com as Organizações Globo e mídias periféricas. Agora sabemos como funcionava: o Cachoeira planejada, editava e a Veja publicava. Em seguida o Jornal Nacional replicava em letras garrafas, gastando preciosos minutos para denotar o governo Lula, agora no governo Dilma. Agora é de conhecimento de todos é o grande editor da velha mídia golpista brasileira. E por isso que a Rede Globo prefere morrer no abraço do afogado como Civita e seu Policarpo, do que revelar as estratégias para montar as teses que quase derrubaram o presidente Lula. 

Agora é importante que os leitores da Veja e os telespectadores do Jornal Nacional ( o da poltrona) falem dessa fraude, que foram enganados, etc.  

Do blog Os Amigos do Presidente Lula 'Chanceler' Cachoeira mediou para Berlusconi receber Demóstenes na Itália

Demóstenes Torres deveria  pedir desculpas "em nome do povo brasileiro", no encontro, pela não extradição de Cesare Battisti.

Chefões da imprensa brasileira se reunem para tratar da defesa de suas ações corruptas, na CPMI do Cachoeira e gangue.


Globo, Abril e Folha se unem contra CPI da mídia 
Do blog do Aposentado Invocado, 

Chefões da imprensa brasileira se reunem para tratar da defesa de suas ações corruptas, na CPMI do Cachoeira e gangue. 

Revista Veja e o O Globo Corrupções Ltda são os veículos da mídia com o maior número de acusações. 

O 01, que agora se sabe tratar-se do governador de Goiás, Marconi Perillo, que a imprensa corrupta tinha dito ser Agnelo Queiroz, esteve na reunião e ficou apavorado com as acusações contra ele.

Abril 06, 2012

Tucanos já fazem planos para José Serra abandonar a Prefeitura em 2014


Os tucanos já dão como certo que, se vencer, José Serra abandonará a prefeitura para se candidatar novamente em 2014.

Vejam só o que deu no Estadão:
PSDB-SP avalia chapa puro sangue nas eleições

"A possibilidade de o PSDB em São Paulo apostar numa chapa puro sangue nessas eleições para a Prefeitura de São Paulo começa a ganhar força nos bastidores da legenda...
... mas a tese de uma chapa composta apenas pelo PSDB pode vingar porque agregaria  um nome da chamada nova geração da sigla nessa disputa, manteria a hegemonia da legenda e seria estratégica para as eleições gerais de 2014, caso o ex-governador decida alçar voos mais altos, como a disputa pela Presidência da República, se vencer essas eleições municipais."
Salto alto

É muita pretensão dos tucanos acharem que Serra "já ganhou" e podem até escolher um vice tucano para deixar em seu lugar.

Não se sabe nem se Serra resistirá até o fim da campanha sem renunciar, diante daquilo que o povo já pergunta: que negócio é esse Privataria Tucana? E que negócio é esse de empresas "offshore" da filha, genro, primo, ex-sócio e ex-caixa de campanha no paraíso fiscal das Ilhas Virgens Britânicas?

Março 28, 2012

O golpe, a Ditadura e a Direita Brasileira

O golpe e a ditadura foram a desembocadura natural da direita brasileira – partidos e órgãos da mídia, além de entidades empresariais e religiosas.
A direita brasileira aderiu, em bloco, ao campo norteamericano durante a guerra fria, adotando a visão de que o conflito central no mundo se dava entre “democracia”(a liberal, naturalmente) e o comunismo (sob a categoria geral de “totalitarismo”, para tentar fazer com que aparecesse como da mesma família do nazismo e do fascismo).

Com esse arsenal, se diabolizava todo o campo popular: as políticas de desenvolvimento econômico, de distribuição de renda (centradas nos aumentos do salário mínimo), de reforma agrária, de limitação do envio dos lucros das grandes empresas transnacionais para o exterior, como políticas “comunizantes”, que atentavam contra “ a liberdade”, juntando liberdades individuais com as liberdades das empresas para fazer circular seus capitais como bem entendessem.

A direita brasileira nunca – até hoje – se refez da derrota sofrida com a vitória de Getúlio em 1930, com a construção do Estado nacional, o projeto de desenvolvimento econômico com distribuição de renda, o fortalecimento do movimento sindical e da ideologia nacional e popular que acompanhou essas iniciativas. Foi uma direita sempre anti-getulista, anti-estatal, anti-sindical, anti-nacional e anti-popular.

Getúlio era o seu diabo – assim como agora Lula ocupa esse papel -, quem representava a derrota da burguesia paulista, da economia exportadora, das oligarquias que haviam governado o país excluindo o povo durante décadas. A direita foi golpista desde 1930, começando pelo movimento – chamado por Lula de golpista, de contrarrevolução – de 1932, que até hoje norteia a direita paulista, com seu racismo, seu separatismo, seu sentimento profundamente antipopular.

A direita caracterizou-se pelo chamado aos quarteis quando perdiam eleições -e perderam sempre, em 1945, em 1950, em 1955, ganharam e perderam com o Jânio em 1960 – pedindo para “salvar a democracia”, intervindo militarmente com golpes. Seu ídolo era o golpista Carlos Lacerda. Esse era o tom da mídia –Globo, Folha, Estadão, etc., etc.

Era normal então que a direita apoiasse, de forma totalmente unificada, o golpe militar. Vale a pena dar uma olhada no tom dos editoriais e da cobertura desses órgãos no período prévio ao golpe a forma como saudaram a vitória dos militares. Cantavam tudo como um “movimento democrático”, que resgatava a liberdade contra as ameaças do “comunismo” e da “subversão”.

Aplaudiram as intervenções nos sindicatos, nas entidades estudantis, no Parlamento, no Judiciário, foram coniventes com as versões mentirosas da ditadura e seus órgãos repressivos sobre como se davam as mortes dos militantes da resistência democrática.

Por isso a cada primeiro de abril a mídia não tem coragem de recordar suas manchetes, seus editoriais, sua participação na campanha que desembocou no golpe. Porque esse mesmo espírito segue orientando a direita brasileira – e seus órgãos da mídia -, quando veem que a massa do povo apoia o governo (O desespero da UDN chegou a levar que ela propusesse o voto qualitativo, em que o voto de um engenheiro valesse muito mais do que o voto de um operário.). Desenvolvem a tese de que os direitos sociais reconhecidos pelo governo são formas de “comprar” a consciência do povo com “migalhas”.

Prega a ruptura democrática, quando se dá conta que as forças progressistas têm maioria no país. Não elegem presidentes do Brasil desde 1998, isto é, há 14 anos e tem pouca esperança de que possam vir a eleger seus candidatos no futuro. Por isso buscam enfraquecer o Estado, o governo, as forças do campo popular, a ideologia nacional, democrática e popular.

É uma direita herdeira e viúva de Washington Luis (e do seu continuador FHC, ambos cariocas de nascimento adotados pela burguesia paulista) e inimiga feroz do Getúlio e do Lula. (Como recordou Lula em São Paulo não ha nenhum espaço público importante com o nome do maior estadista brasileiro do século passado, o Getúlio, e tantos lugares importantes com o nome do Washington Luis e do 9 de julho).

É uma direita golpista, elitista, racista, que assume a continuidade da velha república, de 1932, do golpe de 1964 e do neoliberalismo de FHC.


Por Emir Sader

Março 01, 2012

PT pede outra CPI contra tucanos em São Paulo

Deputados do PT na Assembleia Legislativa de São Paulo protocolaram mais um pedido de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar irregularidades na licitação, controle e execução de contratos realizados pela Fundação para o Desenvolvimento da Educação (FDE) para construção, reforma e reparos em unidades escolares entre 2007 e 2011. O requerimento é subscrito por 33 parlamentares, entre eles 6 da base aliada do governo.


Acredite a FDE é presidida por José Bernardo Ortiz já condenado pela Justiça a devolver R$ 1,5 milhão aos cofres de Taubaté (SP) por aquisição supostamente irregular de tubos de rede de esgoto quando exercia o cargo de prefeito daquele município.

Auditorias do Tribunal de Contas do Estado dão sustentação ao pedido - a CPI da FDE terá que entrar na fila porque outras comissões estão em curso. Naquele período (2007/2011), a FDE gastou cerca de R$ 8 bilhões "sem que houvesse a necessária discriminação da finalidade e descrição do objetivo".

Enio Tatto, líder da bancada petista, afirma que Ortiz foi convidado quatro vezes e convocado uma para depor à Comissão de Fiscalização e não atendeu.

A FDE destacou que "tem prestado informações regularmente ao TCE e seguido todas as recomendações de seus conselheiros na aplicação de recursos no apoio às atividades da rede estadual de ensino". A Fundação assinalou que suas contas de 2011 ainda não foram solicitadas pelo TCE. "No caso de 2010, estão sendo prestadas as informações complementares solicitadas. As de 2009 estão devidamente instruídas e aguardam julgamento. Todos os exercícios até 2008 já foram aprovados pelo TCE. A FDE está à disposição do Poder Legislativo para os esclarecimentos que forem necessários."

Com blogs

Fevereiro 06, 2012

A ESTÉTICA DO MAU JORNALISMO

Vocês devem lembrar que a VEJA classificou de golpe a possibilidade de Lula disputar um terceiro mandato. Não foi isso?

Pois bem, a mesma VEJA, paladina da moral e dos bons costumes na política, tratou a compra da reeleição de FHC, em 1997, como uma DERROTA ESTÉTICA.

Na época, Roberto Pompeu de Toledo resumiu a compra milionária de deputados e senadores a um recurso democrático. É mole ou quer mais?

“O governo não saiu amplamente vitorioso? Não teve uma grande uma grande vitória no Congresso e, de quebra sua duração? E a permissão de reeleição não é um recurso democrático? E não é bom para o país que continue um governo que dá certo? Ocorre que aqui não se está falando de substâncial. Está-se falando de estética. Que houve uma perda, em matéria de estética, isso houve”, escreveu Toledo.
Segue o texto na íntegra:

ROBERTO POMPEU DE TOLEDO

Há uma estética dos governos, como se sabe – ou talvez não se saiba, e então se fique sabendo. O governo John Kennedy, nos Estados Unidos, distinguiu-se sobretudo pela estética. Pode ter sido bom ou mau.
Talvez tenha sido mais mau do que bom, a acreditar-se na avaliação que se faz hoje em dia, mas foi bonito. Tinha Jacqueline, intelectuais e festas elegantes. O governo Felipe González, na Espanha, também foi bem-sucedido, no plano estético. Dava a impressão de juventude e renovação.
Há momentos em que as nações necessitam desesperadamente de bom gosto.
Na Espanha, naquele momento, era artigo de primeira necessidade, para compensar o déficit estético acumulado em quarenta anos de franquismo.

Há governos que mudam de bonitos para feios. A Cuba recém-saída de Sierra Maestra era bonita, com aqueles jovens barbudos e suas legendas. O mesmo governo envelheceu e ficou feio como o de Enver Hoxha na Albânia ou o de Erich Honecker na Alemanha Oriental. Em outros casos, um determinado governo é beneficiado pelo contraste com o que o antecedeu.

O governo Kennedy brilhava ainda mais em comparação com a sensaborice do governo do general Dwight Eisenhower. O governo de Mikhail Gorbatchev, na União Soviética, foi um assombro, em comparação com os que o antecederam em setenta anos de comunismo.

Era chefiado por alguém que mostrava a cara, dava entrevistas, aparecia com a mulher, exibia independência e personalidade. O ganho estético foi tão notável que o país não agüentou. Morreu. Não existe mais a União Soviética.

No panorama que se descortina atualmente, a República Checa, que tem como chefe de Estado um dramaturgo e ex-prisioneiro político, Vaclav Havel, esbanja distinção. Já a Inglaterra, sob John Major, tem um governo feio.

Da Web

Janeiro 31, 2012

A Petrobrás e a Mídia Nativa - Sessenta anos depois

"O petróleo é nosso". Esta batalha os vetustos donos do poder perderam. Foto: José Vieira Trovão / Ag. Petrobras

Há 60 anos, estudante de Direito na Faculdade do Largo de São Francisco, cheguei a me sentir pessoalmente atingido pelos editoriais dos jornalões. Mania de grandeza, a minha. A velha e sempre nova academia tornara-se um centro importante das manifestações que agitavam o País consciente à sombra do lema “O Petróleo É Nosso”. Bandeira altiva e justa, desfraldada na perspectiva de um futuro que imaginávamos muito próximo. A mídia reagia enfurecida, clamava contra tamanho atrevimento, forma tola de nacionalismo a ignorar a nossa incompetência e nossos compromissos internacionais.

Os jornalões mastigavam fel diante de um duplo desafio: contra as irmãs do petróleo e, pior ainda, contra o império americano em plena Guerra Fria, contra aquele Tio Sam chamado pelo Altíssimo a nos defender da ameaça marxista-leninista. Era a irredutível vocação de súdito-capacho pronunciada com a pompa do estilo cartorial, próprio dos editoriais daquele tempo, e deste até.

Nos jornais de hoje leio que a direção da Petrobras foi trocada pela presidenta Dilma, insatisfeita com a gestão e determinada a controlar mais de perto o desempenho da estatal. Onde será que os perdigueiros das redações colhem informações? Antes de incomodar meus pacientes botões, anoto a observação de um amigo: “Na própria reunião de pauta”. Ou seja, antes de sair a campo, o perdigueiro sabe, pela ordem da chefia, o que haverá de contar aos amáveis leitores.

Da boca de Lula já ouvi a seguinte consideração: “Se o presidente da República conta no máximo com oito anos de mandato, por que o diretor de uma estatal deveria ter mais?” A troca da guarda na Petrobras estava decidida há tempo, mas a presidenta Dilma não tem motivo algum de insatisfação a respeito da gestão de José Sergio Gabrielli. É do conhecimento até do mundo mineral que, sob o comando de Gabrielli, o valor de mercado da Petrobras fermentou de 14 bilhões de dólares para 160, o pré-sal foi descoberto e o Brasil tornou-se o 11º produtor de petróleo do mundo. Segundo The Economist, por essa trilha chega a quinto até 2020.

As pedras sabem também que Dilma Rousseff, depois de ocupar a pasta de Minas e Energias no primeiro mandato de Lula, ao assumir a Casa Civil passou a acumular a presidência do Conselho de Administração da Petrobras e manteve estreita ligação com Gabrielli. Talvez a mídia nativa continue aquém do mundo mineral. Reconheça-se, contudo, a sua coerência. Ao longo dos últimos 60 anos, o petróleo ficou claramente nosso e a Petrobras tornou-se uma realidade empolgante, mas a mídia não mudou. Em relação a estas questões, a sua contrariedade se mantém, além de transparente, patética.

Por 60 anos a fio, os barões do jornalismo não perderam a oportunidade de tomar o partido do Tio Sam e das irmãs do petróleo até ensaiar a revanche ao propor a privatização da nossa estatal. Devemos atribuir a um milagre o fato de que Fernando Henrique não tenha atendido aos insistentes, poderosos pedidos. Certo é que a tentação o roçou perigosamente. Quem sabe caiba um agradecimento especial a Nossa Senhora Aparecida se os editorialões acabaram por cair no vazio.

Agrada-me recordar 1952 e aquele fervor juvenil. Ali nasceu a Petrobras com a chancela de Getúlio Vargas, figura contraditória de estadista manchada pelo período ditatorial e valorizada pela visão do futuro, partilhada, por exemplo, pela juventude do Largo de São Francisco. Getúlio era então o presidente eleito, empenhado em firmar os caminhos da industrialização inaugurados por obras como Volta Redonda, as Leis do Trabalho, a criação do salário mínimo. A imprensa só enxergava então os riscos da mudança, ameaça para tudo aquilo que representava. A Petrobras seria mais um pecado getulista, a ser pago, juntamente com os demais, pelo tiro que ecoou no Catete na manhã de um dia de agosto de 1954. Ocorre-me que o desespero do suicida tenha aflorado com prepotência ao perceber a resistência insana dos vetustos donos do poder e ao imaginar por isso um futuro bem mais distante do que esperavam os moços do Largo.

Por Mino Carta

Janeiro 17, 2012

Competência - Juros para consumidor recuam ao menor nível desde 1995

A redução da taxa básica de juros de novembro e o afrouxamento das medidas de contenção do crédito no fim do ano passado surtiram efeito no custo dos financiamentos dos consumidores.

A taxa de juros média para pessoa física voltou a cair em dezembro ante o mês anterior. Em novembro, tinha ocorrido alta.

Os juros médios caíram de de 6,67% ao mês (117,02% ao ano) em novembro para 6,58% ao mês (114,84% ao ano) em dezembro. É o menor valor desde 1995, início da série histórica, segundo a Anefac (Associação Nacional de Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade).

Das seis linhas de crédito pesquisadas, apenas uma se manteve estável (cartão de crédito rotativo, em 10,69% ao mês ou 238,30% ao ano). As demais apresentaram queda em dezembro.

Mais cortes

O consumidor deve perceber novas quedas nos juros se confirmado o corte esperado na taxa básica, . O Comitê de Política Monetária (Copom) deve reduzir a Selic em meio ponto, para 10,5% ao ano, na primeira reunião de 2012.
 
Da web

Dezembro 27, 2011

Tucano do Pau Oco - Administração Geraldo Alckmin ainda não começou

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Geraldo Alckmin
Em um balanço do 1º ano do governo tucano de Geraldo Alckmin, o que dizer? Primeiro, que Geraldinho já teve um ano e não começou ainda a governar. E é a 3ª vez que ele é governador do Estado... Na verdade, o que ele empenhou-se e dedicou-se mesmo, no limite de suas energias e força política, foi perseguir seu arqui-inimigo José Serra.

Como se fosse um fiel adepto do ex-governador Leonel Brizola - "vingança é um prato que se come frio e pelas bordas" - o governador paulista dedicou seu primeiro ano pós-eleito em outubro do ano passado a se vingar da derrota que José Serra lhe infligiu na disputa pela Prefeitura da Capital em 2008.

José não queria que o PSDB tivesse candidato, muito menos que este fosse Geraldo, e apoiou abertamente a reeleição do prefeito Gilberto Kassab (ex-DEM-PSDB, agora PSD). Geraldo agora lhe dá o troco com uma vingança pela qual dedica as 24h do dia a liquidar com o serrismo na máquina pública e política do Estado. Coisas do tucanato e de seus barões... Ou cardeais...

Coisas do tucanato e de seus barões


Mas, desse 1º ano de governo Alckmin que ainda não começou, o que sobrou foi um intenso foguetório. Sistematicamente, com grande estardalhaço, ele anunciou, e anunciou, planos e obras bombásticos que nunca começaram a ser implantados. Nada sai do papel.

Sua preocupação maior não é exatamente governar, mas liquidar com o serrismo. Tanto que se preocupou pouco em mudar completamente, ou descartar planos e projetos herdados do antecessor - se este os deixou - como por exemplo na Saúde, na Educação, em Transportes... Dentre outros feitos, e só para ilustrar, enterrou uma ponte estaiada que José programou entre Santos e Guarujá (promete fazer um túnel), na Educação anuncia uma medida num dia, no outro revoga...

Do governo Alckmin - ou melhor do 1º ano decorrido, porque o governo ainda não se iniciou - pode-se dizer que é tão ruim que nem ele gosta do governo dele. Na reunião-balanço destes 12 meses iniciais, na 2ª feira desta semana, no Palácio dos Bandeirantes ,ele reclamou de sua administração.

Queixou-se aos secretários que não vê ação do governo no Estado, pediu que atuem mais, façam alguma coisa, viajem e divulguem mais o que fazem. Isto tudo, este seu apelo, está nos jornais.

Única decisão: enterrar denúncias sem qualquer investigação


A única coisa em que Geraldinho foi mão de ferro, não tergiversou, nem subiu no típico muro tucano, foi diante de denúncias de irregularidades, corrupção, malfeitos etc: determinou que nada fosse apurado. Nunca.

Não deixou a Assembleia abrir CPI e com sua maioria tucana, mandou a Comissão de Ética da Casa encerrar os trabalhos sem qualquer apuração quando ela se encaminhava para investigar a denúncia da venda de emendas por parlamentares do governo a empreiteiras, prefeituras e ONGs.

Assim, os grandes escândalos de seu governo estão aí, impunes e insepultos: venda de emendas parlamentares (das quais o Palácio teve conhecimento nos governos dele e de Alberto Goldman/José Serra e nenhum tomou providências); oferta de propina ao deputado Bruno Covas (PSDB) confessada pelo próprio; e o caso Alstom, a multi acusada de subornar autoridades tucanas e do partido em troca de contratos com estatais, sempre rondando em meio a novas descobertas.

Fora as denúncias envolvendo cunhado e sobrinho do governador em irregularidades em licitações na merenda escolar no Vale do Paraíba (em vários municípios) e em mais quatro Estados; e as de fraude e superfaturamento grossos em linha do Metrô... Para um governo que ainda não começou é um vasto rosário de irregularidades na passagem do 1º ano!
 
Da web

Dezembro 20, 2011

Bomba no Ninho - Privataria tucana traz Choque de Decepção a admiradores dos tucanos

 
O editor  do livro “A Privataria Tucana”, Luiz Fernando Emediato, deu entrevista ao portal Band (que também rompeu o silêncio, inclusive na TV).

Ele disse que  “Para um admirador do Serra e dos tucanos, é decepcionante. É como a revelação dos crimes de Stálin (ex-ditador da antiga União Soviética) para os comunistas".

Em outras palavras, quem achava que tucano era choque de gestão, teve um choque de decepção.

O choque é grande porque as provas são irrefutáveis e foram todas checadas antes, segundo o editor: 

“Fiz questão de obter todas as cópias originais dos documentos, que saíram de cartórios, autenticados e com firma reconhecida... 

... Antes de publicar, consultei três advogados e um membro do Ministério Público. Eles me disseram que são provas irrefutáveis...

...Já vejo pessoas tentando desqualificar o autor, a editora e minha pessoa. Mas digo: ‘leia o livro e venha falar com a gente depois’. São 200 páginas de textos e mais 140 páginas de provas documentais".